<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197</id><updated>2012-02-13T09:52:29.480-08:00</updated><title type='text'>1968</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>69</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-8001507330328380807</id><published>2008-07-04T15:21:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:13.121-08:00</updated><title type='text'>Norma em 68</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Cláudio Dantas&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;  &lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SG6kGDZrhBI/AAAAAAAAAQw/8hLXlusfXF0/s1600-h/ooooooh+Norma.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SG6kGDZrhBI/AAAAAAAAAQw/8hLXlusfXF0/s320/ooooooh+Norma.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5219289442068169746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;De Eva a Giselle Bundchen a mulher teve participação importante na construção da história humana, Eva, supostamente, influenciou na perda do paraíso; Giselle, por sua vez, confirmou um modelo de beleza física e, principalmente, peso que leva toda uma legião de mulheres aos maiores sacrifícios em busca de um corpo que, ao menos, se assemelhe ao da “diva” dos nossos tempos. Provar do fruto proibido ou andar alguns metros numa passarela é tarefa fácil, agora, pegar em armas como fez Anita Garibaldi, desafiar uma sociedade em nome de uma paixão, luta esta, enfrentada por Ana de Assis no início do século 20, nos leva a crer que as primeiras tiveram ou têm um papel de coadjuvante nesta caminhada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No Brasil conservador dos anos 50, surge num filme estrelado por Oscarito, Norma Benguell, mulher que quebraria em 1962 o tabu do nu frontal no filme Os Cafajestes. Os atores recebiam a chancela de cafajestes, para Norma foi atribuída à qualificação de desavergonhada para não dizer coisa pior. Antes, a “certinha do Lalau” (Norma foi uma das “certinhas do Lalau”, denominação dada por Sérgio Porto ou Stanislaw Ponte Preta para suas Musas da estação), depois uma mulher corajosa que enfrentou a ditadura militar implantada no Brasil em 64.Em 68 quando encenava Cordélia Brasil, um sucesso de público, Norma é seqüestrada &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em  São Paulo&lt;/st1:personname&gt; por agentes da repressão, permanecendo em poder dos seqüestradores por 24 horas.Enfrenta os temidos interrogatórios com coragem, informa que irá relatar todo o acontecido à imprensa e ouve uma das maiores ironias daquele período de trevas: “Nós estamos numa democracia, a senhora pode falar o que quiser”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Quando à atriz Tônia Carrero recebe voz de prisão numa manifestação em homenagem à Democracia e à Liberdade, mais uma vez Norma demonstra sua perplexidade diante da falta de liberdade vivida no Brasil, num grito singular, ela chama o tenente Terci de “tenente barato, inexpressivo, e sem preparo”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;Obviamente, como é da natureza humana, haverá um questionamento sobre a Norma de hoje e o seu polêmico “O Guarani”, mas aviso que estou, apenas, relembrando aquela mulher de 68.Norma Benguell conheceu o saboroso papel de símbolo sexual, depois de atriz talentosa no teatro e no cinema, mas foi diante das atrocidades cometidas pelo Estado que ela mostrou o lado politizado e corajoso ao enfrentar com bravura os desmandos da ditadura então estabelecida.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-8001507330328380807?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/8001507330328380807/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=8001507330328380807&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8001507330328380807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8001507330328380807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/07/norma-em-68.html' title='Norma em 68'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SG6kGDZrhBI/AAAAAAAAAQw/8hLXlusfXF0/s72-c/ooooooh+Norma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-8037165102036681157</id><published>2008-06-26T08:10:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T08:12:14.612-07:00</updated><title type='text'>1968</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Por Beatriz Cecchetti (Editoria Mundo)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O conturbado quadro político dos países da América Latina em 1968 era fruto dos laços de dependência econômica que estes ainda mantinham com potências capitalistas. Apesar de já serem independentes no âmbito da política, existiam forças reformistas, nacionalistas e, de extrema esquerda que queriam democracia e autonomia. A onda de ditaduras militares se alastrava na mesma proporção que cresciam os movimentos pró-libertação, reformistas, revolucionários e guerrilheiros. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Conhecida como “Terceiro Mundo”, a América Latina, aos poucos, foi se mostrando tão divergente que, este termo só se servia para distinguir os países “pobres” dos “ricos” de acordo com seu PIB - Produto Interno Bruto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Segue, abaixo, um breve resumo do que acontecia nos principais países da América Latina.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na Argentina, desde 1966 após um golpe de Estado, o general Juan Carlos Onganía assumiu a presidência. Seu governo teve inúmeras crises, principalmente dentro do próprio Exército.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A Bolívia teve na época, um presidente ditador que ao mesmo tempo, era revolucionário, René Barrientos Ortuño. Esse mesmo presidente mandou matar Che Guevara, em 1967.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em 1968, no Chile, Eduardo Frei Montalva, após ter vencido Salvador Allende nas eleições de 1964, governava. Ele era democrata cristão e teve apoio da CIA em sua campanha anti-esquerdista. Foi sucedido por Allende após o golpe de Pinochet em 70.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Carlos Lleras Restrepo, tentou implementar na Colômbia uma política reformista, conhecida por “Transformação Nacional” cujo foco era em políticas econômicas, sociais e culturais. Era liberal - chegou até ser presidente do partido – e só saiu do seu cargo de presidente da Colômbia em 1970 com o golpe do general Rojas Pinilla. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Osvaldo Dorticós Torrado foi o último presidente de Cuba antes de Fidel Castro.  O comunista foi quem anunciou, em um encontro das Nações Unidas, que Cuba possuía armas nucleares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No Paraguai, presidia o general Alfredo Stroessner Matiauda – militar mais jovem que já recebeu a patente de general na América do Sul. Após dar um golpe, ficou no poder por 7 mandatos consecutivos. Boicotou Ronald reagan e asilou em seu país ex-nazistas. Morreu exilado no Brasil em 1989.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No Peru, uma junta militar liderada por Juan Velasco Alvarado toma o poder e toma algumas medidas. Dentre elas: nacionalização quase que completa da economia, reforma agrária, igualdade das mulheres, autonomia das universidades, censura e controle dos meios de comunicação. Alvarado, que possuída ligações estreitas com a URSS, é deposto em 1975.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O uruguaio Jorge Pacheco Areco, na tentativa de fugir do imperialismo norte-americano, implantou medidas de segurança, prendeu dirigentes sindicais e assassinou estudantes. Teve um governo marcado pela barbárie. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Raúl Leoni Otero era democrata e lutou contra qualquer tipo de ditadura na Venezuela. Inaugurou a hidrelétrica de Guayana, o Banco dos Trabalhadores e, fez reformas importantes nas leis sociais e trabalhistas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;E, no Brasil, estávamos sob a ditadura do marechal Artur da Costa e Silva. Nesse momento começou a fase mais dura da ditadura brasileira, que o general Médici deu continuidade. Dentre outras medidas, o então presidente promulgou o – famoso – AI-5, que lhe dava poder para fechar o Congresso Nacional, cassar políticos e insitucionalizar a repressão.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-8037165102036681157?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/8037165102036681157/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=8037165102036681157&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8037165102036681157'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8037165102036681157'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/1968.html' title='1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-5910065058809235033</id><published>2008-06-26T08:03:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:13.499-08:00</updated><title type='text'>O Fracasso de Annuska</title><content type='html'>&lt;i style="font-style: italic;"&gt;Por Isabela Kastrup&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; (Editoria de Cinema)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Annuska, manequeim e mulher&lt;/i&gt;, filme brasileiro de 1968 que marcou a estréia do diretor e roteirista paulistano Francisco Ramalho Jr., foi um verdadeiro fracasso de público e de crítica. Baseado num conto de Ignácio de Loyola Brandão, intitulado &lt;i&gt;Ascensão ao mundo de Annuska&lt;/i&gt;, que está no livro &lt;i&gt;Depois do Sol&lt;/i&gt;, o filme narrava a história de uma bela moça, Annuska (Marília Branco), aspirante à carreira de modelo, que troca seu amante de meia-idade, Bernardo (interpretado por Francisco Cuoco), pelo jovem e belo Sabato (interpretado por Ivan Mesquita).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O filme, que teve Loyola Brandão atuando como roteirista, marcou a estréia do ator José de Abreu na telona, fazendo um papel minúsculo, foi o primeiro trabalho da empresa de produção cinematográfica Tecla, que reunia nomes expressivos do cinema brasileiro, como João Batista de Andrade, Francisco Ramalho Jr., João Silvério Trevisan e Sidney Paiva Lopes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em texto autobiográfico e de memórias, intitulado &lt;i&gt;Uma trajetória particular&lt;/i&gt;, o cineasta João Batista Andrade conta que &lt;i&gt;Annuska&lt;/i&gt; surgiu numa época em que o mercado de cinema no Brasil (no final dos anos de 1960) tinha uma estrutura obsoleta e pouco inovadora. Os circuitos eram dominados pelo cinema norte-americano, até mesmo pela ausência de uma produção brasileira contínua, que fosse capaz de ocupar e garantir a ocupação das salas nas capitais e no interior. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nessa época, João Batista já amargava a censura de seu filme &lt;i&gt;Liberdade de imprensa&lt;/i&gt; pela ditadura militar: ao ser exibido no Congresso da UNE em 1968, foi apreendido pelo Exército e proibido em todo o território nacional. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Como as novelas faziam estrondoso sucesso de público na época (basta lembrar O direito de nascer), o grupo de cineastas da Tecla resolveu apostar num filme estrelado por Francisco Cuoco, galã das novelas que tinha popularidade impressionante. O plano era ganhar dinheiro com um filme mais comercial, &lt;i&gt;Annuska&lt;/i&gt; e assim angariar recursos para que João batista de Andrade pudesse fazer o seu filme, mais político. Mas o tiro saiu pela culatra. Conta João Batista de Andrade: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;“Ramalho achava que o projeto teria tudo de "comercial", ainda mais com o Francisco Cuoco, e que com o dinheiro da renda conseguiríamos fazer um outro projeto - o meu, mais político, com forte influência do Cinema Novo e do cinema do italiano Francesco Rosi (&lt;i&gt;Ma no su la citá&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; O bandido Giuliano&lt;/i&gt;,&lt;i&gt; O caso Mattei&lt;/i&gt; etc.)&lt;i&gt;.&lt;/i&gt; O resultado, aliás bastante comum nesse tipo de projeto, foi no mínimo péssimo, a ponto de o ator, que se tornara sócio do filme, desconfiar da seriedade de nossas contas. Mas as contas eram verdadeiras e o &lt;i&gt;Anuska&lt;/i&gt; sequer se pagou. Isto é, não se transferiu para o filme o prodigioso sucesso do ator”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Esse tipo de tentativa – aproveitar o sucesso da TV para alavancar sucessos no cinema nacional deu certo em muitos outros casos, como, por exemplo, &lt;i&gt;A dama do lotação&lt;/i&gt;, de Neville deAlmeida, que explorou a nudez de Sônia Braga e deu ótima bilheteria, apesar de mal recebido pela elite formadora de opinião, que considerou o filme meramente pornográfico.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O fracasso do filme foi, de qualquer forma, um resultado da atmosfera pesada e opressiva dos anos de chumbo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="0.1_graphic03"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SGOwoRiyMhI/AAAAAAAAAQg/Fsm_hVNVAF8/s1600-h/mail.google.com.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SGOwoRiyMhI/AAAAAAAAAQg/Fsm_hVNVAF8/s320/mail.google.com.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216206999375720978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O cineasta Francisco Ramalho Jr., em foto recente.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="0.1_graphic04"&gt;&lt;/a&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SGOwa7vxzCI/AAAAAAAAAQY/6YxjryjAxI8/s1600-h/blog4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SGOwa7vxzCI/AAAAAAAAAQY/6YxjryjAxI8/s320/blog4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5216206770186341410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O diretor João Batista de Andrade (ao centro) nas gravações de &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;i&gt;Mercúrio no pão de cada dia&lt;/i&gt; (1976), produzido para a TV Globo.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-5910065058809235033?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/5910065058809235033/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=5910065058809235033&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/5910065058809235033'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/5910065058809235033'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/o-fracasso-de-annuska.html' title='O Fracasso de Annuska'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SGOwoRiyMhI/AAAAAAAAAQg/Fsm_hVNVAF8/s72-c/mail.google.com.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-8746307115427731152</id><published>2008-06-26T08:00:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T08:01:31.735-07:00</updated><title type='text'>Um ano no meio do Cinema Novo</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Por Karina Rocha (Editoria de Cinema)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O ano de 1968 foi de repressão em todos os sentidos e isso não é nenhuma novidade. Assim sendo o cinema não ficou de fora e o movimento “Cinema Novo” que tinha se iniciado em 1952. O movimento primava por um cinema com mais realidade, mais conteúdo e um menos custo em comparação às grandes companhias cinematográficas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O ano de 68 foi um divisor de águas para o movimento, pois separa a segunda da terceira fase deste processo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O Cinema novo já estava em sua segunda fase, onde o propósito passou a ser analisar a política e a ditadura militar, foi a estréia de O Bravo Guerreiro, de Gustavo Dahl.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Daí em diante entra a fase tropicalista, terceira no Cinema Novo, e de grande representatividade nacional. Era a hora de extravasar, não se importar com conseqüências e encarnar o verde-amarelo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O grande marco desta nova fase é Macunaíma, de Joaquim Pedro de Andrade, que estréio no ano seguinte, 1969.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mais uma vez a repressão veio, deu fim ao movimento, e inúmeras produções foram fracassos comerciais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-8746307115427731152?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/8746307115427731152/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=8746307115427731152&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8746307115427731152'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8746307115427731152'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/um-ano-no-meio-do-cinema-novo.html' title='Um ano no meio do Cinema Novo'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4659196442919365570</id><published>2008-06-26T07:57:00.000-07:00</published><updated>2008-06-26T07:58:56.096-07:00</updated><title type='text'>O “GRANDE TEATRO” DE 1968 – Com Foco Em  Zé Celso Martinez Corrêa</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por Brunna Condini (Editoria de Teatro)&lt;br /&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O Teatro, como várias outras expressões artísticas, foi sufocado pelos acontecimentos políticos e transformações sociais de 68. O Ato Institucional número 5 baniu os ensaios de socialização da cultura no país. O Teatro mais artístico se refugiou nas pequenas companhias, com pouco dinheiro e pouco público. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em 1968, o autor e diretor, estava no auge do desenvolvimento da linguagem de sua companhia. O Teatro conheceu um movimento arrebatador que não sobreviveria à tanta repressão.Participou desse período com o mesmo gás, o Teatro Arena,de Augusto Boal. Ambos tiveram que se exilar, mas isso não abalou a dedicação em criar uma dramaturgia própria, totalmente brasileira. Bons profissionais surgiram de seus trabalhos. Fincaram a história do Teatro no país.Ambos foram violentamente interrompidos pelo AI-5.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Formou, em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1958" target="_blank"&gt;1958&lt;/a&gt;, um grupo de teatro amador, na &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Faculdade_de_Direito_da_Universidade_de_S%C3%A3o_Paulo" target="_blank"&gt;Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo&lt;/a&gt;, que daria origem ao &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Teatro_Oficina" target="_blank"&gt;Teatro Oficina&lt;/a&gt;, marcado pelo compromisso de fazer uma obra de caráter inovador. Entre suas mais famosas montagens estão como &lt;b&gt;Quatro num&lt;/b&gt;&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;b&gt;quarto&lt;/b&gt;, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/w/index.php?title=Valentin_Kataiev&amp;amp;action=edit&amp;amp;redlink=1" target="_blank"&gt;Valentin Kataiev&lt;/a&gt;, e &lt;b&gt;Andorra&lt;/b&gt;, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Max_Frisch" target="_blank"&gt;Max Frisch&lt;/a&gt;, dirigidas por ele e por &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Carlos_Queiroz" target="_blank"&gt;Carlos Queiroz&lt;/a&gt;. Em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1967" target="_blank"&gt;1967&lt;/a&gt;, com a montagem da peça &lt;b&gt;O Rei da Vela&lt;/b&gt;, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Oswald_de_Andrade" target="_blank"&gt;Oswald de Andrade&lt;/a&gt; passou a desenvolver-se e expressar-se através do espetáculo-manifesto. Foi duramente censurado e acabou indo para o exílio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em 1970 vivenciou todas as experiências da contracultura. Era um líder de sua comunidade teatral e diretor das montagens com criações coletivas. Em 1990, ressurgiu com o Oficina,conectado ao tempo e conectando constantemente vida e Teatro. Reinventou-se.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nos &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Anos_90" target="_blank"&gt;anos 90&lt;/a&gt;, o Oficina voltou a atuar em &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Paulo" target="_blank"&gt;São Paulo&lt;/a&gt; sob o seu comando, com nova organização,mas procurando manter a mesma linha teatral com projetos como &lt;b&gt;Boca de Ouro&lt;/b&gt;, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nelson_Rodrigues" target="_blank"&gt;Nelson Rodrigues&lt;/a&gt; e, mais recentemente a epopéia de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Os_Sert%C3%B5es" target="_blank"&gt;&lt;b&gt;Os Sertões&lt;/b&gt;&lt;/a&gt; de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Euclides_da_Cunha" target="_blank"&gt;Euclides da Cunha&lt;/a&gt; que retrata o episódio da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Guerra_dos_Canudos" target="_blank"&gt;Guerra dos Canudos&lt;/a&gt;. Entre outras peças de destaque em que dirigiu, pode-se citar &lt;b&gt;Pequenos burgueses&lt;/b&gt;, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Maksim_Gorki" target="_blank"&gt;Maksim Gorki&lt;/a&gt; (&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1963" target="_blank"&gt;1963&lt;/a&gt;) e &lt;b&gt;Roda Viva&lt;/b&gt;, de &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Chico_Buarque" target="_blank"&gt;Chico Buarque&lt;/a&gt; (&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1968" target="_blank"&gt;1968&lt;/a&gt;).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Teve como colaboradores nomes que também são verdadeiros marcos na história teatral brasileira,como Renato Borghi,Fauzi Arap,Célia Helena,Eugenio Kusnet, e também uma privilegiadíssima atuação de Henriette Morineau em &lt;b&gt;Todo anjo é terrível&lt;/b&gt;,de Ketti Frings,em 1962.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;blockquote&gt;"Durante cerca de uma década, década excepcionalmente efervescente, José Celso foi, provavelmente, a personalidade criativa mais forte do teatro brasileiro; foi, em todo o caso, o encenador mais aberto a idéias ousadas e sempre renovadas, capaz de realizar, a partir delas, espetáculos surpreendentes, generosos, provocantes, excepcionalmente inventivos. Sua atuação, nessa época, marcou não só o teatro nacional - Pequenos Burgueses, O Rei da Vela e Na Selva das Cidades, pelo menos, têm lugar garantido e importante na História desse teatro - como também a arte brasileira &lt;st1:personname productid="em geral. Durante" st="on"&gt;em geral.  Durante&lt;/st1:PersonName&gt; esse tempo, ele foi um divisor de águas, um ponto de referência e uma fonte básica de influências".&lt;br /&gt;                                                    (Yan Michalski – Fala sobre a importância hegemônica de Zé Celso durante a década de 60) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/blockquote&gt;&lt;/i&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Zé Celso e toda memória do Oficina, ficaram exilados de 1974 a  1978. Poucas vezes, viu-se um artista “possuído” desta maneira. Seu estilo único, sua maneira brasileira de buscar o mais brasileiro dos teatros, tudo isso fez de Zé Celso, um ícone. Responsável por um divisor de águas, histórico e criativo. Autor, diretor e ator, era e continua sendo,um operário do ofício.Um dos mais talentosos e originais diretores do momento e segundo alguns críticos, a mais perfeita encenação stanislavskiana do teatro brasileiro. Irreverente, irresistível e resistente. Em 2008, quarenta anos depois, José Celso Martinez Correia, ainda tem seu Teatro Oficina e continua resistindo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4659196442919365570?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4659196442919365570/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4659196442919365570&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4659196442919365570'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4659196442919365570'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/o-grande-teatro-de-1968-com-foco-em-z.html' title='O “GRANDE TEATRO” DE 1968 – Com Foco Em  Zé Celso Martinez Corrêa'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-491275961026463726</id><published>2008-06-18T07:18:00.000-07:00</published><updated>2008-06-18T07:21:14.902-07:00</updated><title type='text'>Romeu e Julieta, a eterna história de amor que temperou 1968</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Ana Cecília Abreu (Editoria de Cinema)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Os tempos turbulentos de 1968 deram um impulso extra à suavidade, à delicadeza e à profundidade com que o cineasta italiano Franco Zefirelli trouxe a público a história de amor escrita por William Shakespeare e eternizada no imaginário de todas as gerações.  Na verdade, essa era a hora certa para que os jovens de então suspirassem e encharcassem lenços de tanta emoção com a história de intolerância, resistência, paixão, amor e morte vivida pelo casalzinho na Verona renascentista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Um amor que ultrapassou as, até então, inexpugnáveis barreiras da guerra declarada dos clãs inimigos: Capuletos X Montecchios.  Os dois apaixonados foram capazes de tudo para viver seu sonho.  E mostraram para a sociedade que mesmo mortos, estavam vivos em seu sentimento indestrutível. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;As palavras de Shakespeare foram respeitadas, o texto foi praticamente todo mantido, com o vocabulário da época.  Os dois protagonistas foram lançados nesse filme e eram tão jovens quanto seus personagens: Leonard Whiting, o Romeu, tinha 17 anos e a então estreante Olívia Hussey, era uma menina de apenas 15 anos.   &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Foi surpreendente o que esse filme representou para toda uma geração que vivia assustada com os movimentos reivindicatórios que pipocavam por todo o mundo.  A grande revolução de costumes que se operava deu espaço para a representação mais clássica de um tema eterno:  o amor entre um homem e uma mulher.  E não foi só isso:  a produção extremamente bem cuidada, com muitas externas em igrejas e prédios de época de cidades italianas, os demais cenários, os figurinos, a trilha sonora perfeita assinada por Nino Rota, tudo colaborou para que o filme criasse no espectador uma sensação de estar vivendo com os personagens aqueles momentos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Aqui no Brasil, por exemplo, o filme Romeu e Julieta representou uma válvula de escape necessária para aliviar das tensões e medos constantes.  Uma população que vivia sobressaltada pela supressão da liberdade de expressão e de muitos direitos individuais tinha mesmo a necessidade de vivenciar sentimentos diferentes.  Nesse contexto, a obra de Zefirelli a partir da obra shakesperiana foi uma alternativa de altíssimo nível.   &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;O filme recebeu quatro indicações para o Oscar de 1969 (diretor, filme, fotografia, figurinos), tendo vencido nas categorias figurino e fotografia.  Leonard Whiting e Olívia Hussey receberam os prêmios de revelação masculina e feminina do Globo de Ouro de 1969, sendo que o filme também recebeu indicação nas categorias diretor, melhor filme estrangeiro, trilha sonora. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Todo o sucesso e os prêmios obtidos por essa peça chave do cinema europeu era alvo de crítica da parcela mais engajada politicamente, que desdenhava de quem suspirava com a cena do balcão, ou se emocionava com a imagem (ousada para a época) de Romeu, nu, evidenciando que os dois jovens tinham concretizado seu amor (sob as bênçãos ocultas de Frei Lourenço).  Era como se, em tempos de AI 5, prisões e perseguições políticas, não pudesse mais haver espaço para o sonho, para o amor, para o sentimento.   &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Mas o jovem comum, no fundo, sentia a carência desse sonhar próprio da idade.  Por isso houve tão grande identificação e aceitação por parte do público. Um amor que vencia até a própria morte, era tudo de que o povo precisava então. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Romeu e Julieta foi um clássico da literatura inglesa que, através do talento de Franco Zefirelli penetrou na realidade e no imaginário de milhões de pessoas em todo o mundo e, aqui no Brasil, causou enorme comoção.   &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ficha Técnica:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Romeu e Julieta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;(Romeo and Juliet, &lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/busca_mais.php?opc=pais&amp;amp;busca=Inglaterra" target="_blank"&gt;Inglaterra&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/busca_mais.php?opc=pais&amp;amp;busca=It%E1lia" target="_blank"&gt;Itália&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/busca_mais.php?opc=ano&amp;amp;busca=1968" target="_blank"&gt;1968&lt;/a&gt;) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Títulos Alternativos: Romeo e Giulietta&lt;br /&gt;Gênero: &lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/busca_mais.php?opc=genero&amp;amp;busca=Drama" target="_blank"&gt;Drama&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/busca_mais.php?opc=genero&amp;amp;busca=Romance" target="_blank"&gt;Romance&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Duração: 138 min.&lt;br /&gt;Tipo: Longa-metragem / Colorido&lt;br /&gt;Distribuidora(s): &lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/produtoras.php?idp=130" target="_blank"&gt;CIC Vídeo&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/produtoras.php?idp=613" target="_blank"&gt;Paramount Pictures do Brasil&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Produtora(s): &lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/produtoras.php?idp=3273" target="_blank"&gt;BHE Films&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/produtoras.php?idp=1984" target="_blank"&gt;Dino de Laurentiis Cinematografica&lt;/a&gt;, &lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/produtoras.php?idp=3274" target="_blank"&gt;Verona Produzione&lt;/a&gt; &lt;br /&gt;&lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/filmes_ficha.php?idf=2427#%23" target="_blank"&gt;Diretor: &lt;/a&gt;&lt;a href="http://epipoca.uol.com.br/gente_detalhes.php?idg=72030" target="_blank"&gt;Franco Zeffirelli&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-491275961026463726?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/491275961026463726/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=491275961026463726&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/491275961026463726'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/491275961026463726'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/romeu-e-julieta-eterna-histria-de-amor.html' title='Romeu e Julieta, a eterna história de amor que temperou 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-941292494603989665</id><published>2008-06-18T07:12:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:13.679-08:00</updated><title type='text'>“DOCUMENTÁRIO” - Rogério Sganzerla, Brasil,2007</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;" class="StrongEmphasis"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;"  lang="X-NONE"&gt;por Claudia Elias (Editoria de Cinema)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;st1:metricconverter productid="16 mm" st="on"&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Georgia;"  lang="X-NONE"&gt;16 mm&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/st1:metricconverter&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"  style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Georgia;"  lang="X-NONE"&gt; – 11 min – Preto e branco&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;" &gt;“Uma câmera na mão, uma idéia na cabeça” e um ano que não nos sai da cabeça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;"  lang="PT"&gt;Definindo...Rogério&lt;/span&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Georgia;color:black;"   lang="X-NONE"&gt; Sganzerla é um cara do cinema marginal. Cinema marginal foi um movimento que tentou fugir do paradigma da linguagem cinematográfica americanizada e levantar a bola da cultura brasileira, ou ainda, tentar inaugurar outros tipos de linguagem, inovar: “Uma câmera na mão, uma idéia na cabeça” – esse era o lema da galera que curtia, que fazia e que queria um cinema por assim dizer n a c i o n a l.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;"  lang="PT"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Georgia;color:black;"   lang="X-NONE"&gt;Rogério &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;"  lang="PT"&gt;realizou seu primeiro curta-metragem de ficção, que contraditoriamente chamou de “Documentário”. Embora o ano em questão aqui seja o 68, e o curta em questão seja de 67, sua análise é extremamente rica, já que faz um “istântaneo” , um “frame” como se diz em cinema e abre uma janela para sabermos como se comportava e o que andava pensando a juventude pré-68&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;"  lang="PT"&gt;. Uma “galera” que estava cansada do imperialismo cultural e sem horizonte...&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFkYfyKlPWI/AAAAAAAAAQQ/L47nDdoG4gQ/s1600-h/CENA.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFkYfyKlPWI/AAAAAAAAAQQ/L47nDdoG4gQ/s320/CENA.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5213224977979227490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Georgia;"  lang="X-NONE"&gt;Cenas que mostram “dois jovens andando por aí sem ter muito o que fazer ...” assim estão descritos os dois jovens do filme nas variadas sinopses. Na verdade são&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;"  lang="PT"&gt; dois amigos andando pelas ruas, tentando ver alguma novidade nos cinemas e não havia nada de novo, tudo uma mesmice. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Georgia;color:black;"   lang="X-NONE"&gt;Eles andam em busca da sessão de cinema perfeita para passar o tempo e fugir da própria falta de possibilidades, tão latente devido ao momento político da época. Aí está o elo com 68, logo nos frames podemos ler no jornal &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;color:black;"   lang="X-NONE"&gt;“Subversão está voltando”&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Georgia;color:black;"   lang="X-NONE"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Georgia;"  lang="X-NONE"&gt;Na verdade, o curta em questão, trata-se de finíssimo material no que tange à sua constante referência ao “anti-filme”, recheado de sarcasmo em relação à narrativa clássica. .O &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;"  lang="X-NONE"&gt;travelling&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span class="StrongEmphasis"&gt;&lt;span style="font-weight: normal;font-family:Georgia;"  lang="X-NONE"&gt; sem trilhos, a “câmera na mão”, a filmagem com luz natural e a pequena equipe causando esse efeito de espontaneidade fazem de “Documentário” um filme essencial para se compreender, não o cinema de 68, mas seus cineastas.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-941292494603989665?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/941292494603989665/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=941292494603989665&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/941292494603989665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/941292494603989665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/documentrio-rogrio-sganzerla-brasil2007.html' title='“DOCUMENTÁRIO” - Rogério Sganzerla, Brasil,2007'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFkYfyKlPWI/AAAAAAAAAQQ/L47nDdoG4gQ/s72-c/CENA.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4240484430485265872</id><published>2008-06-16T08:46:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T08:50:17.712-07:00</updated><title type='text'>1968 - O Ano que Acabou</title><content type='html'>&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Pela Editoria de Música&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;O ano de 68 marcou a ruptura de toda uma juventude frente aos valores paternalistas da sociedade, assim como nas questões políticas e de cunho comportamental. A arte também passou por um processo de questionamento e formatação levando a novas formas de linguagem e assim ao surgimento de expressões artísticas de vanguarda.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Paris foi um dos principais cenários dessa movimentação revolucionária que se alastrou pelo mundo. Em março de 68 o reitor da Universidade de Nanterre, em Paris, instituiu uma norma proibindo os rapazes de visitarem as moças em seus dormitórios, a represália não foi bem aceita por alguns alunos que se organizaram e invadiram a secretaria da escola. A reitoria suspende as aulas e chama a polícia. A partir daí a juventude parisiense desperta e as manifestações se estendem à classe baixa, culminando – em 20 de maio – na greve de 10 milhões de operários.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Nos Estados Unidos foi o ano da liberação sexual, do fortalecimento do movimento feminista em paralelo com a liberação da pílula anti-concepcional. Foi o período da afirmação da mulher na sociedade, também da contracultura com o movimento hippie levando uma juventude a negar os valores de seus pais e buscar seus próprios ideais. Sessenta e oito coincide também com a Guerra do Vietnã; o musical Hair nos palcos da Broadway; a indústria cinemátografia promovendo um longa-metragem da banda The Doors. Foi o período do sexo, drogas e rock’n’roll n’um país que tentava exercer sua supremacia bélica frente a União Soviética dividindo o mundo em duas esferas: a socialista e a capitalista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;No Brasil uma ditadura se configurava após o Golpe de 64. E em março de &lt;st1:metricconverter productid="68 a" st="on"&gt;68 a&lt;/st1:metricconverter&gt; revolução tem como estopim o assassinato do estudante Edson Luís, morto pela polícia durante um protesto em frente ao restaurante universitário ‘&lt;i&gt;Calabouço’&lt;/i&gt;. Meses depois ocorre a ‘Passeata dos Cem Mil’ levando mais de cem mil pessoas às ruas do Rio de Janeiro exigindo a diminuição da repressão e a redemocratização. Surge então o CCC(Comando de Caça aos Comunistas) e se institui o AI-5(Ato Institucional 5) a fim de conter as manifestações e a disseminação de qualquer ideal “libertador”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;No campo da cultura observamos – 10 anos após a invenção da Bossa Nova – o nascimento do Movimento Tropicalista que mesclava manifestações tradicionais da cultura brasileira com novas linhas estéticas. A Tropicália foi representada por grandes nomes da música brasileira como Caetano, Gil, Tom Zé, Os Mutantes e outros. Foi também o ano da peça Roda Viva de Chico Buarque, altamente repreendida pelo regime militar e do lançamento de um dos maiores discos da história: o ‘Álbum Branco’ dos Beatles – precedido de outro clássico da banda inglesa, o álbum ‘&lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Sgt._Pepper%27s_Lonely_Hearts_Club_Band" target="_blank"&gt;Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band&lt;/a&gt;’ considerado uma obra-prima.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;É incrível como tantos acontecimentos relevantes se deram nesse ano de 68. Acontecimentos com transformações que estão presentes até os dias de hoje em nosso &lt;i&gt;way of life, &lt;/i&gt;40 anos depois. Zuenir Ventura afirma que 68 é o ano que não terminou, mas será mesmo? Realmente é inegável a influênca de 68 para a formatação da sociedade atual, mas porque não vemos, hoje, a movimentação que se via naquele ano? Afinal, somo os filhos de uma geração revolucionária que clamava por mudanças, tentando construir um futuro melhor. Será que a geração de 68 conquistou o futuro com o qual sonhava para seus filhos? Infelizmente me atenho a constatação do intelectual francês Edgar Morin que afirmou: “Não bastasse a ilusão de que esse crescimento da economia resolveria os problemas, eis que agora impera a estagnação. O mal-estar está mais profundo, inclusive nas classes que têm acesso ao consumo. E quando não há mais futuro, a gente se agarra a um presente desprovido de sentido ou ao passado -nação e religião.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tropicalismo &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Criação conjunta de Caetano Veloso, Gilberto Gil, Tom Zé, Mutantes, Gal Costa etc. Liderado por Caetano e Gil, teve como participantes Torquato Neto, Capinam  e Nara Leão (no disco “Panes et Circenses”, de 1968), além dos arranjadores paulistas Rogério Duprat e Júlio Medaglia, vindos do campo da música erudita de vanguarda para a música de massas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Atuando no contexto de MPB e dos festivais marcados pela valorização da música nacional, as canções tropicalistas incorporam todos os ritmos e adicionam novos elementos – polemicamente a guitarra, símbolo do pop e do rock – a fim de espantar a influência estrangeira no Brasil. Foi um movimento artístico e musical, e não um gênero da música brasileira ao mesmo tempo em que a Bossa Nova é uma vertente do samba. Os gêneros se configuram em: do samba de roda ao bolero urbano, do repente nordestino à música de vanguarda e do frevo à Jimi Hendrix. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Em contraste com as canções de protesto – que anunciam o “dia que virá”, da justiça social baseadas no samba ou na moda da viola, procurando corresponder a um ideal de identidade cultural originado em raízes nacionais – o movimento tropicalista expõe gritantemente as incongruências do moderno e do arcaico, do nacional e do estrangeiro, da cultura de elite e da cultura das massas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Há uma paródia em relação aos gêneros musicais. A intervenção nos registros sonoros e poéticos é um procedimento constante. Provocou muita controvérsia no campo comportamental, ao atuar de forma agressiva sobre os hábitos ligados ao corpo, ao sexo, ao vestuário e ao modo estético.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;O nome vem do título da canção “Tropicália”, de Caetano, extraído de uma instalação do artista plástico Hélio Oiticica. Foi composta sob o impacto do filme de Glauber Rocha, “Terra Em Transe”, além de ter afinidades com a encenação de “Rei da Selva”, de Oswald de Andrade”, por José Celso Martinez Corrêa. O movimento recebeu apoio crítico da poesia moderna paulista, formado por Augusto de Campos, Haroldo de campos e Décio Pignatari, com o qual dialogou.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Áreas de atuação: além dos discos, programas de televisão, festivais da canção da TV Record contrapostos intencionalmente a aparições na “Discoteca do Chacrinha” e no programa “Divino Maravilhoso”, da TV Tupi.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;O Tropicalismo foi interrompido pelo Ato Institucional número 5 (AI-5), em dezembro de 1968, quando Caetano e Gil foram presos pelo governo militar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Para concluir, apesar de ter se revelado tão explosiva quanto breve, a &lt;i&gt;Tropicália &lt;/i&gt;influenciou grande parte da música popular produzida posteriormente&lt;i&gt; &lt;/i&gt;no país. Até mesmo em trabalhos seguintes de medalhões da MPB mais tradicional, como Chico Buarque e Elis Regina, pode-se encontrar efeitos do "som universal" tropicalista. Descendentes diretos ou indiretos do movimento surgiram em outras décadas, como o cantor Ney Matogrosso e a vanguarda paulistana do final dos anos 70. Ou, já nos anos 90, o compositor pernambucano Chico Science, um dos líderes do movimento Manguebeat, que misturou pop, eletrônico, hip-hop, hardcore, com ritmos folclóricos locais, como a embolada. Ou ainda um grupo de compositores e intérpretes do Rio de Janeiro, como Pedro Luís e seu grupo “Pedro Luis e a Parede”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: left;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Tropicália&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="0.1_01000001"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Compositor: Caetano Veloso&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Sobre a cabeça os aviões&lt;br /&gt;Sob os meus pés os caminhões&lt;br /&gt;Aponta contra os chapadões&lt;br /&gt;Meu nariz&lt;br /&gt;Eu organizo o movimento&lt;br /&gt;Eu oriento o carnaval&lt;br /&gt;Eu inauguro o monumento no planalto central&lt;br /&gt;Do país &lt;br /&gt; &lt;!--[if !supportLineBreakNewLine]--&gt;&lt;br /&gt; &lt;!--[endif]--&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Viva a bossa-sa-sa&lt;br /&gt;Viva a palhoça-ça-ça-ça-ça&lt;br /&gt;Viva a bossa-sa-sa&lt;br /&gt;Viva a palhoça-ça-ça-ça-ça&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O monumento é de papel crepom e prata&lt;br /&gt;Os olhos verdes da mulata&lt;br /&gt;A cabeleira esconde atrás da verde mata&lt;br /&gt;O luar do sertão&lt;br /&gt;O monumento não tem porta&lt;br /&gt;A entrada de uma rua antiga, estreita e torta&lt;br /&gt;E no joelho uma criança sorridente, feia e morta&lt;br /&gt;Estende a mão&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a mata-ta-ta&lt;br /&gt;Viva a mulata-ta-ta-ta-ta&lt;br /&gt;Viva a mata-ta-ta&lt;br /&gt;Viva a mulata-ta-ta-ta-ta&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pátio interno há uma piscina&lt;br /&gt;Com água azul de Amaralina&lt;br /&gt;Coqueiro, brisa e fala nordestina e faróis&lt;br /&gt;Na mão direita tem uma roseira&lt;br /&gt;Autenticando eterna primavera&lt;br /&gt;E nos jardins os urubus passeiam a tarde inteira&lt;br /&gt;Entre os girassóis&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva Maria-ia-ia&lt;br /&gt;Viva a Bahia-ia-ia-ia-ia&lt;br /&gt;Viva Maria-ia-ia&lt;br /&gt;Viva a Bahia-ia-ia-ia-ia&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No pulso esquerdo bang-bang&lt;br /&gt;Em suas veias corre muito pouco sangue&lt;br /&gt;Mas seu coração balança a um samba de tamborim&lt;br /&gt;Emite acordes dissonantes&lt;br /&gt;Pelos cinco mil alto-falantes&lt;br /&gt;Senhora e senhores ele põe os olhos grandes&lt;br /&gt;Sobre mim&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva Iracema-ma-ma&lt;br /&gt;Viva Ipanema-ma-ma-ma-ma&lt;br /&gt;Viva Iracema-ma-ma&lt;br /&gt;Viva Ipanema-ma-ma-ma-ma&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Domingo é o Fino da Bossa&lt;br /&gt;Segunda-feira está na fossa&lt;br /&gt;Terça-feira vai à roça&lt;br /&gt;Porém&lt;br /&gt;O monumento é bem moderno&lt;br /&gt;Não disse nada do modelo do meu terno&lt;br /&gt;Que tudo mais vá pro inferno, meu bem&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viva a banda-da-da&lt;br /&gt;Carmem Miranda-da-da-da-da&lt;br /&gt;Viva a banda-da-da&lt;br /&gt;Carmem Miranda-da-da-da-da&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4240484430485265872?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4240484430485265872/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4240484430485265872&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4240484430485265872'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4240484430485265872'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/1968-o-ano-que-acabou.html' title='1968 - O Ano que Acabou'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-455060698699953955</id><published>2008-06-16T08:41:00.000-07:00</published><updated>2008-06-16T08:44:49.438-07:00</updated><title type='text'>Roda Viva</title><content type='html'>&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Por Bruno Victorino (Editoria de Teatro)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Se há uma música que ilustra bem o período de 1968, é Roda Viva, de Chico Buarque. Composta em 1967, para a peça de mesmo nome, Roda Viva traz em sua letra e melodia o sentido da vida. A roda na qual o título sugere, refere-se as voltas que o mundo dá, os primeiros versos representam o sentimento de impotência, como se tivesse vezes em que você se questiona como está sua postura diante do mundo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;“A gente quer ter iniciativa / No nosso destino mandar / Mas eis que chega roda vida / E carrega o destino pra lá”&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Este verso então transmite a mensagem ao povo de que não podemos aceitar a imposição de quem quer que seja, temos que construir nossos destinos sem deixar que, a “Roda Viva” o carregue pra lá.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Pesquisando pela internet achei um clip que faz uma montagem maravilhosa sobre cenas e personagens da época com a música de Chico Buarque. O grupo de teatro Parañgaw realizou essa obra prima, que vale a pena dar uma conferida.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Video Clip Roda Viva, de Chico Buarque, representado pelo grupo de Teatro Parañgaw&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/50SuEs-ER0Y&amp;amp;hl=pt-br"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/50SuEs-ER0Y&amp;amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-455060698699953955?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/455060698699953955/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=455060698699953955&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/455060698699953955'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/455060698699953955'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/roda-viva.html' title='Roda Viva'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-6858337939398645367</id><published>2008-06-16T08:30:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:14.068-08:00</updated><title type='text'>Jim Clark – o maior nome do automobilismo dos anos 60</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Renata Brazil e Gustavo Medeiros (Editoria de Esportes)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na década de 60 o mundo conheceu James Clark Jr., Jim Clark, um dos grandes nomes que o automobilismo já viu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFaH8YJtSKI/AAAAAAAAAPw/KdawLUzxUbI/s1600-h/Jim+Clark.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFaH8YJtSKI/AAAAAAAAAPw/KdawLUzxUbI/s320/Jim+Clark.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212503090072996002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Jim Clark&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nascido em 04 de março de 1936, em Kilmany, Escócia, já aos 15 anos, mesmo contra a vontade dos pais, se interessou por velocidade. Ainda aos 17 participou de alguns rallys e competições menores e mais tarde, em 1956, aos 20 anos, deu entrada oficialmente na sua carreira automobilística participando de competições regularmente, tendo em junho desse ano participado de sua primeira corrida pilotando um DKW. Clark correu por 2 anos na equipe local, Border Reivers, tendo vencido 18 vezes, correndo com Jaguar D-types e Porsches em eventos nacionais. Ainda nesse ano, conheceu o homem que o tornaria um grande nome do automobilismo: Colin Chapman, dono da Lotus.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFaILu6nfHI/AAAAAAAAAP4/KJicYOpnb1Q/s1600-h/Jim+Clark+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFaILu6nfHI/AAAAAAAAAP4/KJicYOpnb1Q/s320/Jim+Clark+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212503353881754738" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Jim Clark pilotando seu Lotus&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No comando de uma Lotus Elite, Clark terminou o campeonato em segundo lugar, o que muito impressionou Chapman, que o convidou para pilotar um de seus carros na Fórmula Junior (equivalente à Fórmula 3 hoje). Com a mesma Lotus Elite, em 1959 foi campeão da sua categoria. Em 1960, venceu dois campeonatos da Formula Junior e corria simultaneamente pelas Fórmulas 2 e 1.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sua estréia oficial na Fórmula 1 aconteceu em 1960 no Grande Prêmio da Holanda, tendo abandonado a prova por problemas na transmissão do carro e terminado a corrida na 42ª posição. Já em 1961, no mesmo GP da Holanda, Clark disputou o segundo lugar com Phil Hill, piloto da Ferrari, tendo impressionado a todos por conta de estar pilotando um carro muito inferior ao de Hill. Ainda assim, terminou a corrida em 3º lugar e correu a volta mais rápida da corrida. Porém, na corrida seguinte, em Monza, envolveu-se em um acidente que ocasionou a morte de um companheiro. Clark não havia conseguido se classificar para o GP de Monza do ano anterior e seria sua primeira corrida no circuito. Porém, logo após a largada, na segunda volta, foi atingido por trás por Wolfgang Von Trips, então líder do campeonato e pole position nesta largada, que com o choque saiu da pista e atropelou os espectadores, tendo ocasionado no total 15 mortes, a sua própria e a de 14 espectadores. Até o fim de sua vida, Clark foi apontado como o grande culpado desse acidente fatal, apesar de ter sempre sabido que a culpa do acidente foi do alemão que, após uma largada ruim na pole, na tentativa desesperada de se recuperar, colocou sua vida em risco.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No ano seguinte, houve a estréia da Lotus 25 que, apesar de pouco testado, mostrou competitividade com Clark em seu comando, mesmo com os problemas de embreagem. Na última corrida da temporada, Clark necessitava somente da vitória par sagra-se campeão mundial pela primeira vez, porém um vazamento de óleo adiou o sonho para o ano seguinte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O primeiro título &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em 1963, Jim Clark tornou-se o mais jovem campeão da Fórmula 1 da história, sendo posteriormente superado por Emerson Fittipaldi somente em 1972 e por Fernando Alonso em 2005. O espanto geral foi ver que o jovem piloto em dez provas, ganhou e fez a pole position em 7 delas, fora o feito de ter tido 6 das voltas mais rápidas da temporada. Na época, o piloto acumulou 73 pontos, equivalentes a 54 pontos hoje. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Quem vê os números, simplesmente diria que a Lotus tinha um carro astronômico. Porém, a máquina era apenas um pouco melhor que as da concorrência, formada principalmente por BRM e Ferrari. O que fazia de fato a diferença era o braço do piloto escocês. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em 1964, esperava-se que o ano fosse tão proveitoso para Clark quanto o ano anterior, porém não foi o que aconteceu. Apesar de ter iniciado bem a temporada, Chapman decidiu pôr na pista seu modelo novo, o Lotus 33, o que Clark julgou ser prematuro já que o carro ainda estava em período de testes. Devido a uma sucessão de acontecimentos infelizes, o piloto se via sempre à margem das vitórias nas provas. Até o fim da temporada, Clark não encontrou a sorte e no México, última corrida da temporada, devido a um problema na bomba de óleo do seu carro, Clark viu John Surtees ser campeão naquele ano, tendo sido campeão também nas motos, feito jamais repetido até hoje. Porém, o resto daquele ano não foi de se jogar fora. Jim foi pole em Indianápolis e só não venceu por causa de problemas na suspensão. Mas ele venceu o BTCC (Campeonato Britânico de Carros de Turismo) e no fim daquele ano recebeu a Ordem do Império Britânico das mãos da Rainha Elizabeth II.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Passou o espetacular ano de 1965, onde Jim ganhou a Copa da Tasmânia, a F2 francesa, eventos como o Tourist Trophy, a Corrida dos Campeões, as &lt;st1:metricconverter productid="200 Milhas" st="on"&gt;200 Milhas&lt;/st1:metricconverter&gt; de Riverside, 6 das 9 provas de F1 disputadas, sendo assim bi-campeão mundial de Fórmula 1 e ainda foi capa da influente revista “Time”, sendo um dos únicos esportistas que obteve tal feito.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em 1966, mudaram as regras da F1 e os carros teriam tanques de 3L, porém a Lotus não conseguiu fazer um carro à altura do seu piloto espetacular. Clark sofreu dois acidentes, mas que não o impediram de continuar, nada poderia deter o então chamado “escocês voador”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em 1967, Jim promoveu uma verdadeira revolução no automobilismo mundial. Iniciou a temporada com mais um título na Copa da Tasmânia e 5 vitórias e 3 segundos lugares nas 8 provas disputadas a bordo de seu Lotus 33. Na Holanda houve a estréia de seu novo carro, o Lotus 49, equipado com um motor Ford desenvolvido pela Cosworth.  Naquele dia a F1 entrava numa revolução, uma mudança em sua história que nem mesmo o espetacular Jim Clark poderia prever. De um oitavo lugar no treino classificatório, Jim fez uma corrida de recuperação espetacular na estréia da parceria. Problemas de desenvolvimento impediram Jim de conquistar seu terceiro título nesse ano e os maiores especialistas diziam que este feito viria no ano seguinte, 1968, porém o destino não quis que as coisas acontecessem dessa forma.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFaIxfjU9KI/AAAAAAAAAQA/5fciaB0mwwk/s1600-h/Jim+Clark+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFaIxfjU9KI/AAAAAAAAAQA/5fciaB0mwwk/s320/Jim+Clark+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212504002592568482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A comemoração de uma vitória em Indianápolis&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O ano em que o sonho acabou&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em 1968, o ano já começou com os motores a todo vapor. Sem ter tempo para se recuperar das festas de final de ano, o mundo automobilismo teve seu primeiro Grande Prêmio do ano em 1º de janeiro no circuito de Kyalami, na África do Sul.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nos treinos, Jim saiu-se melhor que os demais concorrentes e largou na pole, tendo mantido a posição até o final das 76 voltas que constituíam a prova. Naquele início de temporada todos podiam ver que o ajuste do modelo 49 da Lotus e o brilhantismo de Clark tornariam a temporada um agradável passeio para a equipe e seu piloto que facilmente poderia conquistar o título daquele ano, o terceiro de sua carreira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="0.1_graphic02"&gt;&lt;/a&gt;Diante do brilhantismo de Clark, não havia um apaixonado ou conhecedor do automobilismo que negasse o título de Clark naquele ano. Porém, em 7 de abril de 68, Clark teve que participar do GP da Alemanha de Fórmula 2, por questões contratuais com a Firestone, fornecedora de pneus. Na sétima volta, já na sexta posição devido a problemas com o carro, Jim Clark perdeu o controle da máquina e chocou-se com uma árvore. Sua morte foi instantânea. A causa até hoje não é sabida, porém especialistas dizem que por conta de um pneu traseiro vazio o mundo perdeu um dos maiores pilotos que a história já viu. O campeonato daquele ano foi vencido por Graham Hill. Mais um era tinha chegado ao fim.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:Verdana;font-size:10;"  &gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;&lt;blockquote&gt;Jim Clark revolucionou o automobilismo por conta de sua habilidade e espírito competitivo. Com seu patrão, Colin Chapman, a quem foi fiel até o fim de sua vida, estabeleceu uma parceria de sucesso: um projetava, o outro tornava o projeto espetacular. Seus recordes foram batidos longos anos depois por pilotos incríveis como Ayrton Senna, Alain Prost e Michael Schumacher.&lt;/blockquote&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-6858337939398645367?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/6858337939398645367/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=6858337939398645367&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6858337939398645367'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6858337939398645367'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/jim-clark-o-maior-nome-do-automobilismo.html' title='Jim Clark – o maior nome do automobilismo dos anos 60'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFaH8YJtSKI/AAAAAAAAAPw/KdawLUzxUbI/s72-c/Jim+Clark.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-5656501793825352436</id><published>2008-06-15T15:32:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T15:35:11.542-07:00</updated><title type='text'>O principal legado de 68 para a literatura foi o questionamento</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Flávia Vieira (Editoria de Literatura)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Marco Medeiros, professor de Literatura Brasileira na Faculdade de Formação de Professores da UERJ, sintetiza nesta frase, de Rubem Fonseca, o clima entre aqueles que produziam literatura durante os anos de ditadura no país: "Não há nada a temer exceto as palavras". Marco, que também é escritor, publica alguns de seus textos no blog &lt;i&gt;&lt;a href="http://labirintoseamoras.blogspot.com/" target="_blank"&gt;labirintoseamoras.blogspot.com&lt;/a&gt;.&lt;/i&gt; Nesta entrevista, o mestre &lt;st1:personname productid="em Literatura Brasileira" st="on"&gt;em Literatura Brasileira&lt;/st1:PersonName&gt;, pela mesma universidade que leciona, desconstrói aquela história de que no campo da literatura não houve nada de muito significativo nos anos de chumbo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Muitos afirmam que, apesar da efervescência cultural dos anos de 1960 e 1970, essas décadas foram pouco produtivas para a Literatura Brasileira. Você reforça ou rechaça essa afirmação?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Discordo completamente dessa afirmação, pois a década de 60 foi marcada pelo amadurecimento de grandes escritores, como: Lygia Fagundes Telles e Clarice Lispector, que vão continuar publicando durante a década de 1960. O livro de contos mais importante da Clarice, &lt;i&gt;Laços de Família,&lt;/i&gt; é um livro da década de 60.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por outro lado, os escritores que surgem nestas décadas vão marcar, com força, o panorama literário. No final da década de 1960 surge o Rubem Fonseca, que abre uma vertente nova na literatura brasileira.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Como se caracterizam as obras deste período?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na década de 60, principalmente nos últimos anos, a nossa literatura começa a ficar mais questionadora. Então, a gente começa a ter personagens extremamente dilacerados no processo inteiro, personagens que o tempo todo estão buscando sua identidade. Nessa década, a literatura começa a abordar as questões urbanas, começa a se importar com o homem das cidades, o homem dilacerado pelo contexto da pós-modernidade urbana, e isso, fica evidente quando a gente pensa na obra do Ruben Fonseca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Qual o papel da cesura nesse período da história da literatura brasileira? Você acha que de algum modo ela mudou o curso da história?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A censura trouxe para a literatura uma redefinição de valores, principalmente em 1968 após o AI-5, quando a gente passa a ter censura prévia. Como esses textos não são livres na produção os autores começam a buscar outros caminhos e estes caminhos são caminhos de protesto. Eu não chego a afirmar que a censura foi importante para a criatividade, pelo contrário, acredito que se a literatura já foi grandiosa com o país vivendo o que viveu, imagine se essas pessoas fossem livres para escrever tudo que elas queriam. Através do literário, muitas coisas que as pessoas não podiam abertamente discutir ganharam força, por ser ficção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O primeiro livro do Ruben Fonseca, &lt;em&gt;O Caso Morel&lt;/em&gt;, foi censurado. Ironicamente, por conta disso o livro tornou-se um best seller dos subterrâneos, as pessoas tinham uma edição do livro e ficavam passando umas para as outras secretamente, porque a obra estava proibida. O livro traz uma frase que marca bem esses anos todos da nossa literatura, principalmente 67 e 68: "Não há nada a temer exceto as palavras".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A partir do AI-5, em 1968, o Estado "institucionaliza a tortura". Qual o papel que a violência ocupa nessa literatura urbana, que surge neste período?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O Rubem Fonseca foi o primeiro autor a trazer para a literatura a violência da cidade grande. Suas narrativas contrariam o discurso, dos ditadores, de moralização do país. Por isso, a perseguição aos autores que seguiram esse caminho. Antes a literatura tinha uma postura que as personagens tinham de ser especiais. A literatura contemporânea é uma literatura que traz para a cena o homem comum que, na década de 60, é o homem urbano, cerceado pela violência.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul style="font-weight: bold;"&gt;&lt;li&gt;E a poesia?&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O final da década de 1960 vai ser marcado, na poesia, pelos poetas marginais. Esses poetas eram jovens brasileiros, que ainda não tinham entrado no circuito das editoras e que reproduziam seus textos &lt;st1:personname productid="em mimeógrafos. Foi" st="on"&gt;em mimeógrafos. Foi&lt;/st1:PersonName&gt; a chamada geração mimeógrafo. Então, teremos todos aqueles ecos de contra cultura na literatura.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;A partir da década de 1960, verifica-se uma interpenetração entre a palavra, a música popular e a critica. Podemos pensar a poesia brasileira, quando olhamos para movimentos como o Tropicalismo e a Bossa Nova?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Existem limites. Não posso dizer que, esses movimentos, são essencialmente literários, mas não se pode negar que havia uma questão literária muito forte neles. Há sim uma convivência muito interessante entre a literatura e as outras artes. Podemos pensar num panorama artístico que, por está inserido em uma década de questionamento, a arte questiona os seus próprios limites. Pois tanto a bossa-nova e mais forte o tropicalismo são movimentos que nascem de uma reflexão crítica. O movimento tropicalista apresenta uma reflexão muito expressiva do literário. Por serem movimentos de vanguarda quebram certos limites: a literatura sendo influenciada pela música, a música influenciando a literatura. Basta dizer que: um dos maiores compositores da bossa-nova está entre os nossos maiores poetas, Vinicius de Moraes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1968 foi um ano que desconstruiu paradigmas, inclusive culturais, em que medida os reflexos deste ano singular podem ser observados na Literatura Brasileira?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A herança mais forte de 68 para a literatura foi o questionamento. Sessenta e oito foi o grande ano de questionar, seja pela juventude francesa e todos os demais acontecimentos é um ano de questionar. Surge, em 1968, uma geração de escritores muito jovens e a literatura brasileira passa, também neste momento, a olhar, com mais respeito, para produção de autores jovens. As mesmas pessoas que produziam literatura estavam, nas ruas, protestando contra a ditadura. A partir daquele ano as nossas artes começam a contemplar uma produção artística de jovens, recém saídos da universidade ou ainda universitários.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-5656501793825352436?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/5656501793825352436/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=5656501793825352436&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/5656501793825352436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/5656501793825352436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/o-principal-legado-de-68-para.html' title='O principal legado de 68 para a literatura foi o questionamento'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-2271866076497323044</id><published>2008-06-15T15:28:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:14.744-08:00</updated><title type='text'>Oscar de melhor roteiro original e melhor atriz</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Giosete Vieira (Editoria de Cinema)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFWX2xhQ7UI/AAAAAAAAAPo/VcLCNUMMrBw/s1600-h/josi1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFWX2xhQ7UI/AAAAAAAAAPo/VcLCNUMMrBw/s320/josi1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212239111012805954" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;A Katharine Hepburn que morre aos 96 anos cobertos de Oscar de melhor atriz (quatro) e da admiração geral nem sempre foi unanimidade. Bem pelo contrário: para começar, depois de se revelar na Broadway, parecia não fazer nenhuma questão de pôr os pés &lt;st1:personname productid="em Hollywood. Por" st="on"&gt;em Hollywood. Por&lt;/st1:personname&gt; isso exigiu mundos e fundos da RKO para rodar "Vítimas do Divórcio" ao lado de John Barrymore, dirigida por George Cukor. A companhia aceitou, o filme fez sucesso. Hepburn fez novas exigências salariais para assinar um contrato de longa duração. A RKO aceitou. Isso parecia ser o início de uma trajetória linear de sucesso, idéia que só pôde ser reforçada depois que Hepburn ganhou o Oscar de melhor atriz, já em 1933, com seu terceiro filme, "Manhã de Glória", de Lowell Sherman. Logo a RKO veria que a atriz, embora muito profissional, estava longe de aceitar o figurino hollywoodiano. Gostava de andar sem maquiagem, não dava autógrafos, regulava entrevistas. O que hoje se costuma chamar de franqueza, na época, era tido como arrogância. Com isso, em pouco tempo colocar Katharine num primeiro papel equivalia a praticamente garantir o fracasso de um filme. E o fracasso de "Levada da Breca", a grande surpresa de 1938 nos meios cinematográficos, parecia dar a entender que a carreira da atriz estava terminada. Mas agora ela estava disposta a ir &lt;st1:personname productid="em frente. Comprou" st="on"&gt;em frente. Comprou&lt;/st1:personname&gt; os direitos de "Núpcias de Escândalo" e, assim, a possibilidade de escolher o diretor (o mesmo George Cukor, que a lançara em 1931) e o elenco do filme. A produção da MGM foi um sucesso e a relançou como estrela. Spencer Tracy - Talvez outro fator essencial no sucesso que se seguiu tenha sido o encontro com Spencer Tracy, em "A Mulher do Dia" (42), com quem a partir daí ela faria uma dupla de sucesso em oito filmes e que, sobretudo, seria o homem de sua vida. No último filme com Tracy, "Adivinhe quem Vem para o Jantar?" (1967), de Stanley Kramer, ganhou o seu segundo Oscar. Em 1968, repetiria a dose por "O Leão no Inverno", onde encarava um grupo de atores britânicos (Peter O'Toole, Anthony Hopkins, Nigel Terry etc.) e nem de longe passava vergonha. O Oscar final, por "Num Lago Dourado" (81), de Mark Rydell, apenas veio confirmá-la, com mais de 70 anos, como grande dama do cinema americano. Na verdade, Hepburn triunfara sobre a máquina hollywoodiana, diante de quem ousara ser independente desde os anos 30, e sobre os preconceitos do público, a quem no fundo Hollywood representava. Mostrara-se capaz de interpretar tanto dramas como comédias e tragédias. Impusera aquilo que para ela era indispensável para se tornar uma estrela: a personalidade forte. (Inácio Araújo)&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-2271866076497323044?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/2271866076497323044/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=2271866076497323044&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2271866076497323044'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2271866076497323044'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/oscar-de-melhor-roteiro-original-e.html' title='Oscar de melhor roteiro original e melhor atriz'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFWX2xhQ7UI/AAAAAAAAAPo/VcLCNUMMrBw/s72-c/josi1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-2060259753262357430</id><published>2008-06-15T15:25:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T15:26:30.578-07:00</updated><title type='text'>Um empurrão nefasto no autor de “Ponteio”</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Por Camila Seta, Suellen Campos e Gustavo Medeiros&lt;/i&gt; (Editoria de Música)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Edu Lobo, um dos músicos mais talentosos de sua geração, tinha 25 anos em 1968 e tinha acabado de compor, em 1967, dois de seus maiores sucessos, “Pra dizer adeus” e “Ponteio”. Em 1968, compôs, entre muitas outras canções, “Memórias de Marta Sare”, com Gianfrancesco Guarnieri. Edu morava no Rio e fazia sucesso com músicas que traziam sons de um Brasil plural que se orgulhava de ser Brasil. Criou-se nas rodas das casas de portas abertas de grandes compositores como Tom Jobim, Luiz Eça, Vinicius de Moraes, Carlos Lyra. Foi à Passeata dos Cem Mil, emocionou-se com os discursos do psicanalista Helio Pellegrino e de Vladimir Palmeira. Já naquela época, pensava em sair do Brasil para estudar música. A fama como cantor não era o que perseguia. Preferia ser compositor, entender mais a língua musical para se comunicar melhor com os parceiros e arranjadores. Mesmo com as minas explosivas da censura pós-golpe militar, até 1968 o trabalho prosseguia com dignidade. Mas um acontecimento nefasto o afastou dos amigos: com a decretação do Al-5, ele foi embora para os Estados Unidos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“O Al-5, imposto em dezembro de 1968, foi definitivamente o que acabou me empurrando para fora do Brasil no ano seguinte. Eu já estava pensando em sair para estudar, por isso, sem dúvida, foi um belo pretexto. Sempre tive ligações fortes com o Brasil e morar fora era complicado para mim. Então, em 1969, saí daqui para me apresentar no Midem, na França, com a Elis [Regina], e na volta passei pelos Estados Unidos. Preferi Los Angeles a Nova York, talvez por causa do sol, por ser um pouco menos diferente da minha terra.” &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Antes do Al-&lt;st1:metricconverter productid="5, a" st="on"&gt;5,  a&lt;/st1:metricconverter&gt; gente tinha uma certa liberdade, apesar da ditadura. Tanto que compus as músicas do &lt;i&gt;Arena conta Zumbi&lt;/i&gt;, com o [Giangrancesco], e o conteúdo de cunho social das letras era bem explícito, sem disfarce. Uma vez fui intimado a depor e me perguntaram muito sobre o &lt;i&gt;Arena&lt;/i&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Depois do Al-5, perdeu-se muita coisa na área da cultura por causa das proibições. Músicas, filmes, peças eram cortados ou proibidos. Lembro-me de um episódio engraçado. Duas músicas minhas foram mandas para os censores, como tínhamos que fazer, e voltaram censuradas. Eram ‘Casa forte’ e ‘Zanzibar’. Nenhuma das duas tem letra.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Edu voltou de Los Angeles dois anos depois. Decidiu que retornaria para o Brasil quando passou por aqui vindo de uma turnê no Japão. Reviu os amigos na casa do pai, Fernando Lobo, e naquela noite se decidiu. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Minha música depende muito dessas conversas, desses encontros com os amigos, os outros músicos. Na volta já não era a mesma coisa, mas ainda assim preferia estar aqui. Naqueles tempos, a gente queria mudar o mundo. Não sei se sobrou alguma coisa daquele espírito. A chamada musica de protesto se perdeu. Mas acho que foi assim no mundo inteiro. Não vejo herança daquilo. Hoje em dia se aposta na banalidade.”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-2060259753262357430?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/2060259753262357430/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=2060259753262357430&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2060259753262357430'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2060259753262357430'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/um-empurro-nefasto-no-autor-de-ponteio.html' title='Um empurrão nefasto no autor de “Ponteio”'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-5338188209383056711</id><published>2008-06-14T09:11:00.000-07:00</published><updated>2008-06-14T09:14:37.193-07:00</updated><title type='text'>Tabu Santos x Corinthians</title><content type='html'>&lt;p style="font-style: italic; text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Por Gustavo Medeiros e Renata Brazil (Editoria de Esportes)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;- Futebol &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No dia 6 de março, o estádio do Pacaembu foi palco de uma das partidas mais emocionantes da história do clube.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Até então, o Corinthians já estava 11 anos e 22 partidas sem ganhar do Santos. Um tabu que vinha desde os &lt;st1:metricconverter productid="3 a" st="on"&gt;3 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 3 em 1957, quando o Timão conquistou a Taça dos Invictos e jogou pela primeira vez contra o Rei Pelé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Contando com os novos reforços Paulo Borges, Buião e Eduardo, além do técnico Lula, o Corinthians entrou em campo determinado e pronto para passar pelo difícil, até então imbatível Santos de Pelé. No primeiro tempo, o jogo terminou empatado. O grande destaque foi o zagueiro Luis Carlos, que fez uma marcação implacável no Rei.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No segundo tempo, o Corinthians começa pressionando e Rivelino chuta uma bola na trave. Logo depois, aos 13 minutos, Paulo Borges faz &lt;st1:metricconverter productid="1 a" st="on"&gt;1 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 0, após uma tabela com Flávio. Melhor em campo, o Timão segue firme em busca do objetivo. Aos 31 minutos, Rivelino lança Flávio, que aproveita a chance e aumenta: &lt;st1:metricconverter productid="2 a" st="on"&gt;2 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 0. Depois disso, o time só esperou o juiz encerrar para poder comemorar. Fim do tabu.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A torcida invadiu o campo e carregou os heróis como se eles tivessem conquistado um título, gritando e cantando: "Com Pelé, Com Edu, nós quebramos o tabu" e “um, dois, três, o Santos é freguês”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Veja o depoimento de Paulo Borges sobre a partida: &lt;i&gt;“ Foi a melhor partida da minha vida. O Pacaembu estava lotado e todos esperavam pelo fim do tabu de 11 anos. Jogamos muito bem e passamos com sufoco. No segundo tempo, fiz &lt;st1:metricconverter productid="1 a" st="on"&gt;1 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 0 com um belo chute pela esquerda. Depois, o Flávio aumentou. Eles puseram duas bolas na trave e nos pressionaram muito, mas conseguimos. Nossa festa foi até de manhã e eu fiquei vendo o teipe do jogo lá no Parque.”&lt;/i&gt; O Corinthians ficou 11 anos sem ganhar do Santos. O tabu, de 22 jogos, só caiu na noite de 06/03/1968, com uma vitória por 2 x 0, com gols de Paulo Borges e Flávio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O Santos entrou em campo com: Cláudio, Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Joel, Rildo, Lima, Negreiros, Kaneko, Toninho Guerreiro, Edu e Pelé. Já o Corinthians entrou com: Diogo, Osvaldo Cunha, Ditão, Luis Carlos, Maciel, Edson Cegonha, Rivelino, Buião, Paulo Borges, Flávio e Eduardo.&lt;br /&gt;&lt;span style="color:navy;"&gt;&lt;a href="http://www.youtube.com/watch?v=IVkXfN5-seE" target="_blank"&gt;&lt;span style="font-family:Arial;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a name="0.1_graphic02"&gt;&lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/IVkXfN5-seE&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/IVkXfN5-seE&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-5338188209383056711?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/5338188209383056711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=5338188209383056711&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/5338188209383056711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/5338188209383056711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/tabu-santos-x-corinthians.html' title='Tabu Santos x Corinthians'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-146497957049856545</id><published>2008-06-14T09:01:00.001-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:15.075-08:00</updated><title type='text'>1968 – 2008: o movimento estudantil ontem e hoje</title><content type='html'>&lt;i style="font-style: italic;"&gt;por Thatyana Freitas&lt;/i&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; (Editoria de Política)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ao lado do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (HUCFF), na Ilha da Cidade Universitária, uma faixa chama a atenção daqueles que passam no local. Nela está escrito: “Maio de 1968 – Maio de 2008: Os estudantes não vão se calar. Melhorias para os HUs já! Mais verbas para a saúde e educação”. Trata-se de um protesto dos estudantes de medicina das quatro universidades públicas do Rio de Janeiro: UERJ, UNIRIO, UFRJ e UFF.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFPrt8wYkUI/AAAAAAAAAPA/7mU2CGPLPnQ/s1600-h/faixa1a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFPrt8wYkUI/AAAAAAAAAPA/7mU2CGPLPnQ/s320/faixa1a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211768368433500482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFPr5NByltI/AAAAAAAAAPI/oBSJJ097gEo/s1600-h/faixa+3a.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFPr5NByltI/AAAAAAAAAPI/oBSJJ097gEo/s320/faixa+3a.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211768561780037330" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Faixas de protesto dos estudantes de medicina da UERJ, UNIRIO, UFRJ e UFF próximo ao HUCFF&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No dia 30 de maio, estudantes de medicina destas faculdades realizaram manifestações simultâneas em diversos pontos da cidade do Rio de Janeiro para contestar a falta de repasse de verbas por parte do governo para os hospitais universitários e protestar contra o abandono em que se encontram estes hospitais.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Cerca de 500 estudantes de medicina da UFRJ, vestidos com seus jalecos brancos, sentaram-se em duas faixas da Linha Vermelha, sentido baixada, na altura do Hospital Universitário Clementino Fraga Filho, conhecido como Hospital do Fundão, e bloquearam a via por cerca de meia hora. A polícia soltou bombas de gás lacrimogêneo e repreendeu os manifestantes. Simultaneamente, alunos da UNIRIO partiram do Hospital Universitário Gafreé e Guinle, na Tijuca, em direção ao Hospital Universitário Pedro Ernesto, &lt;st1:personname productid="em Vila Isabel" st="on"&gt;em Vila Isabel&lt;/st1:personname&gt;, onde realizaram nova manifestação em defesa dos hospitais universitários. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No dia 20 do mesmo mês, alunos de medicina da UFF haviam realizado uma manifestação em frente ao Hospital Universitário Antônio Pedro, &lt;st1:personname productid="em Niterói. O" st="on"&gt;em Niterói. O&lt;/st1:personname&gt; objetivo da manifestação era o mesmo: exigir melhorias nas condições de trabalho nos hospitais universitários e na educação superior. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nas mensagens de protesto, os estudantes fazem referência ao movimento estudantil de 1968, que representou o auge do movimento estudantil brasileiro.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Naquele ano, explodem em vários países as manifestações estudantis. Em diversos lugares do mundo os jovens estudantes lutam contra guerras, injustiças sociais, buscam liberdade de expressão etc. No Brasil, em meio ao auge da violência do regime militar, lutam também pela educação, contra o autoritarismo dos militares, pela reforma agrária, por melhores condições de saúde, moradia etc. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Pelos livros, fotografias e artigos jornalísticos da época vemos que a atuação dos estudantes foi bastante representativa naquele período. Só para mencionar, o maior movimento de contestação ao Regime Militar, em &lt;st1:metricconverter productid="1968, a" st="on"&gt;1968, a&lt;/st1:metricconverter&gt; Passeata dos Cem mil, foi capitaneada, entre outros segmentos da população, pelos estudantes. Fora este acontecimento, houve ainda o Congresso da UNE, em Ibiúna, que terminou em violenta repressão policial, entre outras tantas mobilizações.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Durante os anos de chumbo, os militares colocaram as entidades estudantis na ilegalidade. Estudantes foram perseguidos e presos, muitos nunca foram encontrados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em 1984, os estudantes assumem um papel importante no movimento das Diretas Já!, cujo objetivo era a volta das eleições diretas para presidente no Brasil, uma proposta de retorno da democracia. O congresso votou a favor das eleições indiretas e Tancredo Neves foi nomeado presidente para o próximo mandato (a partir de 1985). Ficou decidido que eleições de 1989 seriam diretas.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Assim se fez. Depois de mais de três décadas de eleições indiretas Fernando Collor de Melo derrota nas urnas o seu adversário, o atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e é eleito Presidente da República. Por conta da corrupção em seu governo, o presidente eleito não chegou a concluir o mandato de quatro anos. A população mais uma vez foi às ruas, desta vez para lutar pelo &lt;i&gt;Impeachment&lt;/i&gt; do então Presidente. O movimento teve forte adesão dos estudantes que ficaram conhecidos como Caras Pintadas, pois pintavam seus rostos em ato de protesto. Collor tem seu mandato cassado em 1992. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os períodos mencionados acima foram marcos representativos da atuação dos estudantes no Brasil. Outras mobilizações foram realizadas, em outras épocas. Muitas delas não alcançaram grandes resultados concretos.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Recentemente os estudantes foram às ruas em diversas ocasiões brigar pelo passe livre, ocuparam reitorias em protestos contra o desvio de verbas e contra o Programa de Apoio aos Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni), provocaram inclusive o afastamento do reitor de uma das maiores universidades públicas do País. Movimentos como estes e como aquele realizado pelos estudantes de medicina continuam a acontecer, mas faltam ainda atuações mais incisivas em prol dos interesses de toda a sociedade, ultrapassando a seara da educação.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O retorno ao passado suscita reflexões importantes a respeito do que temos feito hoje. Esta é uma boa oportunidade para pensar sobre o assunto. Pelo que temos lutado e o que temos, de fato, conseguido? Reflita você também.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-146497957049856545?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/146497957049856545/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=146497957049856545&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/146497957049856545'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/146497957049856545'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/1968-2008-o-movimento-estudantil-ontem.html' title='1968 – 2008: o movimento estudantil ontem e hoje'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFPrt8wYkUI/AAAAAAAAAPA/7mU2CGPLPnQ/s72-c/faixa1a.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-7275376088511808711</id><published>2008-06-14T08:55:00.000-07:00</published><updated>2008-06-14T09:05:13.114-07:00</updated><title type='text'>A vaia em “Sabiá” e a torcida por Vandré – O exílio e o protesto</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Camila Seta, Suellen Campos e Renata Brazil (Editoria de Música)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O tempo que se vivia em 1968 era m tempo de paixões. Pela política, contra a ditadura, pela arte. Os festivais de música acabavam se transformando em cenário de torcidas apaixonadas. Assim foi com o Festival Internacional da Canção (FIC), realizado anualmente de &lt;st1:metricconverter productid="1966 a" st="on"&gt;1966 a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1972, no Maracanãzinho, no Rio. Era dividido em duas fases, nacional e internacional. A canção classificada em primeiro lugar na fase nacional representava o Brasil na fase internacional, disputando com representantes de outros países o prêmio Galo de Ouro, desenhado por Ziraldo. No FIC, Hilton Gomes, apresentador oficial, imortalizou a frase “Boa sorte, maestro!” e Erlon Chaves compôs o “Hino de FIC”, tema de abertura do festival.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No III FIC, que aconteceu em setembro e outubro de 1968, duas canções disputavam o prêmio nacional: “Sabiá”, de Tom Jobim e Chico Buarque, e “Pra não dizer que não falei de flores” (“Caminhando”), de Geraldo Vandré. Com uma letra explosiva em pleno regime militar, que incitava o povo a reagir e não esperar “acontecer” (“Quem sabe faz a hora/ Não espera acontecer”), Geraldo Vandré, sozinho no palco e de violão em punho, arrebatou um Maracanãzinho ávido por se pronunciar contra a ditadura e a falta de liberdade. “Sabiá”, mais lírica e menos impactante, interpretada por Cynara e Cybele, era uma música que falava do exílio a que muitos artistas e intelectuais estavam sendo (e iriam ser num futuro próximo) submetidos, e foi recebida como uma canção de amor. Também caiu no gosto do público, que se dividiu entre as duas, com torcidas. Mas quando o resultado final foi apresentado, uma boa parte vaiou a bela e sofisticada composição de Chico e Tom, achando que a música de Vandré só não ganhara porque criticava abertamente a ditadura militar. Chico e Tom tiveram de agüentar a chuva de vaias e Vandré saiu consagrado do Maracanãzinho, apesar do segundo lugar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Apenas duas canções brasileiras foram contempladas com o Galo de Ouro: “Sabiá”, vencedora em 1968, e “Cantiga por Luciana”, de Edmundo Souto e Pulinho Tapajós, interpretada por Evinha e vencedora em 1969 do IV FIC.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt; Vencedoras do III Festival Internacional da Canção – 1968 &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Sabiá” (Tom Jobim e Chico Buarque, com Cynara e Cybele).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Pra não dizer que não falei de flores (“Caminhando”) – (Geraldo Vandré, com Geraldo Vandré).&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Andança” (Edmundo Souto, Danilo Caymmi e Paulinho Tajós, com Beth Carvalho e Golden Boys).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Passaralha” (Edino Krieger, com o Grupo 004).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Dia de vitória” (Marcos Valle e Paulo Sérgio Valle, com Marcos Valle).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-7275376088511808711?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/7275376088511808711/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=7275376088511808711&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/7275376088511808711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/7275376088511808711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/vaia-em-sabi-e-torcida-por-vandr-o.html' title='A vaia em “Sabiá” e a torcida por Vandré – O exílio e o protesto'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4212323025074632431</id><published>2008-06-13T09:48:00.000-07:00</published><updated>2008-06-15T15:10:35.029-07:00</updated><title type='text'>A origem literária do ano de 1968</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Por Maria Laura (Editoria de Literatura)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A geração de 68 traz consigo marcas de diversas searas. O ano manifesto foi a explosão diante do que se viu em longos anos: a descolonização do continente africano, a crescente tensão da Guerra Fria, o aumento da dinâmica dos movimentos identitários da sociedade civil. Resgatando as origens de 1968, encontramos na literatura dos anos de 1950 um importante fator: o Novo Romance. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Surgido na França e que se estende pela Europa pós-guerra e EUA, o movimento literário pelo Novo Romance provoca uma ruptura no modo de construção do texto. Nathalie Sarraute, Michel Butor, Alain Robbe-Grillet, Claude Simon são alguns dos nomes do movimento. O historiador André Sena, professor de História Contemporânea da UERJ, aponta essa geração como a que vai para as ruas com os estudantes em 1968. “Esses autores vão pensar a expressão literária, que será completamente posta à público em &lt;st1:metricconverter productid="1968, a" st="on"&gt;1968, a&lt;/st1:metricconverter&gt; partir da descrição dos objetos, de uma experiência não mais estética, mas sinestésica”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;As características do Novo Romance são a desconstrução da narrativa psicológica, do personagem, fragmentações das identidades da narrativa e da sua linearidade. Essa nova escrita não agradou ao público e os autores foram chamados até de terroristas. “A idéia desse movimento que vai gerar, literariamente, o pensamento de 68, o coração do pensamento desses autores é criar uma narrativa capaz de construir o mundo e não uma narrativa que comece com o mundo já dado”, revela Sena.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“A estrada de Flandres” (1960), “História” (1967) ambos de Claude Simon, “Entre a vida e a morte” (1968) de Nathalie Sarraute, “L’Emplois du temps” de Michel Butor são algumas das publicações do movimento. No Brasil, Clarice Lispector dominou com maestria o romance cheio de divagações e fragmentações. “A paixão segundo G.H.” (1964) e “Água Viva” (1972) são excelentes exemplos da desconstrução nova romanesca. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4212323025074632431?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4212323025074632431/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4212323025074632431&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4212323025074632431'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4212323025074632431'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/origem-literria-do-ano-de-1968.html' title='A origem literária do ano de 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4249129754196568605</id><published>2008-06-13T07:12:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:15.192-08:00</updated><title type='text'>A história do cinema em uma sociedade racista norte-americana</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Giosete Vieira (Editoria de Cinema)&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFKA4jB0yVI/AAAAAAAAAO4/sN98PaGgu8k/s1600-h/josy.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFKA4jB0yVI/AAAAAAAAAO4/sN98PaGgu8k/s320/josy.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211369427785009490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adivinhe quem vem para jantar&lt;/span&gt; foi lançado em 1967 nos EUA e assistido em 1968 quando a luta pelos direitos civis agitava a América. Apesar de a violência racial correr solta do lado de fora dos cinemas na época do lançamento, nessa comédia romântica tudo se resolve com muita conversa. Algumas idéias sustentam o enredo de forma bem direta como a de que há negros com currículos impecáveis nos EUA; há brancos liberais e negros racistas por lá; o racismo aflora em situações limite nas melhores famílias; alguns negros não querem integração com os brancos e quebrar tabus é para os fortes ou muito apaixonados. Ah, como sempre, o amor é lindo e transforma o mundo.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O filme gira em torno do desconfortável jantar em que a filha de um rico e liberal proprietário de um jornal de São Francisco e sua mulher são confrontados pela filha Joanna de 23 anos, onde foi criada ouvindo os pais combaterem qualquer tipo de discriminação, principalmente no que tange ao relacionamento entre brancos e negros. Quando ela leva seu namorado (um médico negro) e os pais dele para jantar (e anunciar o casamento). A hipocrisia do discurso liberal e as contradições da racista sociedade norte-americana explodem por todos os lados, em interpretações memoráveis.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O casal de classe média americana precisa reavaliar seus princípios quando descobre que sua filha está namorando um rapaz negro inteligente e de promissora carreira. Dirigido por Stanley Kramer (Julgamento em Nurenberg) e com Spencer Tracy, Sidney Poitier e Katharine Hepburn no elenco. Vencedor de dois prêmios Oscar.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;John (Sidney Poitier) e Joanna (Katharine Hougthon) se conheceram durante uma viagem, em pouco tempo se apaixonaram irreversivelmente e agora querem se casar o mais breve possível. O filme começa com o casal de pombinhos chegando de surpresa à casa da moça. Ela quer apresentar o novo namorado aos pais e falar com eles sobre a idéia do casamento. Joanna é uma moça refinada e jovial e John um médico viúvo com um currículo invejável. Os pais da moça são pessoas instruídas, bem sucedidas e liberais. Só há um probleminha que ninguém quer mencionar com todas as letras: ela é branca e ele, negro.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;De férias, no Havaí, ela conhece e se apaixona pelo Dr. John Wade Prentice, médico negro, dez anos mais velho que ela, sendo por ele correspondido. Ao concluir uma série de palestras na Universidade local, o médico deve retornar à Genebra, onde é diretor da Organização Mundial de Saúde. Decidida a se casar com ele, Joanna pede-lhe que, em sua viagem de volta à Suíça, ele passe um dia na Califórnia a fim de conhecer seus pais. Assim, os dois viajam juntos para São Francisco. Do aeroporto, antes de seguirem para a casa de Joanna, a jovem decide passar pela Galeria de Arte da mãe, mas não a encontra. A Sra. Hilary St. George, que trabalha com Christina, mostra-se curiosa em relação ao jovem casal.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Uma vez em casa, Tillie, empregada negra da família há mais de 20 anos, recebe mal o médico por achar que, sendo de cor, não é digno de Joanna. Christina chega, logo a seguir e, após se sentir chocada com a notícia inesperada, recupera-se e passa a apoiar a filha, principalmente por vê-la tão feliz. Na ocasião, a jovem lhe explica que John deve seguir no dia seguinte para Nova York e, logo depois, para Genebra, enquanto ela deverá permanecer uma semana &lt;st1:personname productid="em São Francisco" st="on"&gt;em São Francisco&lt;/st1:personname&gt;, antes de seguir para a Suíça a fim de se casar com ele.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O Sr. Drayton chega do jornal e também se sente chocado com a notícia. Embora se comporte de forma extremamente educada com o médico, não nega ser difícil para ele aceitar aquela situação. Pedindo licença, vai até seu escritório, de onde liga para o jornal e pede que levantem nos arquivos todas as informações sobre o médico. Minutos depois, é informado que o Dr. John Prentice é um homem de fama mundial, formado com louvor pela Universidade Johns Hopkins em 1954, tendo lecionado na Universidade de Yale e, em seguida, sido professor de medicina tropical, em Londres, antes de assumir uma diretoria na OMS; do seu currículo, constam ainda a publicação de dois livros e uma lista imensa de monografias e homenagens; no que tange à sua vida pessoal, foi casado com Elizabeth Bowers, com quem teve um filho, mas ambos morreram em um acidente em 1959.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;John procura os pais de Joanna, em particular, aos quais diz que, se não houver o consentimento deles, não haverá casamento, pois, embora ame demais a jovem, não quer ser responsável por um desentendimento na família, o que certamente a faria sofrer. Tal colocação deixa o Sr. Drayton sentindo-se ainda mais pressionado a tomar uma decisão em menos de um dia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Enquanto isso, quando John se comunica com os pais, que residem &lt;st1:personname productid="em Los Angeles" st="on"&gt;em Los Angeles&lt;/st1:personname&gt;, para lhes informar que se acha &lt;st1:personname productid="em São Francisco" st="on"&gt;em São Francisco&lt;/st1:personname&gt; de passagem para Genebra, Joanna toma o telefone e os convida para virem a São Francisco e jantarem em sua casa naquela noite.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Percebendo suas reais intenções, Christina a demite no ato. Logo a seguir, chega ao local monsenhor Mike Ryan, um dos maiores amigos da família. Ao tomar conhecimento da situação, fica muito feliz e passa a dar a maior força aos dois jovens.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Às 19 horas, o Senhor e a Sra. Prentice chegam para o jantar. A exemplo do que está ocorrendo com os pais de Joanna, a mãe de John apóia a decisão do filho, enquanto seu pai mostra-se ainda mais radical que o Sr. Drayton. Vários encontros se sucedem entre os diversos envolvidos: Christina e a Sra. Prentice; o Monsenhor e o Sr. Drayton; John e o pai; o Sr. Drayton e o Sr. Prentice; o Sr. Drayton e a Sra. Prentice.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ao final, depois de reunir todos na sala de estar, inclusive a empregada Tillie, o Sr. Drayton, num discurso emocionante, faz uma análise perfeita da situação, mostrando principalmente os problemas e dificuldades que o jovem casal vai ter que enfrentar, junto à sociedade cheia de preconceitos, e dizendo que, mesmo assim, não pode deixar de apoiar a decisão da filha. Em seguida, convida todos a passarem para a sala de jantar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4249129754196568605?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4249129754196568605/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4249129754196568605&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4249129754196568605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4249129754196568605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/histria-do-cinema-em-uma-sociedade.html' title='A história do cinema em uma sociedade racista norte-americana'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFKA4jB0yVI/AAAAAAAAAO4/sN98PaGgu8k/s72-c/josy.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-1252075821105343092</id><published>2008-06-13T06:55:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:15.624-08:00</updated><title type='text'>Adhemar Ferreira da Silva – O primeiro bicampeão de ouro do Brasil</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Marcus Azevedo (Editoria de Esportes)&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O ano de 1968 foi importante na história do país. Nos Jogos Olímpicos de 1968 realizados na Cidade do México que tivemos uma conquista de medalha de bronze no atletismo. O responsável foi Adhemar Ferreira da Silva, um paulistano de 41 anos, vindo de uma família humilde no bairro da Casa Verde, capital paulistana. Porém a história deste atleta tem muito mais conquistas a serem lembradas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFJ9zby0IYI/AAAAAAAAAOo/a9YcybypbJU/s1600-h/Adhemar+na+%C3%A9poca+de+atleta.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFJ9zby0IYI/AAAAAAAAAOo/a9YcybypbJU/s320/Adhemar+na+%C3%A9poca+de+atleta.gif" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211366041408774530" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Adhemar na época de atleta&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Adhemar começou a competir oficialmente no ano de 1947, na categoria de salto em distância, no campeonato chamado Troféu Brasil onde conseguiu a marca de &lt;st1:metricconverter productid="13,05 m" st="on"&gt;13,05 m&lt;/st1:metricconverter&gt;, marca que fez com que ele disputasse os Jogos olímpicos daquele ano, sediados &lt;st1:personname productid="em Londres. Nestes" st="on"&gt;em Londres. Nestes&lt;/st1:personname&gt; jogos, porém, conseguiu apenas o 14° lugar.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nas olimpíadas seguintes em Helsinque no ano de 1952, que aconteceram na Finlândia, Adhemar já não era um total desconhecido, pois já havia conseguido o primeiro lugar nos Jogos Pan-americanos. Nestas olimpíadas ele já disputava na categoria de salto triplo e não imaginava conseguir grava seu nome como novo recordista mundial. O recorde até então era de &lt;st1:metricconverter productid="16 metros" st="on"&gt;16 metros&lt;/st1:metricconverter&gt; e num mesmo dia ele superou a marca por quatro vezes: &lt;st1:metricconverter productid="16,05 m" st="on"&gt;16,05 m&lt;/st1:metricconverter&gt;, 16,09m, 16,12m e 16,22m. Com essa vitória foi dada ela primeira vez a famosa volta olímpica para agradecer e receber de perto os aplausos do público.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFJ9lWvH2DI/AAAAAAAAAOg/fWstdumKm0E/s1600-h/Adhemar+nos+jogos+ol%C3%ADmpicos+de+1952.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFJ9lWvH2DI/AAAAAAAAAOg/fWstdumKm0E/s320/Adhemar+nos+jogos+ol%C3%ADmpicos+de+1952.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211365799532943410" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Adhemar nos jogos olímpicos de 1952&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Quatro anos depois, novamente tivemos os jogos olímpicos sediados em Melbourne na Austrália, no ano de 1956. Dois dias antes de sua competição, Adhemar sofreu com uma forte dor de dente, que quase poria em risco seu desempenho, mas foi sanada com uma punção aplicada por um dentista. Neste ano seu salto atingiu a marca de 16,36m quando conseguiu o marco de ser o primeiro brasileiro bicampeão em jogos olímpicos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Disputou outros jogos olímpico e como já citado, na edição da Cidade do México, conseguiu apenas o 14º lugar. Um pouco mais tarde, no ano de 1960 o atleta contraiu tuberculose. Quando isto aconteceu, Adhemar já se encontrava prestes a participar das olimpíadas de Roma em que seria o porta-bandeira da delegação, mas devido a seqüelas da tuberculose e diagnósticos médicos não passou das eliminatórias.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Além das conquistas olímpicas Adhemar é pentacampeão sulamericano e tricampeão pan-americano e campeão luso-brasileiro além de outros títulos internacionais. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Após tantas conquistas nosso atleta veio a falecer de uma parada cardíaca em 12 de janeiro de 2001, aos 74 anos de idade.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Outros feitos de nosso atleta &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Além de atuar na área dos esportes Adhemar circulava por outros setores da sociedade.  Cursou escultura na Escola Técnica Federal de São Paulo, educação física na Escola do Exército, direito na Universidade do Brasil e Relações Públicas na Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero. Depois disso foi a vez de entrar em cena literalmente. No ano de 1956 ele atuou na peça Orfeu da Conceição, de Vinicius de Moraes e três anos depois foi a hora de aparecer nas telonas. O atleta multi-graduado atuou no filme franco-ítalo-brasileiro Orfeu do carnaval, vencedor do Oscar de melhor filme estrangeiro de 1959. Nos anos de &lt;st1:metricconverter productid="1964 a" st="on"&gt;1964  a&lt;/st1:metricconverter&gt; 1967 foi adido da Embaixada Brasileira na Nigéria. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Realmente se comprova com exemplos com este, que os grandes nomes da história do país não se atém somente ao que lhes é comum, o pensamento presente entre essas pessoas é sempre o de auto superação.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFJ9WfwrF0I/AAAAAAAAAOY/kbprAU0x3n8/s1600-h/Adhemar+nos+dias+de+hoje.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFJ9WfwrF0I/AAAAAAAAAOY/kbprAU0x3n8/s320/Adhemar+nos+dias+de+hoje.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5211365544257328962" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Adhemar nos dias de hoje&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-1252075821105343092?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/1252075821105343092/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=1252075821105343092&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/1252075821105343092'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/1252075821105343092'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/adhemar-ferreira-da-silva-o-primeiro.html' title='Adhemar Ferreira da Silva – O primeiro bicampeão de ouro do Brasil'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFJ9zby0IYI/AAAAAAAAAOo/a9YcybypbJU/s72-c/Adhemar+na+%C3%A9poca+de+atleta.gif' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-5048868255228779521</id><published>2008-06-11T08:00:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:15.908-08:00</updated><title type='text'>A ideologia da moda no Brasil</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;1968 ficou conhecido no mundo da moda, como o ano da quebra de valores e agressividade, onde os jovens tentavam buscar a liberdade de expressão através do seu estilo&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;por Luana Zuquim (Editoria de Moda)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Em 1968, os jovens estudantes brasileiros foram p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;ara as ruas contestar a ditadura militar, o sistema de ensino, os costumes e cultura. Era o movi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;mento estudantil, cujas manifestações levaram a alcunha de contracultura. A rebeldia atingiu não só o comportamento de quem lutava por um país melhor, mas também a moda da década de 60, que, além da estética, passou a significar, também, uma nova visão política.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;O grupo musical "Os Mutantes", formado por Rita Lee e os irmãos Arnaldo e Sérgio Batista, foram um grande exemplo do movimento. A banda seguia o caminho da contracultura e se afastava da ostentação do vestuário da “Jovem Guarda” (Wanderléa e Roberto Carlos, com roupas coloridas e penteados exagerados), apresentando sua insatisfação com a burguesia através de suas canções e do estilo que passaram a adotar/; uma aparência proletária, através do uso da calça jeans (na época, usada somente por oper&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;ários) &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;e das batas de tecido barato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFWVlCkxxmI/AAAAAAAAAPg/9mN4iLoC0ks/s1600-h/mutantes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFWVlCkxxmI/AAAAAAAAAPg/9mN4iLoC0ks/s320/mutantes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212236607330043490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;“Os Mutantes” que ficaram conhecidos pelo estilo psicodélico&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Em contrapartida, na mesma época surgiam no Brasil as butiques chiques. A moda étnica estava presente nas echarpes indianas, túnicas floridas e uma série de acessórios da nova moda, que misturam o retrô com o pop. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="0.4_graphic05"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFWVUlxdgUI/AAAAAAAAAPY/GjwJM18jZTY/s1600-h/Jovem_Guarda.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFWVUlxdgUI/AAAAAAAAAPY/GjwJM18jZTY/s320/Jovem_Guarda.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212236324720705858" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:Georgia;font-size:78%;"  &gt;Estilo “Jovem Guarda”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Como a década de 60 se caracterizou por uma série de mudanças na sociedade, houve também quem se rebelou contra os próprios pais. Eram os &lt;i&gt;hippies&lt;/i&gt;, que, sob o lema “paz e amor”, abriram mão do conforto (casa, comida e rou&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;pa lavada) para viver em comunidades, junto à natureza. Essa moda ficou bastante marcada. As roupas eram, normalmente, compradas em brechós ou mercados de rua, dando o aspecto de desbotadas e usadas. Eram jeans bordados com flores, calças de algodão, boca de sino, estam&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;pas indianas e saias compridas – ao contrário da moda americana, onde a mini-saia era o ponto forte. Os jovens do movimento possuíam os cabelos longos e despenteados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;A moda acabou ficando determinada pelo gosto da juventude, sendo assim, as tendências variavam muito. Como já dito anteriormente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;, os brec&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;hós passaram a dominar o comércio. O modo de se vestir acabou se tornando democrático e unissex, como representação da filosofia de vida na busca de liberdade, igualdade e desprendimento da sociedade capitalista. Nesse sentido, o surgimento da pílula anticoncepcional para as mulheres, no início da década, foi o fator-chave para a liberdade sexual feminina.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="0.4_graphic06"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFWU_GQIeyI/AAAAAAAAAPQ/BKakKRxkdH0/s1600-h/Moda_Hippie.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFWU_GQIeyI/AAAAAAAAAPQ/BKakKRxkdH0/s320/Moda_Hippie.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5212235955482164002" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Estampas coloridas em tecidos de algodão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; Moda Hippie dos anos 60.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Fatos importantes de 1968 :&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;. Surge no Brasil a Pop art, trazendo o estilo psicodélico. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;. A imprensa alternativa é realizada c&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;om as revistas femininas: O Cruzeiro, Manchete e Jóia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;. Programas de auditório (realizado pela TV Record), assim como os grandes festivais, revelaram grandes talentos da música brasileira. Tais como: Elis, Roberto Carlos, Gil, Caetano, Milton Nascimento, Geraldo Vandré, Edu Lobo, Mutantes.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="0.4_01000001"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Roupas e acessórios dos anos 60:&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;Terninho estilo Beatles;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mini-saia;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Calças de cintura baixa e a famosa “Boca &lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:Georgia;"&gt;de sino”;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tecidos acetinados,com cores vibrantes, estampas preto e branco, coloridas e floridas;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Botas brancas e de verniz, bico fino e salto baixo;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Taileur com mangas ¾;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vestidinhos curtos estilo: tubinho;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Roupas futuristas;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tecidos sintéticos, plásticos e metalizados.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/ETGi2ycIuQM&amp;amp;hl=pt-br"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/ETGi2ycIuQM&amp;amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt;&lt;b&gt;Vídeo do 1° show dos Mutantes  na TV Record&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-5048868255228779521?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/5048868255228779521/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=5048868255228779521&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/5048868255228779521'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/5048868255228779521'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/ideologia-da-moda-no-brasil.html' title='A ideologia da moda no Brasil'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SFWVlCkxxmI/AAAAAAAAAPg/9mN4iLoC0ks/s72-c/mutantes.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-6928593182348261307</id><published>2008-06-11T07:57:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T07:58:15.453-07:00</updated><title type='text'>E o samba pediu passagem</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;Por Camila Seta e Suellen Campos&lt;/i&gt;  &lt;span style="font-style: italic;"&gt;(Editoria de Música)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Embora 1968 fosse mesmo o ano da MPB e dos festivais que revelaram grandes artistas da música popular, o samba pediu passagem e esperava ocupar seu merecido lugar ao sol. Alguns anos antes, em 1963, o Zicartola promovera um ressurgimento do ritmo no Rio de Janeiro.  Era um bar no Centro, comandado com quitutes e muita cerveja por dona Zica, mulher de Cartola, e pelo grande sambista da Mangueira, que andara sumido. Cartola foi redescoberto e compositores como Zé Kéti, Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho e Paulinho da Viola foram apresentados ao público carioca da Zona Sul no Zicartola. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Também em 1963, os CPCs da UNE permitiram o surgimento de lugares especiais para a música e a dramaturgia, como o Teatro Opinião, que contava com a paixão de Nara Leão pela música brasileira e, mais tarde, o vigor de Maria Bethânia e a presença iluminada de artista como Zé Kéti e João do Vale. O fato é que os anos 60 foram uns tempos de redescoberta da identidade brasileira. Na musica, no cinema, no teatro, a ordem do dia era a valorização da cultura nacional.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Assim, o espaço na televisão e nos festivais estava ocupado pela MPB. Em 68, o samba foi à luta. O protesto dos sambistas, endossado por jornalistas e críticos de música, principalmente os do Rio de Janeiro, reclamando que o samba não vinha tendo uma presença marcante nos festivais, abriu espaço para a criação da Bienal do Samba, realizada em julho de 1968, &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:PersonName&gt; (com apenas uma outra edição, em 1971), que se tornou um contraponto aos festivais nacionais e internacionais. Muitos dos grandes sambistas do Brasil compareceram, alguns concorrendo, outros como convidados. Na Bienal, valia o voto do júri na música e o conjunto da obra do compositor.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os participantes eram escolhidos por uma comissão especial e cada compositor indicado inscrevia a música que quisesse, sem julgamento prévio, desde que fosse inédita. Muitos grandes nomes foram desclassificados, inclusive na fase de seleção preliminar, como Wilson Batista, que morreria pouco depois. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O palco era o badalado Teatro Record, &lt;st1:personname productid="em São Paulo" st="on"&gt;em São Paulo&lt;/st1:PersonName&gt;, e a grande divulgação que se fez do evento estimulou muitos compositores e intérpretes a participar. Era também uma oportunidade de os sambistas mostrarem seu trabalho. Assim, músicos como Ismael Silva, Pixinguinha, Walfrido Silva, Wilson Batista, Cartola, Pedro Caetano, Claudionor Cruz, Germano Mathias, Jorge Veiga, Isaura Garcia, Nora Ney, Jorge Goulart, Demônios da Garoa, Adoniran Barbosa, Helena de Lima, Miltinho, Ciro Monteiro e Ataulfo Alves dividiram o palco com Chico Buarque, Elis Regina, Jair Rodrigues, MPB 4, Márcia, Marília Medalha, Milton Nascimento, Edu Lobo, Baden Powell, Elton Medeiros, Paulinho da Viola, Marcos e Paulo Sérgio Valle, Sidney Miller, durante as três eliminatórias realizadas nos dias 11,18, e 25 de maio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A nata do samba estava presente com suas músicas. &lt;i&gt;Lapinha&lt;/i&gt;, de Baden de Powell e Vinicius de Moraes, cantada por Elis Regina e com o apoio dos Originais do Samba, dominou a Bienal desde a sua primeira apresentação e se tornou um número imbatível. A música levou o primeiro lugar e Elis foi escolhida a melhor intérprete. Chico Buarque concorreu com “Bom tempo”, um maxixe, e ficou em segundo lugar. Em terceiro ficou “Pressentimento”, de Elton Medeiros e Hermínio Bello de Carvalho; em quarto, “Canto chorado”, de Billy Blanco; em quinto, “Tive sim”, de Cartola; em sexto, “Coisas do mundo, minha nega”, de Paulinho da Viola; e em sétimo, “Marina”, de Sinval Silva. Ataulfo Alves foi de “Laranja madura”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Uma história curiosa, contada pelo histórico produtor musical Solano Ribeiro em seu livro &lt;i&gt;Prepare seu coração – A história dos grandes festivais&lt;/i&gt;, ilustra a boemia dos participantes da Bienal: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;“Certa madrugada, com os primeiros lampejos do dia nos ameaçando, ao passarmos pela esquina da Avenida Ipiranga com a São João, Araci de Almeida, com seu jeito autoritário, disparou com solenidade: ‘Agora, em homenagem ao Paulinho Vanzolini, que fez a fama desta avenida, eu convido todo mundo para uma última rodada.’ Assumiu então a frente do grupo, que, obediente, não tinha outra alternativa senão segui-la. Uma dose a mais ou a menos já não faria muita diferença. Para surpresa geral, a Araçá levou a turma para uma farmácia e foi logo ordenando a um espantado atendente: ‘Manda uma vitamina B12 na veia dessa moçada, senão ninguém vai chegar em casa com o fígado inteiro’, e acrescentou: ‘Essa quem paga sou eu!’” &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-6928593182348261307?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/6928593182348261307/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=6928593182348261307&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6928593182348261307'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6928593182348261307'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/e-o-samba-pediu-passagem.html' title='E o samba pediu passagem'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4872663536286338395</id><published>2008-06-11T07:54:00.000-07:00</published><updated>2008-06-11T07:55:37.412-07:00</updated><title type='text'>França - “O ano 01”. A força de 1968</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Taissa Saldanha (Editoria de Cinema)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;O filme foi produzido no início dos anos 70 e com inúmeras referências à estética das histórias &lt;st1:personname productid="em quadrinhos. O" st="on"&gt;em quadrinhos. O&lt;/st1:PersonName&gt; filme, escrito pelo cartunista Gébé e com direção de Jacques Doillon, imagina uma greve geral contra o capitalismo. E se de um dia para o outro o mundo combinasse de parar de trabalhar? Se todos cruzassem os braços contra o sistema? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Mesmo não sendo um desenho animado, a linguagem usada é essa e inspira o decorrer da narrativa. As passagens são fragmentárias, desconectadas entre si, e cada uma contém um humor e uma piada &lt;st1:personname productid="em especial. Aos" st="on"&gt;em especial. Aos&lt;/st1:PersonName&gt; poucos, essas várias “charges cinematográficas”, ou “desenhos animados filmados”, vão se unindo passando a constituir uma narrativa.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Porém, para conteúdo subversivo, estética subversiva. Doillon mantém sua proposta e o filme segue sem personagens principais. Os atores são centenas de conhecidos, como Gérard Depardieu, Thierry Lhermitte, Miou-Miou, Coluche, que aparecem em pequenas pontas, mas nunca reaparecem. O que podemos classificar como um grande personagem no filme é o povo ou então a revolução. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A produção é de 1972, mas percebemos ainda a ferveção de maio de 1968, dos ideais jovens e do movimento hippie. Percebemos também que esse filme passa a constituir um verdadeiro documento histórico já que aborda assuntos relacionados à ascensão da prática de liberdade e igualdade e sobre o desenvolvimento das idéias que permitiram esses eventos de se produzirem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A anarquia de Doillon e da época não se baseia na idéia de tomada de poder, mas na idéia de ausência de poder. Nesse pensamento, a terra (agricultura) oferece tudo que o homem precisa, portanto não haveria um desejo de enriquecimento. O dinheiro perde todo o sentido e o trabalho é reduzido ao mínimo necessário para o consumo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O filme mostra as últimas conseqüências e os efeitos dessa paralisação na sociedade: da quebra das bolsas de valores norte-americanas, na melhora de vida nas colônias africanas e no fim da idéia de propriedade e posterior abolição das prisões.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O ritmo intenso segue o filme todo até o final. Amor livre, cultura revolucionária e ideologia anarquista global. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;L’An 01 (1973)  &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Filme francês dirigido por Jacques Doillon (com Alain Resnais e Jean Rouch).&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4872663536286338395?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4872663536286338395/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4872663536286338395&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4872663536286338395'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4872663536286338395'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/frana-o-ano-01-fora-de-1968.html' title='França - “O ano 01”. A força de 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4974023766877502542</id><published>2008-06-10T16:53:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:21.069-08:00</updated><title type='text'>Histórias de quem viveu a História</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Keliane Muniz (Editoria de Literatura)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Valores sociais ultrapassados; falsos moralismos; repressão sexual; injustiças sociais; a guerra do Vietnã; barricadas de Paris; por aqui a Passeata dos Cem Mil e o AI-5... Assim foi 1968, o ano mais polêmico do século XX. Quarenta anos depois das manifestações que atingiram várias partes do globo simultaneamente, chegam às livrarias de todo o país obras para não deixar a data passar &lt;st1:personname productid="em branco. Fotografias" st="on"&gt;em branco. Fotografias&lt;/st1:personname&gt;, histórias e depoimentos de políticos, artistas, jornalistas ou simplesmente revolucionários comuns compõem a vasta documentação do que foi a geração que não teve medo de ir às ruas protestar. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Como um plano arquitetado em escala ocidental, 1968 abalou as sociedades. Estas nunca mais seriam as mesmas depois do fatídico ano que delimitou um ponto de virada político-sócio-cultural. Na França, até hoje, a direita rotula o maio de 68 como “evento”; já a esquerda prefere chama de “movimento”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Para relembrar o período, livrarias como a da Travessa e Saraiva criaram espaços em suas lojas e sites dedicados exclusivamente a publicações atuais e antigas que abordam o ano de 68, facilitando a busca de material para os interessados no tema.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Selecionamos aqui seis lançamentos literários sobre o assunto, falando um pouco sobre cada um e dando a dica do melhor preço do mercado. Viaje no tempo e entenda o louco, enigmático, rebelde e utópico 68. Boa(s) leitura(s)!&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;1968 – ELES SÓ QUERIAM MUDAR O MUNDO&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_maGJqbBI/AAAAAAAAAOA/hZBQ3Z5qqeg/s1600-h/capa+livro+1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_maGJqbBI/AAAAAAAAAOA/hZBQ3Z5qqeg/s320/capa+livro+1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210636629893082130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Autores: Regina Zappa e Ernesto Soto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Editora: Zahar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; - 311 págs.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Melhor Preço: R$ 33,90 – Submarino (&lt;a href="http://www.submarino.com.br/" target="_blank"&gt;www.submarino.com.br&lt;/a&gt;)  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_mNQG9JYI/AAAAAAAAANw/pUJw_lrGU8Y/s1600-h/autor+livro+1.+Regina+Zappa.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_mNQG9JYI/AAAAAAAAANw/pUJw_lrGU8Y/s320/autor+livro+1.+Regina+Zappa.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210636409227781506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_mUpdp-2I/AAAAAAAAAN4/QoPfkJCQTKg/s1600-h/autor+livro+1.+Ernesto+Soto.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_mUpdp-2I/AAAAAAAAAN4/QoPfkJCQTKg/s320/autor+livro+1.+Ernesto+Soto.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210636536292965218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Organizado mês a mês por capítulo, &lt;i&gt;1968, Eles só queriam mudar o mundo&lt;/i&gt;, dos jornalistas Regina Zappa e Ernesto Soto, destaca os principais acontecimentos de 1968, no Brasil e no mundo. O livro ilustrado traz entrevistas e depoimentos de personalidades da época como os compositores Chico Buarque e Edu Lobo, o ex-deputado Vladimir Palmeira, o documentarista Vladimir Carvalho, entre outros, além de descontrair ao abordar músicas, filmes, futebol e moda do período. Um verdadeiro almanaque da geração de jovens que lideraram protestos, descobriram novas formas de luta e que até hoje influenciam nossas vidas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na capa, uma curiosidade: o rapaz é o designer Túlio Mariante pichando a palavra LIBERDADE no muro da Uni-Rio, no bairro da Urca, numa ação revolucionária em dia de repressão e muita pancadaria.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;1968 – O QUE FIZEMOS DE NÓS &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_l_mBOAMI/AAAAAAAAANo/_HrTn4e8wZY/s1600-h/capa+livro+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_l_mBOAMI/AAAAAAAAANo/_HrTn4e8wZY/s320/capa+livro+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210636174591131842" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Autor: Zuenir Ventura&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Editora: Planeta&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; - 232 págs&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Melhor preço: R$ 58,60 – Submarino (&lt;a href="http://www.submarino.com.br/" target="_blank"&gt;www.submari&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.submarino.com.br/" target="_blank"&gt;no.com.br&lt;/a&gt;) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_l5K8HEUI/AAAAAAAAANg/m9koAEhE1NM/s1600-h/autor+livro+2.+Zuenir+Ventura.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_l5K8HEUI/AAAAAAAAANg/m9koAEhE1NM/s320/autor+livro+2.+Zuenir+Ventura.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210636064242733378" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Incluída a obra &lt;i&gt;1968 – O ano que não terminou&lt;/i&gt;, em uma caixa presente &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Embora vendido separadamente, o novo livro de Zuenir Ventura &lt;i&gt;1968 – O q&lt;/i&gt;&lt;i&gt;ue fizemos&lt;/i&gt; &lt;i&gt;de nós&lt;/i&gt; pode ser comprado também em uma caixa comemorativa que contém a reedição de &lt;i&gt;1968 – O ano que não terminou&lt;/i&gt;, lançado há 20 anos. Este último tornou-se best-seller, com mais de 40 edições, além de ser considerado referência para o estudo da década de 60.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na nova obra, o jornalista faz um paralelo entre o que se modificou desde o livro lançado em 1988 até os dias atuais. Zuenir aborda questões como a relação dos movimentos estudantis e anticapitalistas de 68 com o movimento dos jovens de periferia de hoje &lt;st1:personname productid="em dia. Levanta" st="on"&gt;em dia. Levanta&lt;/st1:personname&gt; ainda a polêmica sobre uma nova luta entre a juventude ou sua alienação através do consumismo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A segunda parte do livro é dedicada a depoimentos inéditos de Heloísa Buarque de Hollanda, Caetano Veloso, Fernando Henrique Cardoso, José Dirceu, Fernando Gabeira, Franklin Martins, entre outros.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;68: DESTINOS – PASSEATA DOS CEM MIL&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_lsZhE3ZI/AAAAAAAAANY/fg6l3Hz6bK0/s1600-h/capa+livro+3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_lsZhE3ZI/AAAAAAAAANY/fg6l3Hz6bK0/s320/capa+livro+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210635844817575314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Autor: Evandro Teixeira&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Editora: Textual&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; - 120 págs.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Melhor Preço: R$ 88,20 – Livraria Martins Fontes (&lt;a href="http://www.martinsfontespaulista.com.br/" target="_blank"&gt;www.martinsfontespaulista.com&lt;wbr&gt;.br&lt;/a&gt;) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_lH1-XukI/AAAAAAAAANA/hf8gd58h6hg/s1600-h/autor+livro+3.+Evandro+Teixeira.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_lH1-XukI/AAAAAAAAANA/hf8gd58h6hg/s320/autor+livro+3.+Evandro+Teixeira.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210635216801479234" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Evandro Teixeira começou sua carreira no fotojornalismo em 1958. De lá para cá, sua câmera registrou cenas históricas do Brasil. Uma delas foi a Passeata dos Cem Mil, em 26 de junho de 1968, na Cinelândia, Rio de Janeiro. O momento virou referência para muitos jovens daquela geração que se reuniram para protestar contra a ditadura militar. O motivo foi a morte do estudante Edson Luís de Lima Souto, em 28 de março daquele ano. &lt;wbr&gt;                              &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Evandro conseguiu encontrar cem pessoas presentes àquela manifestação, fotografá-las no mesmo cenário de quarenta anos atrás e contar um pouco de suas histórias pessoais, a importância daquela efervescência vivida no Brasil e como ela influenciou suas vidas. A idéia do projeto veio depois de várias repetições do mesmo fato: alguém se emocionando ao se reconhecer na foto.&lt;i&gt;&lt;wbr&gt; &lt;/i&gt;&lt;i&gt;&lt;wbr&gt;                              &lt;wbr&gt;                    &lt;/i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;O livro conta com depoimentos de Vladimir Palmeira, Fernando Gabeira, Marcos Sá Corrêa, Augusto Nunes, Fritz Utzeri, entre outros.&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_lgZY3jYI/AAAAAAAAANQ/DyKcOskS770/s1600-h/foto+complementar+livro+3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_lgZY3jYI/AAAAAAAAANQ/DyKcOskS770/s320/foto+complementar+livro+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210635638624718210" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;            &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;MAIO DE 68: EXPLICADO A NICOLAS SARKOZY&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_k5lRvMMI/AAAAAAAAAM4/sXNPhK4uuns/s1600-h/capa+livro+4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_k5lRvMMI/AAAAAAAAAM4/sXNPhK4uuns/s320/capa+livro+4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210634971801137346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="DE"&gt;&lt;br /&gt;Autores: Andre Glucksmann e Raphael Glucksmann&lt;i&gt; &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Editora: Record&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; - 235 págs.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Melhor Preço: R$ 33,30 – Livraria Leitura (&lt;a href="http://www.leitura.com/" target="_blank"&gt;www.leitura.com&lt;/a&gt;)  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_kw18NA7I/AAAAAAAAAMw/5hPEKuIgNA4/s1600-h/autores+livro+4+Andre+e+Raphael+Glucksmannn.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_kw18NA7I/AAAAAAAAAMw/5hPEKuIgNA4/s320/autores+livro+4+Andre+e+Raphael+Glucksmannn.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210634821655397298" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Pai e filho se reúnem na autoria desta obra. De um lado, o filósofo André Glucksmann, militante nas manifestações da Paris de 68 e promotor da campanha de Nicolas Sarkozy à presidência da França; e do outro Raphael Glucksmann, cineasta reconhecido por seus filmes de vertente política. Juntos eles traçam um paralelo entre a juventude de 68 e a atual geração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O título do livro foi dado devido a um comício de Sarkozy, ainda em campanha, em abril de 2007, quando este criticou profundamente o movimento. Sarkosy propôs enterrar o maio de 68, acusando-o de “introduzir cinismo na sociedade e na política”. André se sentiu ofendido e quis desde então provar, com a obra, que o futuro presidente, que tinha apenas treze anos na época, não seria nada sem aquelas manifestações ocorridas há quatro décadas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;EM 68: PARIS, PRAGA E MÉXICO&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_kcp9-DgI/AAAAAAAAAMo/bnEyfpjUarI/s1600-h/capa+livro+5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_kcp9-DgI/AAAAAAAAAMo/bnEyfpjUarI/s320/capa+livro+5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210634474844196354" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Autor: Carlos Fuentes&lt;br /&gt;Editora: Rocco - 160 págs.&lt;br /&gt;Melhor Preço: R$ 20,00 – Submarino (&lt;a href="http://www.submarino.com.br/" target="_blank"&gt;www.submarino.com.br&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_kOhUYTnI/AAAAAAAAAMg/9vdI4henFTQ/s1600-h/autor+livro+5.+Carlos+Fuentes.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_kOhUYTnI/AAAAAAAAAMg/9vdI4henFTQ/s320/autor+livro+5.+Carlos+Fuentes.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210634232004103794" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Um dos maiores intelectuais da América Latina, o mexicano Carlos Fuentes presenciou as manifestações de 68. No livro, ele conta três episódios que viu de perto naquele ano: as barricadas de Paris, em maio; a Primavera de Praga, em setembro e o&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:10;"  &gt; &lt;/span&gt;massacre de Tlatelolco, na Cidade do México, &lt;st1:personname productid="em outubro. Sua" st="on"&gt;em outubro. Sua&lt;/st1:personname&gt; obra relata a vivência durante ou pouco tempo depois dos acontecimentos. Fuentes traz reflexões pessoais e depoimentos de estudantes, professores, operários e intelectuais como Milan Kundera, Gabriel Garcia Márquez e Jean-Paul Sartre.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O destaque fica por conta das descrições apaixonadas de quem viveu a época com a consciência de estar diante de um momento histórico, que deveria sobreviver por quatro décadas e ser conhecido por todos. Fuentes assistiu a jovens serem espancados e humilhados em praça pública e, por ter testemunhado os movimentos, decidiu escrever sobre eles. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;MAIO DE 68&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_jqIIENmI/AAAAAAAAAMQ/5rQojgjGD1E/s1600-h/capa+livro+6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_jqIIENmI/AAAAAAAAAMQ/5rQojgjGD1E/s320/capa+livro+6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210633606766278242" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Organizadores: &lt;a href="http://www.travessa.com.br/Sergio_Cohn/autor/AF07524A-8A30-4EFF-A562-F68E030B5E55" target="_blank"&gt;Sergio Cohn &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.travessa.com.br/Heyk_Pimenta/autor/0C3364B5-051B-4BAF-B8CB-F8D2268A8D20" target="_blank"&gt;Heyk Pimenta&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_j_IlcuQI/AAAAAAAAAMY/xYnWkbRZW1k/s1600-h/autor+livro+6.+Sergio+Cohn.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_j_IlcuQI/AAAAAAAAAMY/xYnWkbRZW1k/s320/autor+livro+6.+Sergio+Cohn.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210633967666772226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Autores: &lt;a href="http://www.travessa.com.br/Maurice_Jouyrex/autor/3B1BCA4C-C25B-4F93-8614-351AEC683019" target="_blank"&gt;Maurice Jouyrex, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Allen_Ginsberg/autor/6E0A70D7-B7A1-43A3-A066-375ED30C324D" target="_blank"&gt;Allen Ginsberg, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Abbie_Hoffman/autor/05B8367E-2035-47C5-BE8A-3CF229E5A9AE" target="_blank"&gt;Abbie Hoffman, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Peter_Berg/autor/5E8EE29B-9465-4199-AB02-438BC3B0BB9B" target="_blank"&gt;Peter Berg, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Daniel_Cohn-Bendit/autor/17B82462-E3D2-4B51-89C2-4D7B79DB0070" target="_blank"&gt;Daniel Cohn-Bendit, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Roel_Van_Duyn/autor/0293E5A2-306A-4A36-B499-4D7C6DCB8B4C" target="_blank"&gt;Roel Van Duyn, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Peter_Coyote/autor/10D157B9-309F-4835-BAA5-50F935CB82BF" target="_blank"&gt;Peter Coyote, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Jean-Paul_Sartre/autor/5F6E4402-D023-40C4-93A9-54CD751261F0" target="_blank"&gt;Jean-Paul Sartre, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Barry_Miles/autor/F7A382B5-A331-4738-9B96-79BB7E3C837D" target="_blank"&gt;Barry Miles, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Allan_Watts/autor/02A4569E-DE1D-42DD-893C-80C84E9C5752" target="_blank"&gt;Allan Watts, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Edgar_Morin/autor/2F049A02-3C5C-4303-BA83-9CE698233D9A" target="_blank"&gt;Edgar Morin, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Henri_Lefebvre/autor/0ED98F0E-5E85-4C59-9286-AF0D8660DBBF" target="_blank"&gt;Henri Lefebvre, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Rudi_Dutschke/autor/4E5E39CA-1699-4D9D-A22A-B24EED1F0604" target="_blank"&gt;Rudi Dutschke, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Gary_Snyder/autor/F500D00F-7195-497E-8886-BD2CA5FACEA2" target="_blank"&gt;Gary Snyder, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Theodor_Adorno/autor/9E6BA0FC-16D1-446B-893C-DAEB0F9266BA" target="_blank"&gt;Theodor Adorno, &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Timothy_Leary/autor/FBB83EE7-4C65-42D7-A0A1-E45F4AA16F09" target="_blank"&gt;Timothy Leary e &lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Herbert_Marcuse/autor/E3737407-22D1-4438-89E1-FF621E5C708F" target="_blank"&gt;Herbert Marcuse&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Editora: Azougue - 221 págs.&lt;br /&gt;Melhor Preço: R$ 19,90 – Livraria da Travessa (&lt;a href="http://www.travessa.com.br/" target="_blank"&gt;www.travessa.com.br&lt;/a&gt;)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em comemoração aos 40 anos dos movimentos de Maio de 68, &lt;a href="http://www.travessa.com.br/Sergio_Cohn/autor/AF07524A-8A30-4EFF-A562-F68E030B5E55" target="_blank"&gt;Sergio&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.travessa.com.br/Sergio_Cohn/autor/AF07524A-8A30-4EFF-A562-F68E030B5E55" target="_blank"&gt; Cohn &lt;/a&gt;e &lt;a href="http://www.travessa.com.br/Heyk_Pimenta/autor/0C3364B5-051B-4BAF-B8CB-F8D2268A8D20" target="_blank"&gt;Heyk Pimenta &lt;/a&gt;organizaram uma edição especial da Coleção Encontros para lembrar a data.   Reunindo uma documentação importante, a obra permite entender o período que mudou a cultura ocidental. Trazendo entrevistas – algumas delas inéditas – com Daniel Cohn Bendit, Jean-Paul Sartre, Marcuse, Adorno, Edgar Morin, Timothy Leary, Allen Ginsberg, entre outros, o livro faz uma análise do que foram os acontecimentos de 68, suas causas e conseqüências.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Grupos que promoveram manifestações políticas, sociais e culturais na ocasião também ganham destaque, como os Provos, na Holanda, contra a monarquia e a burguesia consumista; os Diggers, estudantes que iniciaram o que mais tarde seria conhecido como o movimento hippie, nos EUA; e os Situacionistas, na Itália, que aspiravam por grandes transformações questionando os pilares da sociedade.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4974023766877502542?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4974023766877502542/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4974023766877502542&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4974023766877502542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4974023766877502542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/histrias-de-quem-viveu-histria.html' title='Histórias de quem viveu a História'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE_maGJqbBI/AAAAAAAAAOA/hZBQ3Z5qqeg/s72-c/capa+livro+1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-3933319355288465037</id><published>2008-06-10T16:40:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:21.488-08:00</updated><title type='text'>Automobilismo Carioca 1968</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Gustavo Pinheiro (Editoria de Esportes)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;O automobilismo carioca vivia uma grande fase em 1968, com um autódromo recém inaugurado, este no ano de 1966, 26 anos depois de Interlagos. Nessa época surgiram várias corridas das quais podemos destacar: I &lt;st1:metricconverter productid="500 Milhas" st="on"&gt;500 Milhas&lt;/st1:metricconverter&gt; da Guanabara, III &lt;st1:metricconverter productid="500 Km" st="on"&gt;500 Km&lt;/st1:metricconverter&gt; da Guanabara, &lt;st1:metricconverter productid="250 Milhas" st="on"&gt;250 Milhas&lt;/st1:metricconverter&gt; de Guanabara, II Mil Km da Guanabara. Todas essas provas foram disputadas no autódromo de Jacarepaguá. Apesar disto, as famosas prova de circuito de rua e as subidas de montanha continuavam ocorrendo. Essas provas de rua e subida de montanha eram em sua maioria disputada em Petrópolis, cidade que teve e ainda têm muita influência no certame nacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Essas disputas na pista eram sadias, pois ajudaram o desenvolvimento dos carros nacionais da época. Havia centenas de marcas interessadas em aparecer no automobilismo e as corridas no Rio de Janeiro era a melhor opção, afinal nesta época a cidade ainda era a capital do país. E assim surgiram também pessoas importantíssimas para o automobilismo, sejam mecânicos e pilotos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O Rio de Janeiro foi palco de disputas memoráveis como as de José Carlos "Môco" Pace e Wilson Fittipaldi a bordo de seus Karmann-Guia/Porsches. E também foi palco de lançamentos de carros de corrida como o Lorena GT que foi o utilizado pela  "Equipe Colégio Arte e Instrução" para competição, à partir do início de 1968.   Este  carro foi fabricado no  Rio de Janeiro.  Sua  carroceria  sofreu  diversas  modificações para a utilização da mecânica Porsche, redução de peso, e adaptação para competições. Teve ainda o lançamento do AC (Anísio Campos) , um “esporte protótipo de competição” projetado e construído em serie para atender a demanda das corridas oficiais. Coube a Puma essa iniciativa, com cinco unidades, com intuito de virar uma Porsche latino-americana.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE8SZxpKRkI/AAAAAAAAAMA/ZwQzEvS9HRg/s1600-h/AC+foto+1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE8SZxpKRkI/AAAAAAAAAMA/ZwQzEvS9HRg/s320/AC+foto+1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210403527922959938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt;AC pilotado por Francisco "Chico" Lameirão&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE8SKFlYFlI/AAAAAAAAAL4/sE30iU5Xej4/s1600-h/karman+porshe+foto+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE8SKFlYFlI/AAAAAAAAAL4/sE30iU5Xej4/s320/karman+porshe+foto+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210403258397890130" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="" lang="DE"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Karmann-Guia/Porsches de Wilson e Pace&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE8RrGVAiQI/AAAAAAAAALw/UKZ75hd6yec/s1600-h/11_LOREN+foto3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE8RrGVAiQI/AAAAAAAAALw/UKZ75hd6yec/s320/11_LOREN+foto3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5210402726021728514" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Lorena Gt pilotado por Sérgio Cardoso&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-3933319355288465037?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/3933319355288465037/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=3933319355288465037&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/3933319355288465037'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/3933319355288465037'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/automobilismo-carioca-1968.html' title='Automobilismo Carioca 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SE8SZxpKRkI/AAAAAAAAAMA/ZwQzEvS9HRg/s72-c/AC+foto+1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4948079317416830990</id><published>2008-06-08T16:41:00.000-07:00</published><updated>2008-06-08T16:43:11.546-07:00</updated><title type='text'>O Cinema como estopim de muitas revoluções</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Ana Cristina Coelho (Editoria de Cinema)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um apaixonado por cinema poderia muito bem dizer que os "eventos de Maio", as greves e tumultos que sacudiram a primavera de 1968, na França, começaram no cinema. No dia 9 de fevereiro, o visionário colecionador de filmes, Henri Langlois, que fundara a Cinemateca Francesa em 1936, foi removido de sua posição de presidente da instituição por Andre Malraux, ministro da cultura do governo de Charles de Gaulle. Porém, o tal Langlois era considerado por muitos cinéfilos e cineastas estreantes, pai espiritual da Nouvelle Vague. Em suas sessões de filmes de arte, filmes proibidos e filmes originais, ele criou o primeiro templo para os amantes do cinema de autor. Imediatamente François Truffaut decretou: "Defender a Cinemateca é um ato político!". Alguns dias depois, em 14 de Fevereiro de 1968, três meses antes do fatídico "Maio de 68", a Polícia de Intervenção Francesa reprimiu uma manifestação de milhares de pessoas, incluindo personalidades do cinema como Jean-Luc Godard, Truffaut, Catherine Deneuve ou Jeanne Moreau, que na ocasião, tentavam chegar ao Palácio Chaillot, sede da Cinemateca, para apoiar Henri Langlois, o famoso "Monsieur Cinema".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em Maio, a França estava repleta de motins, greves e manifestações de massas, e os cinéfilos continuavam todos do mesmo lado da barricada. Algumas das tradições e instituições mais veneráveis da França pareciam estar sob ataque, e o Festival de Cannes, o charmoso evento da primavera, também não ficaria imune. O burburinho começou no dia 13, quando os cineastas Jean-Luc Godard, François Truffaut e Claude Lelouch chegaram à 21ª edição do evento para espalhar o espírito da revolta que acontecia em Paris desde o início daquele mês. Em 18 de maio, quando o longa de Carlos Saura "Peppermint Frappé" seria exibido na disputa pela Palma de Ouro, um protesto de cineastas cancelou a sessão e o próprio diretor pediu aos organizadores que não exibissem seu filme para que o cinema "deixasse a revolução passar". No dia seguinte, o festival estava oficialmente cancelado, sem que houvesse premiação. Foi a única vez em que uma edição do festival foi interrompida antes do fim. Eram os gritos de protesto que tomavam as ruas de Paris no Maio de 68 ecoando em Cannes. O filme de François Truffaut "Baisers Volés" ("Beijos Roubados"), rodado neste mesmo conturbado ano, acabaria por ser dedicado à crise na Cinemateca Francesa, tendo com plano inicial a entrada do Palácio Chaillot.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, não foram somente as revoluções de rua que aconteceram em 1968, o ano seria ainda marcado pelas revoluções na estética cinematográfica, e o filme "2001, Uma Odisséia no Espaço" de Stanley Kubrick, inaugura em abril esse novo cenário. O filme, escrito a quatro mãos com o escritor de ficção científica Arthur C. Clarke, prevê não só a chegada do homem a lua que se daria um ano depois, como também é o primeiro filme a levantar a hipótese da Inteligência Artificial. Considerado por muitos o melhor filme de ficção-científica de todos os tempos, trouxe avanços nas técnicas de filmagem, criando o conceito de steadicam, em que um cinegrafista carrega uma pesada câmera Panasonic, para dar realidade às cenas de tensão. O filme fez um sucesso enorme entre os jovens da época e atribui-se tal sucesso às imagens psicodélicas nas seqüências do túnel de luz, a viagem mais próxima do LSD, droga muito consumida na época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Outro terremoto ainda estaria para acontecer no final do idílico verão europeu deste mesmo ano, agora no Festival de Veneza. O mais que arrebatador "Teorema" de Píer Paolo Pasolini provou uma enorme polêmica ao ser lançado, chocando as platéias do mundo inteiro ao mostrar uma alegoria da volta do "messias" em forma de falo. O belíssimo Terence Stamp faz o papel de enigmático Jesus Cristo, que aqui é anunciado como estranho pelo carteiro, em vez de por anjos. O "estranho" transa com todos da casa, a mulher, o marido, o filho, a filha, a empregada.  Todos, depois de se relacionarem com ele, mudam radicalmente de vida. E numa crítica impiedosa à sociedade burguesa, nenhuma pessoa com valores individualistas e frívolos conseguiu sobreviver ao "amor" de Cristo, apenas a doméstica, como representante do povo, é capaz de redenção. O filme revoluciona por ser também o primeiro nu frontal masculino da história do cinema e arrebatou o prestigiado prêmio do Office Catholique du Cinéma (OCIC), o órgão católico que premia o cinema. Essa premiação apenas acrescentou uma dose extra de escândalo ao filme. Afinal, Pasolini, notório marxista e homossexual assumido, era também cristão.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4948079317416830990?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4948079317416830990/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4948079317416830990&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4948079317416830990'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4948079317416830990'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/o-cinema-como-estopim-de-muitas.html' title='O Cinema como estopim de muitas revoluções'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4379353282235586783</id><published>2008-06-08T16:14:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:22.226-08:00</updated><title type='text'>Grandes nomes da moda na década de 1960</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Clarissa Mello (Editoria de Moda)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;Os anos 60 representaram um marco no mundo da moda. Grandes estilistas da atualidade surgiram e outros, já conhecidos, se consagraram em uma época marcada pela revolução político-cultural. A mini-saia, a gola rolê e a modelo Twiggy são alguns dos símbolos de uma década de muitas descobertas e novos rumos democráticos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExpP6eDjAI/AAAAAAAAALA/XL4duN6Db1A/s1600-h/moda1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExpP6eDjAI/AAAAAAAAALA/XL4duN6Db1A/s320/moda1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209654591075093506" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Revista Vogue – Abril de 1968&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cacharel&lt;/span&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Lançada por Jean Bousquet Cacharel nos início dos anos &lt;st1:metricconverter productid="60, a" st="on"&gt;60, a&lt;/st1:metricconverter&gt; marca nasceu em um pequeno ateliê, onde o estilista costurava camisas masculinas. Hoje um dos maiores estilistas do mundo, Cacharel contribuiu com a criação de um estilo jovem, romântico e cheio de cores.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O criador for responsável pelo desenvolvimento de blusas justinhas e de malha, com golas altas e mangas compridas, que fizeram sucesso no Brasil e no mundo. Também foi Jean quem criou as saias-calças e trouxe para as ruas as minissaias com três pregas para cada lado, usadas com suéteres de lã. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a name="0.1_graphic26"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExpfgk9fzI/AAAAAAAAALI/X_DYz2FxBzM/s1600-h/moda2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExpfgk9fzI/AAAAAAAAALI/X_DYz2FxBzM/s320/moda2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209654859002642226" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A moda de Cacharel na década de 60&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mary Quant&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nascida em Londres, Mary Quant foi um dos principais nomes da década. A jovem estilista revolucionou a moda nos anos 60, ao lançar, em sua cidade-natal, sua primeira loja, a Baazar. Inspirada na cultura pop, Mary criou de tudo um pouco: de sutiãs até belos vestidos prêt-à-porter.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;No entanto, a maior atribuição que a estilista carrega, é a de ter criado a minissaia. Ainda que o boato não seja confirmado, não se pode negar que Quant foi uma das maiores divulgadoras dessa nova maneira de fazer moda: sem distinção de classe e idade e com muita criatividade. Não é à toa que Mary Quant era queridinha de bandas como os Rolling Stones. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;object height="344" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/JYirgpHnS6I&amp;amp;hl=pt-br"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/JYirgpHnS6I&amp;amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" height="344" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;/div&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Yves Saint Laurent&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nascido na Argélia, o estilista foi descoberto por Christian Dior em 1954. No entanto, foi nos anos 60 que Yves Saint Laurent tornou-se sinônimo de moda e alta-costura, quando criou o smoking para mulheres, as botas de canos longos que iam até a coxa, as jaquetas de couro preto e o terninho com blusa transparente, em 1968, permitindo que as mulheres pudessem unir elegância ao conforto.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na década da rebeldia, o estilista inspirava-se &lt;st1:personname productid="em Andy Warhol" st="on"&gt;em Andy Warhol&lt;/st1:personname&gt;, símbolo da pop-art, no entanto, ficou mais conhecido por seu estilo clássico e cores sóbrias, tendo como musa a atriz Chaterine Deneuve.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a name="0.1_graphic27"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExqEcpzS5I/AAAAAAAAALQ/pHzMF4RNOmI/s1600-h/moda3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExqEcpzS5I/AAAAAAAAALQ/pHzMF4RNOmI/s320/moda3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209655493604363154" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span lang="FR"  style="font-size:78%;"&gt;Croquis de Yves Saint Laurent&lt;/span&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Givenchy&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Francês, Hubert de Givenchy, já aos 17 anos, mostrava seu talento com seus desenhos de moda. Elegância sempre foi uma marca do estilista, reconhecido por seu requinte e por suas criações para o cinema. Logo no início da década de 60, o francês criou os modelos que Audrey Hepburn imortalizaria no filme Bonequinha de Luxo, como um vestido longo preto e uma piteira, que ainda hoje servem de inspiração para ensaios fotográficos.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Givenchy ainda revolucionou a forma que as mulheres se vestiam ao criar as peças separáveis e independetes, que podem combinar entre si. Até então, blusas e saias só podiam ser usadas como conjunto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a name="0.1_graphic28"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExqX6GiclI/AAAAAAAAALY/LPj8AU_LyFg/s1600-h/moda4.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExqX6GiclI/AAAAAAAAALY/LPj8AU_LyFg/s320/moda4.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209655827927036498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Audrey Hepburn no modelo exclusivo de Givenchy&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Audrey Hepburn&lt;/span&gt;  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Audrey Hepburn, logo no início da carreira, foi considerada alta e magra demais para se tornar uma estrela. Entretanto, seu rosto delicado e elegância fizeram com que a atriz conquistasse uma geração e se tornasse símbolo de requinte e glamour.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Segundo Givenchy, “Audrey era um ideal de elegância e uma inspiração para o trabalho”. Considerada a eterna “bonequinha de luxo”, pelo filme em que estrelou no início da década de 60, Hepburn foi uma das atrizes mais bem pagas de sua geração até o início dos anos 70.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/dX73kJkSp18&amp;hl=pt-br"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/dX73kJkSp18&amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="FR"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Paco Rabanne&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Na década de 60, Paco Rabanne apresentou-se como um estilista pioneiro. Moderno, ele misturava materiais como plástico e metal em suas roupas, misturando arte com moda. Futurismo era palavra de ordem para o “metalúrguico”, apelido dado por Coco Chanel.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Seu primeiro vestido de plástico foi lançado em &lt;st1:metricconverter productid="1965. A" st="on"&gt;1965. A&lt;/st1:metricconverter&gt; partir daí, o estilista passou a costurar com alicates e fita adesiva ao invés da agulha, e metal e papel no lugar do tecido, se tornando referência para muitos. Paco Rabanne investia em inovações e criatividade em suas peças, não importando o desconforto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;a name="0.1_graphic29"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExqo0oKMcI/AAAAAAAAALg/IKSHFnoGGAA/s1600-h/moda5.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExqo0oKMcI/AAAAAAAAALg/IKSHFnoGGAA/s320/moda5.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209656118515216834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Coleção de inverno de 1968 de Paco Rabanne &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Twiggy&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A modelo Twiggy, que mais tarde se tornaria atriz e cantora, se tornou ícone dos anos 60. Magra, de baixa estatura, cabelos loiros e curtos e grandes olhos maquiados com rímel e delineador preto, a primeira top model do mundo emprestou o nome para bonecas, jogos, canetas, entre outros produtos. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Todas as garotas descoladas da época queriam ser Twiggy, que fez sucesso por se contrapor ao padrão de beleza voluptoso dos anos 50.  &lt;span style="" lang="EN-US"&gt;Em &lt;st1:metricconverter productid="1969, a" st="on"&gt;1969, a&lt;/st1:metricconverter&gt; modelos lançou a sua primeira autobiografia: Twiggy by Twiggy (How I Probally Just Came Along on a White Rabbit at the Right Time, and Met the Smile on the Face of the Tiger. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;object width="425" height="344"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/CrJjxlP0iYM&amp;hl=pt-br"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/CrJjxlP0iYM&amp;hl=pt-br" type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="344"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt; &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="" lang="DE"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Anne Klein&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Americana, a estilista fundou sua primeira loja, a Anne Klein and Co. em 1968. Anne desenvolvia a moda jovem, e ficou conhecida por seu estilo Sportwear, combinando blazer com vestidos e casaquinho, tops e blusão de aviador, capus e vestidos colantes de jérsei. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Foi a partir da elegância e praticidade da moda da estilista que a Anne Klein and Co. fez sucesso e abriu caminhos para novos talentos na época, apadrinhando estilistas como a contemporânea Donna Karan. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="0.1_graphic2A"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExrAG-aD8I/AAAAAAAAALo/WP2-kiH_41I/s1600-h/moda6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExrAG-aD8I/AAAAAAAAALo/WP2-kiH_41I/s320/moda6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209656518577360834" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Anne Klein em seu ateliê &lt;st1:personname productid="em Nova Iorque" st="on"&gt;em Nova Iorque&lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4379353282235586783?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4379353282235586783/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4379353282235586783&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4379353282235586783'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4379353282235586783'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/grandes-nomes-da-moda-na-dcada-de-1960.html' title='Grandes nomes da moda na década de 1960'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExpP6eDjAI/AAAAAAAAALA/XL4duN6Db1A/s72-c/moda1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-9144242309930528064</id><published>2008-06-08T16:00:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:22.894-08:00</updated><title type='text'>A Geléia Geral da linguagem tropicalista</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Adriano Araújo, Aruan Lotar e Juliana Machado (Editoria de Música)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;Criticado por uns, reverenciado e exaltado por outros, assim é o Tropicalismo. Foi um movimento de pouquíssima duração, mas ainda hoje rende frutos no leque de representações que é nossa cultura. Este movimento que buscou a brasilidade teve início em 1967, com a apresentação das músicas &lt;i&gt;Alegria Alegria, &lt;/i&gt;de Caetano Veloso, acompanhada dos Beat Boys e de &lt;i&gt;Domingo no Parque, &lt;/i&gt;de Gilberto Gil, acompanhada de Os Mutantes, no III Festival  de MPB da Record ,em plena ditadura militar, tempos em que qualquer tipo de manifestação cultural, política, estudantil e jornalística era severamente repreendida. Os meios de comunicação (rádio, televisão e imprensa) foram importantes para disseminação das idéias do movimento e este soube investir muito bem nesse espaço, porém não foram determinantes no que se refere às suas criações e seus desdobramentos. Outro tiro certeiro dos tropicalistas foi a escolha da música como principal código de aproximação de suas idéias com a sociedade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: center;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="0.1_graphic06"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExnN-7vkVI/AAAAAAAAAK4/hTcREAMgNI8/s1600-h/adriano1.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExnN-7vkVI/AAAAAAAAAK4/hTcREAMgNI8/s320/adriano1.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209652358890361170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Caetano e Os Beat Boys cantando &lt;i&gt;Alegria Alegria&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt; – &lt;/i&gt;Festival da MPB, 1967&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: center;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a name="0.1_graphic07"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExnGfEo10I/AAAAAAAAAKw/FRQQGLH46lc/s1600-h/adriano2.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExnGfEo10I/AAAAAAAAAKw/FRQQGLH46lc/s320/adriano2.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209652230078650178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Gilberto Gil e Os Mutantes cantando &lt;i&gt;Domingo no Parque – &lt;/i&gt;F&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;estival da MPB, 1967.&lt;/span&gt; &lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É possível comparar o tropicalismo ao modernismo se&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; entendermos idéias, irreverência e a vereda tropicalista, citando aqui Oswald e Mario de Andrade, matrizes inspiradoras do tropicalismo. Apesar do modernismo ter sido um movimento vanguardista no que diz respeito a desvincular-se da linguagem imposta pelas “forças culturais dominantes”, não teve bastante êxito no contato direto com a massa, em razão do brasileiro não ter o hábito de ler livros e desconhecer a linguagem imposta pelas pinturas. O t&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ropicalismo subverteu a ordem nacional aproveitando-se do espaço dado pelos festivais, – mesmo quando perdiam, como no caso da eliminação da música &lt;i&gt;Proibido Proibir, &lt;/i&gt;de Caetano Veloso, quando este, sobre vaias, fez um discurso memorável – além das representações tropicalistas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; em outras esferas, como no teatro, no cinema e nas artes plásticas.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExm7iVTvtI/AAAAAAAAAKo/V9o1VK3fPxI/s1600-h/adriano3.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExm7iVTvtI/AAAAAAAAAKo/V9o1VK3fPxI/s320/adriano3.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209652041975316178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Caetano e Os Mutantes cantando &lt;i&gt;Proibido Proibir – &lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Festival Internacional da Canção, 1967&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Tropicalismo soube aproveitar muito bem a relação existente entre o brasileiro e a música, com seus diferenciados ritmos. É inegável que foi na música que o tropicalismo melhor expressou o Brasil, com suas diversidades culturais. A mistura de ritmos, marcante na música tropicalista, conseguiu juntar os &lt;i&gt;brasis &lt;/i&gt;existentes, revisitando o nosso passado, sabendo aproveitar tudo de bom e ruim existente nele, sempre com bom humor e irr&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;everência, mesmo quando falava sério. O tradicionalismo vigente fazia com que ficássemos presos a determinados padrões. Nesta época o cenário musical brasileiro era dominado pela estética d&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;a bossa nova. Com o tropicalismo, essa amarra foi arrebentada e finalmente conhecemos culturas de diversos estados brasileiros, assim como ritmos estrangeiros, como o &lt;i&gt;rock&lt;/i&gt;, nessa mistura proposta pela estética tropicalista. Nada era proibido, pelo contrário, a singularidade cultural de diversas regiões do país foi incluída nesta &lt;i&gt;geléia geral &lt;/i&gt;que foi o movimento. Porém isso não foi bem aceito pela classe média universitária, que vaiou e muito os tropicalistas Caetano Veloso e Gilberto Gil em suas primeiras apresentações.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="0.1_graphic09"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExmxbFzqvI/AAAAAAAAAKg/rXr7IlFmduE/s1600-h/adriano4.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExmxbFzqvI/AAAAAAAAAKg/rXr7IlFmduE/s320/adriano4.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209651868232559346" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Disco Tropicália, lançado em 1967&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Voltando às comparações do tropicalismo com o modern&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ismo, não podemos deixar de falar da composição &lt;i&gt;Tropicália, &lt;/i&gt;de Caetano Veloso, que abriu oficialmente o movimento tropicalista. A canção manifesto de Caetano foi gravada no seu disco lançado em 1968, ano em que faziam exatos 40 anos do &lt;i&gt;Manifesto Antropófago, &lt;/i&gt;de Oswald de Andrade. Neste mesmo ano,  Gilberto Gil, em parceria com Torquato Neto, compôs &lt;i&gt;Geléia Geral, &lt;/i&gt;que fez parte de seu disco, música na qual possuem trechos do manifesto justapondo com outros versos, numa precisa afinidade intertextual. É explicito uma necessidade de busca às nossas origens, para poder olhá-la, vê-la e entendê-la. Oswald também foi lembrado no teatro, com a montagem por José Celso Martinez Corrêa de &lt;i&gt;O rei da Vela. &lt;/i&gt;No cinema, Glauber Rocha não ignorou o processo criativo de Mário Peixoto no filme &lt;i&gt;Limite, &lt;/i&gt;de 1934&lt;i&gt;.&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:red;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Aliás, este teórico do cinema novo seria, com seu filme &lt;i&gt;Terra em Transe,&lt;/i&gt; uma&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; referência fundamental para o movimento tropicalista, chegando a servir de inspiração para Caetano na composição &lt;i&gt;Tropicália&lt;/i&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:red;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;É de grande importância ressaltar também a influência da poesia concreta dos irmãos Campos e Décio Pignatari, que tinham pretensões semelhantes àquelas presentes no projeto tropicalista.&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-size:100%;color:red;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A poesia e o cinema, entre outras manifestações modernistas, estavam à disposição da linguagem estética e crítica do tropicalismo, numa espécie de releitura do passado, para entender aquela época e projetar um futuro.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="0.1_graphic0A"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExmnnN1BEI/AAAAAAAAAKY/rXS1iz5-VXs/s1600-h/adriano5.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExmnnN1BEI/AAAAAAAAAKY/rXS1iz5-VXs/s320/adriano5.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209651699688735810" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style=""&gt;Terra em Transe&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;, de Glauber Rocha. Lançado &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;em 1967, influenciou os tropicalistas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Apesar da ditadura, do AI-5, das diversas músicas censuradas e até mesmo o curto tempo de vida do movimento, nada impediu que o tropicalismo buscasse, incessantemente uma música que abordasse nosso país como um todo. Apesar de todos os obstáculos, deixou suas heranças, na conjunção &lt;i&gt;cultura e contra-cultura&lt;/i&gt;, buscando apenas o que havia de bom conteúdo e criativo. Deixou claro que havia qualidade e competência nas manifestações culturais do povo brasileiro e estas poderiam ser incorporadas com o que havia de inovador no cenário mundial. Outras gerações vieram e elas beberam e muito da água desta fonte riquíssima que foi o tropicalismo, seja no teatro, no cinema, na música, na literatura ou nas artes plásticas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-9144242309930528064?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/9144242309930528064/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=9144242309930528064&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/9144242309930528064'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/9144242309930528064'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/gelia-geral-da-linguagem-tropicalista.html' title='A Geléia Geral da linguagem tropicalista'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExnN-7vkVI/AAAAAAAAAK4/hTcREAMgNI8/s72-c/adriano1.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-1489884701792226651</id><published>2008-06-08T15:57:00.000-07:00</published><updated>2008-06-08T15:58:39.993-07:00</updated><title type='text'>1968 a 2008, quarenta segundos</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Por Marcelo Cosentino (Editoria de Política e Esportes)&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;De repente se passam 40 anos, e se repetem os mesmo erros. Mil novecentos e sessenta e oito foi um ano marcante pela repressão policial, apoiada pelo governo; foi o ano do AI-5, um dos períodos mais violentos e repressivos da história do Brasil, senão o mais, onde a população e a mídia calaram-se diante do governo e a liberdade virou artigo de luxo. O ano é 2008, e apesar de termos liberdade governamental, conquistada com suor e sangue, a sociedade torna-se cada vez mais refém de outros meios. Neste ano somos reféns do tráfico, que fecha o comércio e declara toque de recolher; reféns da insegurança, não podemos circular aonde queremos e na hora que desejamos por motivos óbvios; reféns da polícia, a qual instaura milícias, que são tão ou mais perigosas e indesejadas que o tráfico estabelecendo toque de recolher, taxas para moradores, cobranças extras de luz, Internet e outros e ainda, num gesto parecido com o de quarenta anos antes, seqüestra e tortura jornalistas; estes que são livres pra escrever sobre o que querem, mas nem sempre escrevem. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O ano é 1968, e a polícia repreende estudantes, manifestantes, artistas, políticos etc. O estudante Edson Luis é assassinado pela polícia. Ano de 2008, em Pernambuco a polícia repreende um atleta e o presidente de um clube em um jogo de futebol, usa de força excessiva e abusa do poder em si atribuído. Ambos são presos e apresentados em no site oficial do Estado de Pernambuco em uma nota de esclarecimento como criminosos. No Rio milhares de jovens, principalmente de classes menos favorecidas, são humilhados, revistados e roubados; blitz para arrecadar dinheiro; estudantes e trabalhadores inocentes são baleados, mortos e até assassinados em favelas cariocas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O ano é 1968, e os EUA, país mais poderoso do mundo entra está em guerra com o pequeno Vietnã, os motivos não convencem ao mundo e sequer aos americanos, milhares de soldados morrem. O ano, 2008, e a maior potência do mundo, os EUA, estão em guerra contra o terror, mais propriamente dita contra o pequeno Iraque. Os motivos a princípio são armas de destruição em massa e uma tirania sob comando de Saddan Hussein. Mais uma vez os americanos não convencem ao mundo; milhares de soldados são mortos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O ano é 1968, dia 15 de janeiro. A Itália nesta data sofre um grande terremoto que mata 231 pessoas na Sicília. O ano é dois mil e oito, terremoto na província de Chengdu, na China, mata milhares, 15 milhões desabrigados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Ano de &lt;st1:metricconverter productid="1968, a" st="on"&gt;1968,  a&lt;/st1:metricconverter&gt; Igreja Católica publica a encíclica Humanae Vitae, condenando o uso de anticoncepcionais. Ano de &lt;st1:metricconverter productid="2008, a" st="on"&gt;2008, a&lt;/st1:metricconverter&gt; Igreja Católica se diz contrária ainda à utilização de anticoncepcionais e se diz contra também a utilização de células-tronco na ciência, o que prejudicaria pessoas com paralisia e outras doenças sem cura. Ano 1968, está liberada a utilização de anticoncepcionais. Ano 2008, está liberada, pela justiça, a utilização de células-tronco pela ciência a fim de estudos e busca a novas curas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Será que se passaram 40 segundos? Será que não aprendemos com os erros? Será que gostamos de repeti-los? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Que 2048 chegue com o avanço de 40 séculos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-1489884701792226651?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/1489884701792226651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=1489884701792226651&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/1489884701792226651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/1489884701792226651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/1968-2008-quarenta-segundos.html' title='1968 a 2008, quarenta segundos'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-6567013132587158159</id><published>2008-06-08T15:48:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:23.394-08:00</updated><title type='text'>Os Jogos Olímpicos de 1968</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tamara Feijó (Editoria de Esportes)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;Mil novecentos e sessenta e oito, ano de muitas transformações em todo o mundo, também foi ano de Olimpíadas. Desta vez, os jogos seriam realizados na Cidade do México, a 2.300 metros acima do nível do mar. A primeira locação do evento na América Latina foi marcada por polêmicas desde a sua escolha, visto que muitas pessoas reclamaram dos efeitos que o ar mais rarefeito poderia causar no desempenho dos atletas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Algumas provas de resistência e de longas distâncias realm&lt;/span&gt;&lt;span&gt;ente foram prejudicadas. No entanto, as mais curtas e as que necessitavam de um esforço mais imediato, como as corridas de menos de 800m, halterofilismo e lançamento de dardo, acabaram obtendo uma grande quantidade de recordes mundiais e olímpicos. Um exemplo inesq&lt;/span&gt;&lt;span&gt;uecível do efeito da altitude se deu no salto em distância, onde o norte-americano Bob Beamon levou o ouro após conseguir saltar 8,90m, mais de meio metro acima do recorde então vigente. A marca é tão espetacular que se mantém como recorde olímpico até hoje.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExjXwKpogI/AAAAAAAAAKQ/gD7Q0uRRzxI/s1600-h/imagem+trab+pc+3.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExjXwKpogI/AAAAAAAAAKQ/gD7Q0uRRzxI/s320/imagem+trab+pc+3.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209648128678535682" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Os jogos do México ficaram conhecidos como os primeiros a contarem com o controle ao uso de doping. Além disso, foram introduzidos testes de compro&lt;/span&gt;&lt;span&gt;vação de sexo para as provas femininas. Esses testes foram muito cobrados, na época, pelo&lt;/span&gt;&lt;span&gt;s países que compunham o bloco capitalista, já que havia uma séria suspeita em relação a aparência física das socialistas. Nenhuma mulher foi pega nos exames, no entanto, importantes atletas deixaram de se inscrever nas competições.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Também foi no México que, pela primeira vez, uma mulher carregou a tocha olímpica. A mexicana Norma Enriqueta Basílio, especialista nos 400 metros rasos, entrou para a história ao acender a pira diante de um estádio lotado. O percurso da tocha seguiu a rota de Cristóvão Colombo, saindo da Espanha, pelo Atlântico, até a costa mexicana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExjJR8TKkI/AAAAAAAAAKI/qP_H3h5grNk/s1600-h/imagem+trab+pc+2.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExjJR8TKkI/AAAAAAAAAKI/qP_H3h5grNk/s320/imagem+trab+pc+2.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209647880047110722" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Pela primeira vez na história passava de 100 o núm&lt;/span&gt;&lt;span&gt;ero de nações participantes dos Jogos Olímpicos. Foram 112 países, num total de 5.516 atletas, sendo 781 do sexo feminino. Apesar dos bons números, o México ficou marcado como a pior participação de um país sede em jogos olímpicos, ocupando, apenas, o 15º lugar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;O Brasil contou com uma delegação de 84 atletas - apenas 3 mulheres - e disputou 12 modalidades. O país acabou ficando na 35ª colocação, com uma medalha de prata e duas de bronze.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;México x Chi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;na&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Muitas coisas diferenciam o ano de 1968 e o de 2008. Quarenta anos se passaram e os dias atuais nem de longe lembram o horror vivido naquela época por quase todo o mundo. No Brasil, enfrentávamos a Ditadura Militar, assim como nossos vizinhos sul-americanos. O resto do mundo foi marcado pela Guerra do Vietnã, pelo assassinato de Martin Luther King, pela invasão soviética da Tchecoslováquia, por revoltas estudantis e diversos outros atos.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;No entanto, um evento aproxima as duas datas: os &lt;/span&gt;&lt;span&gt;Jogos Olímpicos. Os jogos de 68, realizados no México, não poderiam deixar de refletir essa atmosfera pesada que cercava o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Pela primeira vez atletas da Alemanha Oriental puderam disputar as Olimpíadas defendendo a sua própria equipe. No entanto, o bloco socialista acabou sendo alvo de inúmeras contestações de medalhas, sempre com a alegação do uso de doping.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Os jogos também foram marcados pelo preconceito racial, tendo como principal exemplo a delegação norte-americana, que foi dividida em duas: brancos e negros. O ex-atleta e sociólogo, Harry Edwards, chegou a ameaçar um boicote ao evento, o que acabou não acontecendo. No entanto, Tommie Smith e John Carlos, que conquistaram respectivamente as medalhas de ouro e bronze, nos 200 metros rasos, subiram ao pódio com luvas pretas e levantaram o punho esquerdo fazendo a saudação ao movimento negro, conhecido como panteras negras. Para completar, abaixaram a cabeça no momento do hino nacional dos Estados Unidos. Este ato foi transmitido ao vivo para todo o mundo. Ambos acabaram sendo expulsos das Olimpíadas e tiveram suas medalhas tomadas. Outros atletas negros chegaram a aderir ao movimento, mas de forma mais discreta&lt;/span&gt;&lt;span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExi5HMXtBI/AAAAAAAAAKA/aSHOLg4SHvY/s1600-h/imagem+trab+pc.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExi5HMXtBI/AAAAAAAAAKA/aSHOLg4SHvY/s320/imagem+trab+pc.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209647602283820050" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;Neste ano, 2008, as Olimpíadas serão realizadas na China. A escolha gerou protestos em todo o mundo devido ao péssimo histórico chinês em relação aos Direitos Humanos. O trajeto da tocha foi marcado por protestos em quase todo o mundo devido à dominação chinesa no Tibet. Em Paris, a chama olímpica chegou a ser apagada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExioLO91hI/AAAAAAAAAJ4/AI4xO4hV_j8/s1600-h/imagem+trab+pc+6.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExioLO91hI/AAAAAAAAAJ4/AI4xO4hV_j8/s320/imagem+trab+pc+6.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209647311310673426" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span&gt;O COI, Comitê Olímpico Internacional, emitiu uma nota proibindo qualquer manifestação dos competidores durante os Jogos. O comitê se baseia na regra 51.3 do capítulo que versa sobre as Olimpíadas, onde é dito que "nenhum tipo de demonstração de propaganda política, religiosa ou racial é permitida em qualquer local, sede ou outras áreas ligadas às Olimpíadas". O COI diz que a decisão não se trata de uma censura, reforçando que os jogos são “um grande festival esportivo e não um espaço para diferentes tipos de manifestações políticas sobre conflitos armados, diferenças regionais, disputas religiosas e muitos outros".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;O jornalista esportivo Diego do Carmo, do canal pago SporTv, fala sobre a proibição do COI:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;“O comitê sabia, desde o principio, que a sociedade em geral criaria problemas em relação à China. Nada é feito em vão ou sem um motivo, e esses motivos nem sempre ficam claros. Mas nesse caso, é quase óbvia a verdadeira razão para a escolha do país como sede dos jogos olímpicos. A China é o país mais populoso do mundo, e essa população é vista como um imenso mercado de consumo, que só tende a crescer cada dia mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Eu estive na China há um ano atrás e pude me interar bastante sobre este país que, na verdade, é tão desconhecido. Eles crescem tanto todos os anos que existe um programa de desaceleração do crescimento. Normalmente, eles atingem mais de 10% ao ano, e agora estão tentando chegar apenas aos 8%. Isso porque mais da metade da população vive no campo. Os jovens de lá só pensam em comprar. Na realidade, a China é um dos países mais consumistas que eu já vi. Só que as coisas são baratas, né? Também quase tudo é feito lá.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Então, a gente pára para pensar e entende os reais interesses. Mesmo que o COI não seja diretamente ligado aos mercados financeiros, recebe ajuda dos EUA aqui, de países europeus ali... Ter um bom relacionamento com a China é fundamental. Ainda mais que eles vêem as Olimpíadas como a principal forma de mostrar ao mundo que eles não são mais aquele país antigo, que vive de suas tradições, e sim o país do futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span&gt;Portanto, é mais do que normal que o COI não aceite nenhum tipo de manifestação. O encurtamento do trajeto da tocha olímpica é mais uma prova disso. O mundo já pôde ver, em 1968, o constrangimento que protestos feitos por atletas durante provas ou no pódio podem causar. Na realidade, o Comitê Olímpico Internacional tem medo que se repita em 2008 o que aconteceu em 1968.”&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-6567013132587158159?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/6567013132587158159/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=6567013132587158159&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6567013132587158159'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6567013132587158159'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/os-jogos-olmpicos-de-1968.html' title='Os Jogos Olímpicos de 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SExjXwKpogI/AAAAAAAAAKQ/gD7Q0uRRzxI/s72-c/imagem+trab+pc+3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-8454600525803070708</id><published>2008-06-07T18:45:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T18:49:28.846-07:00</updated><title type='text'>1968: A Turbulência chega ao Festival de Cannes</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;Por Ana Cecília Abreu (Editoria de Cinema)&lt;/p&gt;&lt;object width="425" height="355"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/zgWVrZbXmJE&amp;hl=en"&gt;&lt;/param&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;/param&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/zgWVrZbXmJE&amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" width="425" height="355"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O ano de 1968 tornou-se um divisor de águas na história recente, por ter sido marcado por movimentos estudantis e políticos em diversos pontos do globo, em nome da mudança de costumes, das liberdades individuais, da liberdade de expressão.  Os historiadores, hoje, quando se voltam para aquele momento da história, vêem-no como um ano mítico, pois a partir das turbulências de 1968, sucederam-se várias transformações éticas, políticas, comportamentais e sexuais.   &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Nesta época, tiveram início os movimentos ecológicos, as lutas feministas e a voz os defensores dos direitos humanos e das minorias ganharam nova força. Surgiram também as primeiras ONGs. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Os estudantes que, armados de paus, pedras, irreverência e pichações iniciaram as  manifestações em maio de 1968, em Paris.  A França fervia.  O movimento, que tinha começado com os jovens, ganhava cada vez mais adeptos de todas as idades e de diferentes classes sociais. Todos tinham como meta “a imaginação chegando ao poder”.  E, nesse ideal, o cinema teve papel de destaque, bem como as artes em geral, genuínas representantes do saber humano.  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O engajamento político no mundo do cinema já era de se esperar, especialmente pelos cineastas da “Nouvelle Vague”, movimento artístico marcado pela transgressão moral e estética, dos quais Godard, Truffaut, Chabrol foram alguns dos nomes mais marcantes.  No filme “&lt;st1:personname productid="La Chinoise" st="on"&gt;La Chinoise&lt;/st1:PersonName&gt;”, de 1967, por exemplo, Jean-Luc Goddard já destacava os valores de justiça social que viriam a movimentar os estudantes no ano seguinte, ao focar a temática na exaltação do operariado. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Logo após o início do movimento em Paris, em meio àquela agitação, bem no centro do furacão, começava no dia 10 de maio a 21ª edição do prestigiado Festival de Cinema de Cannes.  O evento teve que ser interrompido antes do final, num acontecimento inédito, devido a manifestações e agitações, com as novas idéias trazidas principalmente pelos cineastas Jean-Luc Goddard, Claude Lelouch e François Truffaut.   &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Estes não demoraram a conseguir adeptos entre componentes do júri (os diretores Roman Polanski e Louis Malle e a atriz Mônica Vitti) e também entre alguns concorrentes, que retiraram seus filmes da disputa, como Milos Forman e Carlos Saura. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;As manifestações cresceram e fizeram do Palácio dos Festivais, sede do evento,  um palanque para discursos políticos e encontro dos militantes.  Diante da força das agitações, a direção do festival o encerrou em 19 de maio.  Foi um ano sem a Palma de Ouro.   &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Passados 40 anos, Cannes 2008, presidida por Sean Penn, vai colocar diante dos olhos privilegiados de seus convidados, os filmes que, em 1968, não foram vistos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-8454600525803070708?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/8454600525803070708/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=8454600525803070708&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8454600525803070708'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8454600525803070708'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/1968-turbulncia-chega-ao-festival-de.html' title='1968: A Turbulência chega ao Festival de Cannes'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4824252918608989413</id><published>2008-06-07T18:37:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:23.552-08:00</updated><title type='text'>A Imprensa de 1968</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Por Fernanda Guimarães&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: georgia; font-style: italic;font-family:Times New Roman;font-size:100%;"  &gt; (Editoria Resto do Mundo)&lt;/span&gt;&lt;p style="font-family: georgia;"&gt; &lt;/p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEs4w7b66SI/AAAAAAAAAJw/A2liGjr4ic8/s1600-h/1AFACHA.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEs4w7b66SI/AAAAAAAAAJw/A2liGjr4ic8/s320/1AFACHA.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5209319807223785762" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Fala-se muito em 1968, nos acontecimentos políticos, culturais e nas mudanças tão significativas que o mundo sofreu, mas e a imprensa da época?  O que ela falava e como se mantinha diante disso tudo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;" class="MsoNormal"&gt;Peguei alguns exemplares de uma das principais revistas da época, a “Realidade”, que atualmente é a “Veja”, para mostrar as diferenças entre notícias, comportamento e visão daquele ano e de hoje. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Revista Realidade: Entrevista com Luis Carlos Prestes – 1ª Parte &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Uma reportagem de Paulo Patarra sobre Luis Carlos Prestes é a principal matéria da revista Realidade de dezembro de 1968. Ele descreve como chegou até Luis Carlos prestes, que foi ao encontro de um homem que o levaria até o local da entrevista, o homem vestia chapéu e cachecol e mal era possível ver seu rosto. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Paulo Patarra descreve o clima pesado do encontro, onde foi pedido para que ele fechasse os olhos e foi jogada uma luz  de uma lanterna em seu rosto, a luz era forte e esteve acesa todo o tempo em que foi posto dentro de um carro e conduzido, sempre de olhos fechados, até dentro de um prédio, onde o levaram até uma sala onde foi autorizado a abrir os olhos. Estava numa sala com um homem que alguém o avisou ser Luis Carlos Prestes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;A matéria o descreve como um homem “sem rosto” porque havia feito plásticas e mudado de fisionomia ao longo dos quarto anos (1964-1968), e o autor da matéria não tinha certeza se era realmente Prestes, que o tornou ansioso. Após algumas perguntas, o entrevistado lhe pediu calma e sugeriu que eles descansassem por um tempo antes de começarem a entrevista. Depois de algumas palavras, Patarra teve certeza se tratar de Prestes pela sua voz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;A entrevista, que foi cercada de cuidados e desconfianças, começou com perguntas sobre o Partido Comunista Brasileiro, o PCB, e Luis Carlos Prestes se recusava a responder perguntas que pudessem ser respondidas através de provas ou documentos já existentes, mas disse que estava concedendo a entrevista para que fosse mostrado o verdadeiro ponto de vista dos comunistas brasileiros, sem suposições.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;O Que Queriam os Comunistas Brasileiros?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Um livrinho de oitenta páginas datado de dezembro de 1967 lhe foi entregue com mais alguns documentos sobre o último congresso do PCB da época. Ele resumia o que propunham os comunistas brasileiros: uma Revolução Política, aprovada no sexto congresso do PCB. A primeira parte tratava da situação e comemorava o qüinquagésimo aniversário da Revolução Russa, enfatizava que grandes movimentos operários travariam batalhas, não citava em quais países, mas ficava subtendido quando apareciam comentários sobre o aumento das tendências à unidade das forças democráticas contra a ditadura franquista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;A posição dos comunistas era dita progressista, enfatizava a importância da posição da igreja católica, que eram contra o capitalismo e favorável à aspiração dos povos ao socialismo. Se admitiam contra os Estados Unidos, reclamavam do seu crescimento econômico e militar e de suas tentativas de oprimir as “Forças Revolucionárias”. Falavam das provocações norte-americanas contra Cuba, denunciavam golpes militares na Alemanha Federal. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Tratava da situação econômica e social do Brasil, citando o avanço das produções industriais a partir de 1948, o crescimento do PIB e o aumento no número de habitantes em 60%. Falava da baixa nos salários da classe operária, envolvia a burguesia colocando-a como interessada na ampliação do mercado consumidor, o ligando diretamente ao movimento nacionalista que favorecia o governo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Criticava o imperialismo sempre em linguagem dogmática, pregava a necessidade de uma mudança no regime político e tentava provar que o Brasil vivia num sistema ditatorial, com apoio dos norte-americanos. Pregando a necessidade de uma libertação econômica e política do Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Na situação da época, o objetivo era mobilizar, unir e organizar a classe operária e demais forças patrióticas e democráticas para a luta contra o regime ditatorial pela sua derrota e conquista das liberdades democráticas. Propunha um programa para ser discutido com ênfase na revogação da constituição de 1967, com restabelecimento dos direitos revogados ou violados, libertação dos presos políticos e anistia geral. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Ainda convocava uma assembléia a fim de elaborar uma “constituição democrática”, eleições diretas e livres, além do funcionamento de todos os partidos políticos, inclusive o PCB. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Até ai, a revista parecia estar sendo favorável ao regime capitalista sugerido por Prestes, se esse quadro em que o livro é comentado não fosse concluído com uma comparação entre as propostas da constituição democrática que eles pretendiam fazer, com o ataque dos soviéticos à Tchecoslováquia, que culminou depois do fechamento de todos os partidos de oposição no país, que se sucedeu depois da publicação do livro que defendia o socialismo e o manual das resoluções do IV Congresso Comunista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;No próximo texto, a segunda parte e o fechamento da entrevista com Prestes e o desfecho do lado comunista na visão da “Veja” de antigamente.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4824252918608989413?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4824252918608989413/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4824252918608989413&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4824252918608989413'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4824252918608989413'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/imprensa-de-1968.html' title='A Imprensa de 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEs4w7b66SI/AAAAAAAAAJw/A2liGjr4ic8/s72-c/1AFACHA.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-22241010792741885</id><published>2008-06-07T13:40:00.000-07:00</published><updated>2008-06-07T17:10:44.610-07:00</updated><title type='text'>Entrevista com Jairzinho</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Marcelo Penido (Editoria de Esportes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;object width="320" height="266" class="BLOG_video_class" id="BLOG_video-122c40a654a55dbb" classid="clsid:D27CDB6E-AE6D-11cf-96B8-444553540000" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/get_player"&gt;&lt;param name="bgcolor" value="#FFFFFF"&gt;&lt;param name="allowfullscreen" value="true"&gt;&lt;param name="flashvars" value="flvurl=http://v10.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D122c40a654a55dbb%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331512599%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D48318D8E2D2A1D783CCA08437605FB4CF54E3AE3.FF01FF801060B8AD8D35DB082B9241A0CB318C6%26key%3Dck1&amp;amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D122c40a654a55dbb%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DPzbeT_o8AXk0PNwWQq625XmeaOA&amp;amp;autoplay=0&amp;amp;ps=blogger"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/get_player" type="application/x-shockwave-flash"width="320" height="266" bgcolor="#FFFFFF"flashvars="flvurl=http://v10.nonxt2.googlevideo.com/videoplayback?id%3D122c40a654a55dbb%26itag%3D5%26app%3Dblogger%26ip%3D0.0.0.0%26ipbits%3D0%26expire%3D1331512599%26sparams%3Did,itag,ip,ipbits,expire%26signature%3D48318D8E2D2A1D783CCA08437605FB4CF54E3AE3.FF01FF801060B8AD8D35DB082B9241A0CB318C6%26key%3Dck1&amp;iurl=http://video.google.com/ThumbnailServer2?app%3Dblogger%26contentid%3D122c40a654a55dbb%26offsetms%3D5000%26itag%3Dw160%26sigh%3DPzbeT_o8AXk0PNwWQq625XmeaOA&amp;autoplay=0&amp;ps=blogger"allowFullScreen="true" /&gt;&lt;/object&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O ano de 1968 foi um período de turbulências na área político-social. Com a promulgação do AI-5 e o enrijecimento das práticas de repressão e censura, boa parte da população estava descontente. Não era o caso dos botafoguenses. &lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A campanha do Glorioso foi irretocável com a conquista de cinco títulos: a Taça Guanabara, o Campeonato Estadual, o IV Torneio Hexagonal do México, o Torneio de Caracas e a Taça Brasil, campeonato nacional da época. Mal sabia o torcedor alvinegro que passaria os próximos 21 anos sem erguer uma taça sequer.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Ícone do vitorioso time de 68, Jair Ventura Filho, o Jairzinho, foi responsável direto nas vitórias do Botafogo, time pelo qual atuou 15 anos e marcou quase 200 gols. Quando chegou ao clube, em 1961, ainda atuava na categoria juvenil, mas já se destacava pelas velozes arrancadas e pelos gols marcados. Não foi à toa que o jogador foi convocado a disputar o Campeonato Pan-americano de 1963 pela Seleção Brasileira, conquistando seu primeiro título internacional.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;No mesmo ano foi promovido ao time principal e &lt;span style="color:black;"&gt;recebeu a difícil tarefa de substituir o craque Quarentinha&lt;/span&gt;, maior artilheiro da história do Botafogo, mas logo caiu nas graças da torcida que cada vez mais contava com seus gols. Três anos mais tarde, Jairzinho foi um dos artilheiros do alvinegro no bi-campeonato carioca, marcando nove gols na competição que foi conquistada ao derrotar a equipe do Vasco da Gama por 4x0.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Em entrevista exclusiva, Jairzinho falou sobre o desempenho do Botafogo no ano de 1968, política e carreira. Segue a transcrição da mesma.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Marcelo Penido: &lt;/b&gt;Bom dia Jair, antes de ser considerado o Furacão da Copa de 1970, no México, você já se destacava no time do Botafogo, principalmente em 1968, conquistando entre outros títulos o bi campeonato carioca e a Taça Brasil. O que você ressalta sobre esse ano de tantas glórias para os alvinegros?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Jairzinho: &lt;/b&gt;Bom dia. O ano de 68 foi muito especial na minha carreira, como você mesmo disse o Botafogo foi bi campeão carioca e campeão da Taça Brasil. Mas o que eu ressalto sobre esse ano é o desfecho da Taça Guanabara. Na última rodada do campeonato, nós empatamos com o Flamengo em 0x0, só que eles tinham um jogo a menos e enfrentariam o Bonsucesso. Nós estávamos praticamente fora da disputa do título, já que a equipe do Flamengo era muito superiora a do Bonsucesso. Fomos convidados a jogar um amistoso contra o Vila Nova, em Goiânia, no mesmo dia do jogo deles. Chegando no estádio do Vila Nova, me lembro bem, o Zagallo, que era o técnico e o Admildo Chirol, que era o preparador físico, levaram um rádio e disseram que ainda tinham esperanças de um resultado negativo do Flamengo. O nosso jogo começou antes do jogo deles, estávamos bastante tristes, sem aquela intensidade de quem está disputando um título e o primeiro tempo acabou 0x0. No vestiário ouvimos o gol do Bonsucesso, o Zagallo mal fez a preleção de avaliação do primeiro tempo e nós voltamos pro jogo com outro ânimo. O Vila Nova chegou a fazer um gol, mas quando tivemos a notícia do segundo gol do Bonsucesso, você imagina, recebemos uma injeção de busca do nosso objetivo, viramos a partida pra 3x1, voltamos para decidir a final com o Flamengo e conquistamos um resultado favorável, 4x1.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Marcelo Penido: &lt;/b&gt;Inclusive no dia nove de maio, em sua coluna no jornal O Globo, o jornalista Renato Maurício Prado afirmou que em 1968, o Flamengo sofreu uma das maiores vergonhas de sua história, pois já se considerava campeão da Taça Guanabara, com um jogo de antecedência e ao perder por 2x0 para o Bonsucesso, permitiu que o Botafogo empatasse o número de pontos e realizasse um jogo extra para definir o campeão da competição. O Flamengo já havia dado volta olímpica e acabou derrotado por 4x1. Fale um pouco sobre esse fato.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Jairzinho: &lt;/b&gt;É verdade, a famosa volta olímpica de ré (risos). Teve até um jogador do Flamengo, o Onça, que quando terminou o jogo com o Botafogo distribuiu todo o material dele, camisa, calção, chuteira, ficou só de sunga. No dia seguinte, quando nós vimos no jornal, as fotografias, ficamos chateados, até pelo comportamento inadequado do profissional, mas eles não esperavam ser derrotados pelo Bonsucesso e evidentemente esse fato tirou o equilíbrio emocional da equipe deles. Quando nós entramos em campo, para realizar o jogo extra, sentimos que a maioria dos jogadores do Flamengo estava cabisbaixa, sem ânimo e nós ganhamos o jogo com muita facilidade. Fizemos quatro, mas poderíamos ter feito até mais gols.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Marcelo Penido: &lt;/b&gt;Durante as eliminatórias para a Copa de 70, a seleção brasileira era comandada por (João) Saldanha. Segundo consta, poucos meses antes do início da competição, o técnico foi demitido do cargo por se recusar a cumprir exigência do então presidente General Emilio Médici, de convocar Dario, atacante do Atlético Mineiro. A partir de 1968, com a criação do AI-5, todos os setores da sociedade sofreram algum tipo de repressão ou sanção. No futebol, foi diferente ou a ditadura impunha regras aos jogadores e clubes?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Jairzinho: &lt;/b&gt;Bom, o que eu tenho de conhecimento em relação à saída do Saldanha foi que logo que começamos a preparação para a Copa, ele reuniu a imprensa, como é de praxe, para passar o planejamento da comissão. No transcurso da entrevista um jornalista fez uma pergunta sobre o estado da grama do Maracanã e me pareceu que ele não aceitou bem. Eu soube que quando terminou a entrevista, o Saldanha entrou em atrito verbal e fisicamente com esse jornalista e daí em diante a imprensa começou a buscar nos bastidores as partes negativas dele. Alguns diziam que ele era comunista, outros que ele era um beberrão e etc. Eu lembro até um dia que entrevistaram o &lt;span style="color:black;"&gt;Yustrich,&lt;/span&gt; treinador do Flamengo na época, e ele chamou o Saldanha de tudo que podia chamar de ruim. No mesmo dia o Saldanha foi na concentração do Flamengo tirar diferenças com o &lt;span style="color:black;"&gt;Yustrich,&lt;/span&gt; por sorte ele não estava lá. Pois bem, cada dia saía uma noticia negativa sobre o Saldanha, se era verdade ou não eu não posso confirmar. Até que surgiu essa noticia nos jornais: “Médici escala Dario”. Logo após a manchete vinha o depoimento do Médici dizendo que pra ele o titular da seleção brasileira era o Dario e tal, que ele gostava muito do futebol do dele e essa coisa toda. Foi quando a imprensa foi perguntar ao Saldanha o que ele achava do Médici indicar o Dario para a seleção. O Saldanha respondeu que ele como primeiro homem do país tinha todo o direito de escalar quem quisesse para a seleção, como o Saldanha também tinha toda a liberdade de escalar um ministro para compor o corpo administrativo do Brasil. E depois dessa declaração do Saldanha, nós recebemos o comunicado da CBD (Confederação Brasileira de Desportos) que ele não era mais o treinador da Seleção Brasileira.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Marcelo Penido: &lt;/b&gt;Foi substituído pelo Zagallo...&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Jairzinho: &lt;/b&gt;Isso.&lt;b style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Marcelo Penido: &lt;/b&gt;Certo, mas o dia-a-dia dos jogadores e dos clubes foi alterado de alguma maneira?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Jairzinho: &lt;/b&gt;Olha, eu não posso dizer nada contra a ditadura porque ela não interferiu na minha carreira e também lá dentro do clube, no Botafogo de Futebol e Regatas, aonde eu prestei serviço ao longo dos anos, eu não percebi nenhum tipo de interferência.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Marcelo Penido: &lt;/b&gt;Jair qual foi o momento mais marcante da carreira, o que você destaca?&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Jairzinho: &lt;/b&gt;O objetivo de um jogador de futebol, ou de qualquer outra modalidade esportiva, é adquirir o sucesso e conseguir os títulos máximos. No futebol o título máximo é ser tricampeão do mundo como eu fui&lt;b style=""&gt;. &lt;/b&gt;Para mim foi fantástico esse tricampeonato porque eu não só fui tricampeão do mundo como o Brito e eu, fomos eleitos os dois jogadores com melhor preparo físico da competição, eu recebi o titulo de Furacão da Copa pela minha grande performance e sou até hoje dentro da história de campeonato do mundo de seleções o único jogador a fazer gols em todos os jogos, é um acontecimento fantástico que até então ninguém havia alcançado. Muitos fizeram gols, fizeram até mais gols do que eu, mas não fizeram gols em todos os jogos, este é um feito inigualável e eu não tenho nem palavras para expressar. Então foi e é fantástico pra mim, me sinto mais do que gratificado e compensado por todos os meus sacrifícios, todas as operações que desenvolvi antes de chegar a 70 alcançando esse titulo inédito para a historia do Brasil e para a minha obra pessoal.&lt;b style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Marcelo Penido: &lt;/b&gt;Para nós terminarmos a entrevista, fale um pouco do trabalho que você vem desenvolvendo desde que parou de atuar como jogador.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;b style=""&gt;Jairzinho: &lt;/b&gt;Eu sou treinador profissional, fiz o curso na Escola de Educação Física do Exército, na Urca, no inicio dos anos 80. Em 84 treinei o time de juniores do Botafogo, fui pra Londrina, treinar sua equipe principal e de lá fui para a Arábia Saudita em 87, onde fiquei dois anos. Voltando para o Rio de Janeiro fui campeão invicto levando o São Cristóvão para a primeira divisão do Campeonato Carioca, revelando uma série de jogadores maravilhosos, depois fui pra Grécia, treinar o Kalamata, onde fiz um bom trabalho. Novamente retornei ao Rio, onde treinei o time do Bonsucesso. Fui em seguida para o Gabão, onde realizei durante três anos um trabalho a frente da seleção local. Sempre que eu ficava inativo, sem participação oficial como treinador, me preocupava em melhorar as partes social, esportiva e educacional do Rio e do Brasil. Fiz trabalhos gratuitos em campos, tirando os garotos da rua, da marginalidade, procurando colocar na mente deles que praticando esportes eles teriam uma vida mais agradável. Hoje eu desenvolvo um trabalho no campo do Asas Futebol Clube, no Gardênia Azul, em Jacarepaguá, de segunda a sexta feira, com a garotada da comunidade. Há garotos de 10 a 20 anos e eu procuro evidentemente dar a eles uma expectativa e a esperança de uma vida melhor.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-22241010792741885?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='enclosure' type='video/mp4' href='http://www.blogger.com/video-play.mp4?contentId=122c40a654a55dbb&amp;type=video%2Fmp4' length='0'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/22241010792741885/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=22241010792741885&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/22241010792741885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/22241010792741885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/entrevista-com-jairzinho.html' title='Entrevista com Jairzinho'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-2137403982213604977</id><published>2008-06-05T17:00:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:23.997-08:00</updated><title type='text'>No fundo do mato</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por Paula Dias (Editoria de Cinema)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEh_Si7-j2I/AAAAAAAAAJg/LAPP0qML7hM/s1600-h/Grande_Otelo_como_Macuna%25C3%25ADma_em_sua_primeira_fase.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208552925646720866" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEh_Si7-j2I/AAAAAAAAAJg/LAPP0qML7hM/s320/Grande_Otelo_como_Macuna%25C3%25ADma_em_sua_primeira_fase.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Grande Otelo como Macunaíma em sua primeira fase&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;"No fundo do mato-virgem nasceu Macunaíma, herói de nossa gente. Era preto retinto e filho do medo da noite".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Na verdade este herói nasceu em 1928, dos dedos do escritor Mário de Andrade, no fervor no Modernismo, período expressivo da cultura brasileira. Quarenta anos mais tarde ganhou vida em cores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Baseado no romance do vanguardista moderno, o cineasta Joaquim Pedro de Andrade criou o filme “Macunaíma”, a obra mais popular da terceira fase do Cinema Novo. Em meio a crises políticas e censura, o filme traz um herói que representa ao mesmo tempo o negro, o índio e o branco, sem nenhum caráter, preguiçoso, ganancioso e mulherengo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O filme tem início no momento do nascimento de Macunaíma, que a propósito já nasce com preguiça de viver, tanto que até os seis anos de idade só sabia dizer “Ai que preguiça”. De uma hora para a outra o personagem muda, magicamente, de aparência, abandona o antigo corpo negro e desajeitado, se tornando um homem bonito, com ar de galã.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208552043871538450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEh-fOEZDRI/AAAAAAAAAJY/E4c0vDYTvZI/s320/Macuna%25C3%25ADma_em_seu_primeiro_momento_de_vida.jpg" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:78%;"&gt;Macunaíma em seu primeiro momento de vida&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Grande Otelo interpreta o herói desde seu nascimento até sua mudança e depois é substituído por Paulo José. Outros atores importantes integraram o elenco, entre eles: Milton Gonçalves, Joana Fonn, Dina Sfat.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208553325756760610" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEh_p1dpQiI/AAAAAAAAAJo/MRHrvMMQvpk/s320/Segunda_fase_do_her%25C3%25B3i,_interpretado_por_Paulo_Jos%25C3%25A9.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Segunda fase do herói, interpretado por Paulo José&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Os aspectos da Tropicália aparecem muito claramente neste filme e em quase todos os que foram produzidos pelos cineastas do Cinema Novo a partir de 1968. Esta influência do tropicalismo aparece de forma irreverente, mesclando seus elementos para elaborar temas alegóricos, literários e históricos, que, num misto de verdade e fantasia, faziam críticas enrustidas.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Macunaíma pode ser considerado um grande anti-herói, mas a verdade é que ele traz em sua essência um pouco do padrão cultural brasileiro, sendo assim um bom retrato do Brasil de um certo tempo.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-2137403982213604977?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/2137403982213604977/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=2137403982213604977&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2137403982213604977'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2137403982213604977'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/no-fundo-do-mato.html' title='No fundo do mato'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEh_Si7-j2I/AAAAAAAAAJg/LAPP0qML7hM/s72-c/Grande_Otelo_como_Macuna%25C3%25ADma_em_sua_primeira_fase.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-1752401452911823466</id><published>2008-06-05T16:55:00.000-07:00</published><updated>2008-06-05T17:11:33.402-07:00</updated><title type='text'>A vocação literária do ano de 1968</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Flávia Vieira (Editoria de Literatura)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Uma leitura do quarto capítulo do livro 1968, O ano que não terminou, de Zuenir Ventura nos dá um bom panorama da relação de intimidade daqueles que protagonizaram a época com a literatura. Segundo o autor, a geração de 68 talvez tenha sido a última geração literária no Brasil e já na década de 80, do século passado, Zuenir afirma: “Lia-se como hoje se vê televisão”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O cenário apresentado pelo autor nos traz muitas curiosidades como: embora as listas de best sellers não surpreendentemente estivessem repletas de nomes como Marx, Mão, Guevara, Gramsci, Marcuse, entre outros pensadores, um em cada três livros publicados era sobre sexo. O que reafirma o caráter revolucionário da época. Só a pluralidade de buscas e idéias justificariam tamanha efervescência. Um olhar mais atento sobre aquilo que se lia e se produzia em 68, e na década de 60 como um todo, nos permite afirmar que foi a leitura um dos pilares dessa geração.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A seguir enumeramos fatos que relacionados a literatura ocorridos no ano de 1968:&lt;/div&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Pela primeira vez em língua portuguesa se publicou O Capital em edição integral; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;O escritor japonês Yasunari Kawabata recebe o Prêmio Nobel de Literatura; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;José Aguiar Editora lança a primeira edição da obra poética de Vinicius de Moraes; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;João Cabral de Mello Neto torna-se um imortal na Academia Brasileira de letras; &lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Criação da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ);&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;Clarice Lispector é agraciada pela ordem Calumga concedido pela Campanha Nacional da criança pelo livro O Mistério do Coelho Pensante;&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;li&gt;&lt;div align="justify"&gt;É publicado Meu pé de laranja lima de José Mauro Vasconcellos, que se tornou uns dos campeões em adaptações para o cinema e a televisão.&lt;/div&gt;&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-1752401452911823466?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/1752401452911823466/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=1752401452911823466&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/1752401452911823466'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/1752401452911823466'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/vocao-literria-do-ano-de-1968.html' title='A vocação literária do ano de 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-8029940854750191041</id><published>2008-06-05T16:42:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:24.105-08:00</updated><title type='text'>Cobertura jornalística da Passeata dos Cem Mil</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;por Thatyana Freitas (Editoria de Política)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;1968 –&lt;/strong&gt; O Brasil vive momentos de violenta repressão imposta pelo regime militar autoritário. Apesar disso, o movimento estudantil se intensifica e realiza uma série de manifestações de contestação à Ditadura e à política educacional da época. A maior e mais importante manifestação comandada pelos estudantes ficou conhecida como a Passeata dos Cem Mil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este momento marcante da história do Brasil aconteceu no dia 26 de junho daquele ano, quando estudantes, intelectuais, artistas, religiosos e representantes da população carioca, num total de 100 mil manifestantes, reuniram-se no centro da cidade do Rio de Janeiro e iniciaram a passeata. O movimento foi a expressão mais representativa do repúdio social ao regime militar autoritário, uma vez que todas as camadas sociais estiveram envolvidas na manifestação. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A mobilização estudantil ganhou força após o assassinato do estudante Edson Luiz Lima Souto, em 28 de março. Aos 18 anos, Edson Luiz foi baleado pela polícia enquanto jantava num restaurante que atendia estudantes de baixa renda vindos de outros estados.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5208547396212726514" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEh6QsMLmvI/AAAAAAAAAJQ/SZgeT4hL12E/s320/Foto_para_Blog_1968.jpg" border="0" /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Foto: Márcio Riscado&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O movimento de contestação à Ditadura Militar ficou marcado no imaginário de gerações, mas a geração que quarenta anos depois ocupa os bancos das universidades só tem notícias do fato por livros, jornais da época ou relatos daqueles que vivenciaram os acontecimentos. Como todo evento de grande dimensão, o assunto rapidamente ganhou as páginas dos diversos jornais do Brasil, inclusive da Folha de São Paulo e o Diário de São Paulo, que apesar de não serem jornais do Rio de Janeiro, tinham sucursais na cidade.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a name="0.1_graphic04"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="0.1_graphic05"&gt;&lt;/a&gt;O jornalista Pery Cotta, que à época trabalhava na redação do Correio da Manhã, relata que, apesar de contarem com uma pauta muito bem planejada e devidamente agendada, a cobertura feita pelos jornalistas foi uma ‘loucura total’, diante da dimensão social, política e histórica da passeata. Segundo ele, o Correio da Manhã fez a melhor cobertura do acontecimento. No dia da manifestação, o assunto foi apresentado em nada mais nada menos do que 15 páginas do diário, incluindo grande parte da primeira página, o Editorial e a abertura da coluna Quatro Cantos, na época assinada pelo Cícero Sandroni, hoje presidente da Academia Brasileira de Letras.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;“Um jornal mais ligado ao Governo noticiou o fato, mas preferiu destacar o congestionamento causado pela passeata no trânsito da cidade, por motivos políticos. Outros jornais deram pouco espaço à passeata. Como era de se esperar, o fato continuou na mídia nos dias seguintes. No Correio da Manhã, ocupou as páginas de diversas editorias em edições posteriores do jornal: Cidade (Reportagem Geral), Polícia e Política” – destaca o jornalista.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Manifestações aconteceram ao longo de todo o ano. “Nos dias seguintes, a ditadura militar foi, semana a semana, radicalizando cada vez mais. Até que no dia 13 de dezembro de 1968, os militares editaram o AI-5 (Ato Institucional número cinco), que instituiu a censura e a perseguição aos opositores do governo. Este período, que entrou para a História como ‘Os Anos de Chumbo’, foi marcado pela morte e desaparecimento de estudantes, militantes políticos, congressistas, intelectuais, artistas e jornalistas” – relembra Pery Cotta, que acaba de redigir um texto de 26 laudas sobre os quarenta anos da Passeata dos Cem Mil.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O texto será publicado na Revista COMUM, da FACHA, ainda em maio. O trabalho é resultado de uma pesquisa realizada pelo jornalista em livros e nas edições dos jornais da época, disponíveis para consulta no acervo da Biblioteca Nacional.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-8029940854750191041?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/8029940854750191041/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=8029940854750191041&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8029940854750191041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8029940854750191041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/cobertura-jornalstica-da-passeata-dos.html' title='Cobertura jornalística da Passeata dos Cem Mil'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEh6QsMLmvI/AAAAAAAAAJQ/SZgeT4hL12E/s72-c/Foto_para_Blog_1968.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-6473868056550249741</id><published>2008-06-03T15:56:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:24.507-08:00</updated><title type='text'>A moda 'sessentinha'</title><content type='html'>&lt;em&gt;por Marcus Cardoso (Editoria de Moda); &lt;/em&gt;&lt;em&gt;colaborou &lt;a name="0.1_graphic21"&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://www.bia-vianna.com/" target="_blank"&gt;Bia Vianna&lt;/a&gt;, consultora de moda&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Passado o deslumbre do pós-guerra, a moda se veste de engajamento sócio-político e permite-se ser livre e democrática&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207793829649819778" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEXM5V-_qII/AAAAAAAAAI4/biwoOkYfdLQ/s320/mail.jpg" border="0" /&gt; &lt;span style="font-size:85%;"&gt;Marlon Brando&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Passado o período pós-guerra, a Europa revivia sua efervescência cultural e comercial. Depois anos de racionamento de tudo, inclusive de tecidos, a moda retomava o seu espaço. Assim como alguém que encerra um jejum, os estilistas foram com toda a sede ao pote e, ali pela década de 50, o que se viu foi um extravasar; um verdadeiro exagero têxtil e uma revolução na composição de únicas peças.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Seguindo esse mesmo ritmo, os anos 1960 deram continuidade a essa revolução, que, agora, era encabeçada pelos jovens da época – crianças que nascera do baby-boom que o mundo assistiu após a guerra. The Kids, como era chamada essa geração que era 10% da população mundial de então, tinham atividades, gostos e modos de vestir próprios. Era uma juventude emancipada e com aquela famigerada vontade de mudar o mundo, frutos da 'transviada' turma de James Deans e Marlon Brando.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Demonstrando ojeriza ao modo de vida dos pais, ao conforto burguês e a sociedade de consumo na qual estavam imersos, esses jovens foram os responsáveis por tornar o blue jeans (tido, até então, como roupa de operário, de pobre) em 'uniforme' de sua geração. Inicialmente, este movimento sócio-cultural foi observado nos Estados Unidos, mas não demorou muito para atingir os outros continentes. Como exemplo, na França, em 1968, quando houve o protesto dos movimentos estudantis, não era mais possível distinguir a classe social dos participantes – algo tão comum naqueles tempos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Em um outro extremo, estavam os hippies. Para expressar sua rebeldia, essa turma fazia uso de roupas de diferentes épocas e países, e cabelos longos. O jeans aqui era bordado, com aplicações, ao lado de calças de algodão com boca-sino acompanhadas de camisas com temáticas indianas. Entre as mulheres, saias bem compridas e flores para adornar os cabelos.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A moda dos anos 1960, então, foi palco para as aspirações da juventude de sua época. No mundo da costura, isso se refletia em guinadas de tendências e abandono do que vinha sendo pregado pelas grandes maisons dos anos 50, como Dior, Galtieur e Balenciaga. A moda tornava-se, aqui, democrática, unissex e absorvia certo caráter contestador, político e até filosófico.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207794256853865810" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEXNSNcYFVI/AAAAAAAAAJA/1hH68aRpLxc/s320/mail.jpg" border="0" /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Foi aí que um grande número de novos estilistas despontaram por Paris, entre eles Cacharel e Daniel Hechter. Como conseqüência, viu-se surgir o prêt-à-porter – que seria a moda feita para estar pronta para o consumo em larga escala e não se limitar aos devaneios das passarelas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se nos anos 1950, Paris era o grande epicentro da criação, na década seguinte, Londres conquistou o seu espaço e a sua relevância. De lá é Mary Quant, tida pelos 'fashionistas' como a estilista que mais soube se sintonizar com a década de 60. Na capital inglesa, ela abriu a loja Bazaar e uma das ruas mais badaladas da cidade e fez a cabeça de muitos jovens com a sua moda. Em seguida, surgem os Beatles, que também ditaram moda O cabelo comprido, os ternos moderninhos e as roupas coloridas... tudo o que eles usavam virava febre pelo mundo. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Entre as principais inovações e tendências de moda que marcaram os anos 1960 estão o uso de calças pelas mulheres; a releitura dos clássicos em prêt-à-porter, tornando-os acessíveis a todos; o futurismo de Courrèges; o comprimento míni, em mini-vestidos e mini-saias, de Mary Quant; a inspiração na arte, proposta por Yves Saint Laurent; a sagração de Audrey Hepburn como ícone de estilo, vestida por Givenchy; e Chanel como sinônimo de luxo e glamour.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207795905954082354" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEXOyM0gbjI/AAAAAAAAAJI/0sy2dq29t0Q/s320/mail.jpg" border="0" /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-6473868056550249741?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/6473868056550249741/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=6473868056550249741&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6473868056550249741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6473868056550249741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/moda-sessentinha.html' title='A moda &apos;sessentinha&apos;'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEXM5V-_qII/AAAAAAAAAI4/biwoOkYfdLQ/s72-c/mail.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-8825112899630992354</id><published>2008-06-03T14:51:00.000-07:00</published><updated>2008-06-03T14:54:36.630-07:00</updated><title type='text'>Cinema Marginal 1968/1973 – parte 2</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Taissa Saldanha (Editoria de Cinema)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Como foi dito no artigo anterior, o estilo dos filmes era muito criticado e mal visto e por isso, muitos desses filmes não puderam participar dos inúmeros festivais que existiram na época. A explicação dada era de que não havia condições técnicas. Claro que essa “desculpa” foi considerada como deboche pelos cineastas e assim, os Marginais (como eram chamados), organizaram suas próprias palestras em paralelo, o que em Brasília foi denominado como I Mostra de Horror Nacional.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Nos mesmos anos 70, alguns festivais foram criados para receber esses filmes, como por exemplo, a Semana do Cinema Maldito em Ipanema, Semana do Cinema Marginalizado Brasileiro, Mostra do Cinema, Ciclo de Cinema Bandido.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Ainda tivemos o Movimento de Curtição e Horror, porém que foi marcado pelo estrago e irracionalidade de seus participantes. Esse movimento foi pioneiro do que mais tarde ficou conhecido como pornochanchada.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A atriz baiana Helena Ignez, merece um destaque quando o assunto é cinema marginal, pois ela tinha um estilo próprio de atuar. Era debochada e extravagante e atuou em quase todos os filmes de seu parceiro amoroso, Rogério Sganzerla.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O fim desse movimento aconteceu no início dos anos 70. A tensão que existia no ar, obrigou os cineastas a emigrar para a Europa. Dentre os que estiveram por lá se destaca: Júlio, Rogério, Andréa e Neville. Esse teve sua reestréia nos cinema brasileiro e consegue atingir o mercado com “A Dama de Lotação”, considerada a 5° maior bilheteria do cinema nacional. Foram quase 7 milhões de espectadores que assistiram o filme, que tinha como principal atriz, Sônia Braga.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O Terceiro Mundo já explodiu e o lixo está contaminando o universo! Salve a boçalidade do submundo! Quem tiver de sapato não vai sobrar, não vai sobrar, não vai! O negócio é o seguinte: Quando a gente não pode fazer nada, a gente avacalha e se esculhamba! O Bandido da Luz Vermelha".&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Logo abaixo, confira uma parte de toda a filmografia dos cineastas que de forma direta ou indireta participaram do Cinema Marginal: Luna Alkalay: Curtas e médias: 1969 - Lacrimosa, co-dir.: Aloysio Raulino; 1970 - Arrasta a bandeira colorida, co-dir. A. Raulino; 1973 - Sangria // Longa: 1974-75 - Cristais de sangue.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Neville d´Almeida: Curtas: 1966 - O bem-aventurado; 1972 - Lunch-Time // Longas: 1968 - Jardim de guerra; 1970 - Piranhas do asfalto; 1971 - Mangue-Bangue; 1972 -The night cats; 1973 - Surucucu Catiripapo; 1975 - A dama do lotação; 1977 - Os sete gatinhos; 1980 - Música para sempre, co-dir. Dudi Guper e Guaracy Rodrigues; 1982 - Rio Babilônia; 1989 - Amazon Encounter; 1990-91 - Matou a família e foi ao cinema; 1997 - Navalha na carne.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;João Batista de Andrade: Curtas : 1963 - O lixo; 1966 - Liberdade de imprensa; 1968 - Cândido Portinari, um pintor de Brodósqui; 1971 - Eterna esperança; 1972 -Ônibus; Trabalhadores rurais; 1973 - Vera Cruz; Pedreira; 1975-76 - Buraco da comadre; Restos; O jogo do poder; Volantes, mão-de-obra rural; Batalha dos transportes; Escola de 40 mil ruas; Viola contra guitarra; Mercúrio no pão nosso de cada dia; 1978 - O caso Norte; Alice; 1979 - Greve!; Trabalhadores, Presente!; 1981 - Tribunal Bertha Luz; Por um lugar ao sol; A ferrovia do diabo; 1982 - 1932-1982: A herança das idéias 2; 21 de Julho; 1984 - Cubatão urgente // Longas: 1968 - Gamal, o delírio do sexo; 1969 - Em cada coração um punhal (3o. episódio: O filho da televisão; 1970 - Paulicéia fantástica; 1976 - Doramundo; 1978 - Wilsinho Galiléia; 1979 - O homem que virou suco; 1982 - A próxima vítima; 1987 - Céu aberto; 1987 - O país dos tenentes; 1995-96 - O cego que gritava luz; 1998-99 - O tronco.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Júlio Bressane: Curtas: 1966 - Lima Barreto, Trajetória; Bethânia bem de perto, co-dir. Eduardo Escorel; 1981 - Cinema Inocente // Longas: 1967 - Cara a cara; 1969 - O anjo nasceu; Matou família e foi ao cinema; 1970 - A família do barulho; Barão Olavo, o horrível; Cuidado Madame; 1971 - A fada do oriente; Crazy Love (Amor Louco); Memórias de um estrangulador de loiras; 1972 - Lágrima Pantera; 1973 - O rei do baralho; 1975 - O monstro Caraíba; 1977 - A agonia; 1978 - O gigante da América; 1982 - Tabu; 1985 - Brás Cubas; 1989 - Sermões; 1992 - Oswaldianas (1o. episódio: Quem seria o feliz conviva de Isadora Duncan); 1995 - O mandarim; 1996-97 - Miramar; 1999 - São Jerônimo. Júlio Calasso: 1966 - Copa 66 // 1970-71 - Longo caminho da morte. João Callegaro: Curtas: 1967-Alegria; 1968 - O suspense segundo Hitchcock;1979 - Papagaio; Papagaio, Motocross // Longa: 1968- As libertinas (3o. episódio: Ana); 1970 - O pornógrafo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Walter Lima Jr.: Curtas: 1971 - Arquitetura: a transformação do espaço; 1975 - José Lins do Rego; 1977 - Conversa com Cascudo; 1978 - Joana Angélica; 1981 - Em cima da terra e embaixo do céu // Longas: 1965 - Menino de engenho; 1967-68 - Brasil ano 2000; 1970 - Na boca da noite; 1973-77 - A lira do delírio; 1979-85 - Chico Rey; 1982 - Inocência; 1986 - Ele, o boto; 1995 - O monge e a filha do carrasco (The Monk and Hangman´s Daughter); 1996-97 - A ostra e o vento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;José Mojica Marins: Longas: 1957 - Sina de aventureira; 1961 - Meu destino em suas mãos; 1964 - À meia-noite levarei sua alma; 1965 - O diabo de Vila Velha; 1966 - Esta noite encarnarei no teu cadáver; 1967 - Trilogia do terror (3o. episódio: "Pesadelo macabro"); O estranho mundo de Zé do Caixão (1o. episódio: "O fabricante de bonecas"; 2o. episódio: "A tara"; 3o. episódio: "A Ideologia"); 1969 - Ritual de sádicos; 1970 - Sexo e sangue na trilha do tesouro; 1971 - Finis Hominis; Dgajão mata para vingar; 1972 - Quando os deuses adormecem; 1973 - A virgem e o machão; 1974 - Exorcismo negro; 1975 - Como consolar viúvas; 1976 - Inferno carnal; 1977 - A mulher que põe a pomba no ar, co-dir. Rosângela Maldonado; 1977-78 - Delírios de um anormal; 1978 - Perversão; O mundo, mercado do sexo; 1983 - A 5a. dimensão do sexo; 1984 - 24 horas de sexo ardente; 1985 - 48 horas de sexo alucinante; 1986 - O dr. Frank na Clínica das Taras. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-8825112899630992354?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/8825112899630992354/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=8825112899630992354&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8825112899630992354'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8825112899630992354'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/cinema-marginal-19681973-parte-2.html' title='Cinema Marginal 1968/1973 – parte 2'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-3081315615195181951</id><published>2008-06-02T09:29:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:24.642-08:00</updated><title type='text'>68: Destinos. Passeata dos 100 Mil</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pela Editoria de Literatura&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEVoCcwuLQI/AAAAAAAAAIw/uXWEVODWdbs/s1600-h/livro_evandro.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEVoCcwuLQI/AAAAAAAAAIw/uXWEVODWdbs/s320/livro_evandro.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207682935413419266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;*Obra do fotojornalista Evandro Teixeira retrata a geração que lutou pela democracia e resgata a história das últimas quatro décadas no país&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/i&gt; Lançado recentemente, o livro 68: Destinos. Passeata dos 100 Mil do fotojornalista Evandro Teixeira traz, em uma única fotografia, o retrato de uma geração, reunida na Cinelândia, no Rio de Janeiro, em 26 de junho de 1968. A obra, com 120 páginas, conta a trajetória de vida de 100 pessoas que faziam parte da multidão, registrada pela lente de Evandro, considerado um dos mais importantes fotojornalistas em atividade no país. Ao resgatar a história de cada uma dessas pessoas, que foram fotografadas novamente por Evandro, o livro também conta a história do Brasil nas últimas quatro décadas. Nesta entrevista, o fotógrafo fala sobre a carreira, a experiência vivida na cobertura de manifestações contra o regime repressor dos militares e da fotografia como instrumento na luta pela liberdade e democracia. Confira:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Seus mais de 40 anos de carreira lhe possibilitaram acompanhar momentos importantes na história do Brasil, através de suas lentes. Do seu ponto de vista o que faz do ano de 1968 um marco na história?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mundo inteiro, especialmente na França, 1968 foi um ano de contestação, de busca de um mundo melhor. Em Berlim, na Tchecoslováquia, no México e nos Estados Unidos também aconteceram manifestações contra regimes opressores. No Rio de Janeiro, vivemos dias terríveis, de censura e perseguição. Mas o dia 26 de junho de 68, quando aconteceu a passeata dos 100 mil, foi um dos dias mais bonitos que eu vivi. Como havia muita repressão, achávamos que haveria um massacre, porém, ao contrário, nada aconteceu e a cidade viveu um dia belíssimo, todos puderam se manifestar. Tudo parou, foram dias gloriosos e valiosos na tentativa de buscar coisas melhores para o Brasil. Naquela época, lotamos o Maracanãzinho e nos emocionávamos ouvindo a canção “Caminhando” cantor Vandré no Festival da Canção, música do momento que contestava a situação de repressão em que vivíamos. Como repórter do Jornal do Brasil, um veículo que era palco para os estudantes, vi muitas vezes a censura entrar na redação e quebrar tudo. Neste aspecto, acho que através da fotografia conseguimos superar os obstáculos e mostrar essas atrocidades que eram cometidas em todo país, muitas vezes a imagem mostrou fatos importantes, como na guerra do Vietnã, por exemplo, com a foto da menina incendiada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Com a efemeridade dos fatos e a impossibilidade de algo mais concreto e permanente, você acredita que sem a marca que a passeata deixou, o futuro seria diferente?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele dia foi muito importante. Uma quantidade muito grande de pessoas, mais de cem mil pessoas saiu para as ruas e a passeata serviu como um “cala boca” para aqueles militares terríveis. O futuro seria diferente se aquilo não tivesse acontecido. Artistas, intelectuais, padres, freiras se uniram aos estudantes. Foi um dos dias mais importantes da minha carreira, por que não podíamos nos manifestar em palco, gritando, tínhamos a responsabilidade de protestar através da imagem, mostrar aquela indignação. Por isso a fotografia teve um papel muito importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Recentemente, fomos surpreendidos, uma vez que isso não é muito comum, por jovens universitários ocupando a reitoria da UNB protestando o mau uso do dinheiro público. Se pudéssemos traçar um paralelo como você descreveria a juventude brasileira 40 anos depois?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este movimento dos estudantes de Brasília me impressionou muito pela coragem e pela resistência, é assim que tem que ser. Foi algo que me comoveu, era um ato necessário e eles tiveram coragem, lembraram a época áurea dos estudantes. Com a resistência, você consegue. Pode demorar, terá conseqüências dolorosas, pessoas morrem e se machucam durante o processo, mas no final tudo se tem êxito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;O que você  lia em 1968?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu lia muito. Fiz curso de Belas Artes. Até hoje, tento estar sempre bem informado. Na época havia muita coisa, apesar da grande censura. Lia muito Drummond, Antonio Caldo, Veríssimo, Resende. Sou um apaixonado por Castro Alves.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;A exposição  fruto da pesquisa tem data prevista de lançamento?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será lançada  mais próximo de julho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;b&gt;Existe a discussão entre pessoas que acham que o movimento estudantil, na verdade, fortaleceu a época linha dura. O que você acha sobre isso?&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não concordo,  os estudantes cometeram erros, mas lutavam por um futuro melhor, pela  democracia e pela liberdade.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-3081315615195181951?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/3081315615195181951/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=3081315615195181951&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/3081315615195181951'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/3081315615195181951'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/68-destinos-passeata-dos-100-mil.html' title='68: Destinos. Passeata dos 100 Mil'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEVoCcwuLQI/AAAAAAAAAIw/uXWEVODWdbs/s72-c/livro_evandro.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-536823000226212233</id><published>2008-06-02T05:41:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:25.051-08:00</updated><title type='text'>Mundo fervilha e atletas voam na altitude mexicana</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEPrRrv1GdI/AAAAAAAAAIA/U1ophw3S08s/s1600-h/1968-l.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEPrRrv1GdI/AAAAAAAAAIA/U1ophw3S08s/s320/1968-l.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207264283204065746" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Por Erik Januário (Editoria de Esportes)&lt;/span&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O evento  teve alto grau de envolvimento político&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, já que o ano de 1968 foi  um dos mais politizados da história. No país sede, pouco antes da  abertura, 300 mil estudantes e professores entram em greve e, dez dias  antes da festa de abertura, tropas do governo abrem fogo contra milhares  de manifestantes na Praça das Três Culturas, matando c&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;entenas de jovens.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;No ano  de 1968, o mundo fervilhava. A China vivia o início da Revolução  Cultural. Na antiga Tchecoslováquia, tanques soviéticos esmagavam  os protestos populares no que ficou conhecido como "Primavera de  Praga". Na França, o governo enfrentava manifestos estudantis  e nos Estados Unidos foram assassinados o presidente Rober&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;t Kennedy  e o líder negro Martin Luther King. No Brasil, os protestos contra  a Ditadura Militar eram duramente repreendidos, no que culminaria com  a assinatura do Ato Institucional n&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;úmero 5, em dezembro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mesmo o  México vivia problemas políticos. Pouco antes do início dos Jogos,  300 mil estudantes e professores entram em greve. Dez dias antes da  cerimônia de abertura, tropas do governo abriram fogo contra manifestantes  na Praça das Três Cul&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;turas, matando centenas de jovens.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O clima  de revolta em todo o mundo se refletiu na cerimônia de premiação  dos 200m rasos. Os americanos Tommie Smith e John Carlos, respectivamente  ouro e prata na prova, ergueram o braço esquerdo com o punho fechado,  reproduzindo a saudação dos movimentos de resistência negra. Os dois  velocistas foram mandados de volta aos Estados Unidos, mas outros atletas  negros continuaram fazendo protestos até o fim dos Jogos.&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Pela primeira  vez as duas Alemanhas competiram&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; separadas, com os nomes de Alemanha  Oriental (comunista) e Ocidental (capitalista). África do Sul e China  não foram convidadas a participar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A escolha  da Cidade do México para sediar os Jogos levantou polêmica por causa  de seus 2.240m de altitude. Médicos diziam que a prática esportiva  em a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ltitude tão elevada seria prejudicial. Mas a principal conseqüência  foi que houve várias quebras &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;de recorde nas provas de velocidade, mas  os atletas sofreram nas provas de resistência. Quem se destacou foram  países como Etiópia e Quênia, onde os atletas estavam acostumados  à altitude.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O México  teve a pior colocação de um país-sede na história dos Jogos, ficando  em 15º lugar, com apenas nove medalhas.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Uma novidade  importante da Olimpíada de 1968 fo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;i a introdução do controle antidoping  e das provas de comprovação de sexo para as mulheres. Havia suspeita  sobre as características físicas de algumas atletas do bloco socialista.  Nenhuma mulher foi reprovada no exame e houve apenas um caso de doping:  o do pentatleta sueco Hans-Gunnar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Liljenvall, que havia ingerido álcool  em excesso. A substância é usada pelos atletas para acalmar os nervos  antes da prova de tiro. Liljenvall alegou que bebera apenas duas cervejas,  mas a equipe sueca foi desclassificada.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O salto  em altura viveu uma revolução no México, quando o até então desconhecido  americano Richard Fosbury ganhou a medalha de ouro. Ele foi&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; o primeiro  atleta a saltar de costas para a barra, passando primeiro a cabeça  e depois o resto do corpo. Antes, os altetas saltavam de frente para  a barra.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O Brasil  conseguiu no México uma medalha de prata no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;atletismo e dois bronzes  - um no boxe e outro na vela. Oito anos depois de Adhemar Ferreira da  Silva conquistar o bicampeonato olímpico, o salto triplo deu mais uma  medalha para o Brasil. Nelson Prudêncio saltou 17,27m e estabeleceu  o novo recorde mundial. Mas na última tentativa o soviético Viktor  Saneyev alcançou a marca de 17,39 metros, conquistando o ouro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Servílio  de Oliveira conquistou a primeira e única medalha do Brasil no boxe,  com bronze na categoria meio-médio, após ser eliminado nas semifinais  pelo mexicano Ricardo Delgado. Na classe Flying Dutchmann, os iatistas  Reinald Conrad e&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; Bukhard Cordes também garantiram o bronze.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Também  pela primeira vez as duas Alemanhas comp&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;etiram separadas, com os nomes  de Alemanha Oriental (Alemanha Democrática) e Ocidental (Alemanha Federal).  África do Sul e China não foram convidadas a participar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Servílio  de Oliveira&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;a name="0.2_graphic06"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;&lt;center&gt; &lt;/center&gt;(grande pugilista  brasileiro)&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEPsCrv1GeI/AAAAAAAAAII/wHSvxd-3SHA/s1600-h/1968II.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEPsCrv1GeI/AAAAAAAAAII/wHSvxd-3SHA/s320/1968II.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207265125017655778" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Servílio  de Oliveira foi um dos maiores pugilistas do Brasil em todos os tempos.  Nascido em São Paulo em 06 de maio de 1948, escreveu definitivamente  seu nome do ‘hall’ dos grandes atletas ao conquistar a medalha de  bronze nos Jogos Olímpicos de 1968. Por sinal, esta segue sendo a única  medalha obtida pelo Brasil na modalidade em olimpíadas até hoje. Servílio  perdeu a semifinal que poderia levá-lo à decisão para o mexican&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o  Ricardo Delgado. Atualmente, reside em São Paulo e trabalha como coordenador  das equipes de boxe da Associação Desportiva São Caetano.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p  style="text-align: justify;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O pugilista  guarda a frustração de não ter alcançado o título mundial. Em 1971,  com apenas 23 anos, levou um soco no olho em um combate que provocou  o descolamento de sua retina. Ainda disputou algumas lutas mas nunca  mais foi o mesmo. Optou por permanecer no esporte na função de treinador&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;h1  style="text-align: center;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Nelsom  Prudêncio&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;p face="georgia" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="0.2_graphic07"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEPs1bv1GfI/AAAAAAAAAIQ/GHiF6udi1IE/s1600-h/19683.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEPs1bv1GfI/AAAAAAAAAIQ/GHiF6udi1IE/s320/19683.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5207265996896016882" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Muitas  vezes esquecido por surgir em meio aos fenômenos Adhemar Ferreira e  João do Pulo, Nelson Prudêncio é o terceiro craque do triplo brasileiro.  Sua vida esportiva ficou marcada especialmente no dia 17 de outubro  de 68, quando quebrou o recorde mundial do salto triplo quatro vezes,  na final da prova na Olimpíada do México. Prudêncio disputava o ouro  contra o italiano Giuseppe Gentile e o soviético Viktor Saneyev. O  soviético levou a melhor. Alcançou 17,39m, superando o recorde que  Prudêncio havia batido no salto anterior, com 17,27m. O brasileiro  foi prata. Em Munique/72, Prudêncio ficou com a medalha de bronze.  No Pan de Winnipeg, no Canadá, ficou com o segundo lugar.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;h1  style="text-align: center;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;Reinald  Conrad e Burkhard Cordes&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;O nome  Reinaldo Conrad talvez não seja familiar para boa parte dos brasileiros.  Mas, para a vela, representa muito. Foi o 1.º do Brasil a conquistar  medalha na modalidade mais vitoriosa do País em Jogos - 6 ouros, 2  pratas e 6 bronzes. Em depoimento a Heleni Felippe, Conrad lembra de  sua história em Olimpíadas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p style="font-family: georgia; text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt; &lt;/div&gt;&lt;h1  style="text-align: center;font-family:georgia;"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;b&gt;José  Silvio Fiolo&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;/h1&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=";font-family:georgia;font-size:100%;"  &gt;  &lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:Lucida Sans Unicode;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;Sylvio  Fiolo foi um dos maiores nadadores brasileiros. Recordista mundial dos  100 metros peito (1min06s4), em 1968, o atleta disputou dois Jogos Olímpicos  (1968 e 1972) e conquistou sete medalhas em Jogos Pan-americanos, sendo  duas de ouro e cinco de Bronze. Ele está na lista dos brasileiros recordistas  de vitórias no Pan na oitava colocação. Por mais de 30 anos, ele  foi o detentor do último grande resultado do Brasil em Olimpíadas  no nado peito. O ex-nadador ficou a apenas um décimo da medalha de  bronze na disputa do México (1968).  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style=";font-family:Lucida Sans Unicode;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt;  &lt;/span&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style=";font-family:Lucida Sans Unicode;font-size:100%;"  &gt;&lt;span style="font-family:georgia;"&gt; Nos Jogos Pan-Americanos de Winnipeg, no Canadá, em 1967, ele conquistou  duas medalhas de ouro nos 100m e nos 200m peito. No ano seguinte, bateu  o recorde mundial da modalidade com o tempo de 1min06s40. Pela falta  de incentivo ao esporte no Brasil, Fiolo mudou-se para a Austrália  e há 30 anos vive como professor de Espanhol no país. O único contato  com o esporte hoje é por meio do filho, Pietro, que é jogador de pólo  aquático da Seleção Australiana.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style=";font-family:Lucida Sans Unicode;font-size:100%;"  &gt; &lt;/span&gt;&lt;p class="MsoBodyText"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-536823000226212233?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/536823000226212233/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=536823000226212233&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/536823000226212233'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/536823000226212233'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/06/mundo-fervilha-e-atletas-voam-na.html' title='Mundo fervilha e atletas voam na altitude mexicana'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SEPrRrv1GdI/AAAAAAAAAIA/U1ophw3S08s/s72-c/1968-l.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-1463729001247538876</id><published>2008-05-29T17:19:00.000-07:00</published><updated>2008-05-29T17:20:31.915-07:00</updated><title type='text'>Os 40 anos de 1968</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Mariana Schneiderman (Editoria de Política)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esquecer 1968, o ano que fez tremer o mundo inteiro, é uma tarefa, no mínimo, difícil. Estudantes esquentaram e ferveram a cidade luz, a Alemanha, Brasil. E uma das trilhas sonoras da época, que ecoavam nos ouvidos de todos, o famoso álbum dos Beatles, Sgt. Pepper´s Lonely Hearts Club Band, mudou a história da música.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esse ano, o conhecido e velho 68 virou “quarentão”. Quatro décadas de história e de muitas histórias ocorridas até os dias de hoje. Os temores e aflições deram lugar a outros, criaram-se novas religiões, as drogas, antes sinônimos de liberdade e paz, agora dão lugar ao crime, o planeta sofre com o aquecimento global, nossos ideais se transformaram em outros e a nossa realidade não dá asas a imaginação.Tudo isso sem se quer, nos darmos conta.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Integrado a globalização acelerada, até as paisagens viraram do avesso: Cidades brasileiras viraram metrópoles, o tráfico de drogas ocupa bairros e favelas e a segurança do país está completamente do avesso.A política virou palhaçada, sinônimo de papo tedioso e bem conhecido pelos golpes e pela sujeira.Mesmo com esse futuro, que acredito, que ninguém imaginou que seria assim, o ano de 1968 preserva seu charme e sonhos que cada um teve um dia.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Vendo na retrospectiva, 68 mistura nostalgias e contradições. No nosso país, que vivia sob uma forte ditadura militar, que derrubou presidente, cassou políticos, condenou intelectuais ao exílio, torturou e matou opositores. Havia também disputa pelo excelente ensino público nas escolas, os celulares nem eram artigo de luxo. A televisão era aclamada por poucos e a porcentagem de universitários era bem pequena, e obviamente para a elite.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No Brasil e pelo resto do planeta, Che Guevara era um mito.O revolucionário, sinônimo de rebelião e coragem, virou um ícone pop. Curiosamente, embora a associação dos anos 60 aos protestos estudantis, as principais mudanças ocorreram fora das ruas, e sim dentro de casa, nos valores.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Quatro décadas depois de 68, o poder se tornou enigmático. 2008 mostra uma sociedade pulverizada, sem sonhos por um mundo melhor, sem união, sem força juvenil. Voltando aos Beatles, o sonho acabou, se foi, mas a ganância, não.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-1463729001247538876?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/1463729001247538876/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=1463729001247538876&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/1463729001247538876'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/1463729001247538876'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/por-mariana-schneiderman-editoria-de.html' title='Os 40 anos de 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-6441421824650122964</id><published>2008-05-26T15:43:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:25.521-08:00</updated><title type='text'>Protestos na arte</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Por Tatiana Arruda (Editoria de Literatura)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Mesmo passados 40 anos a sensação é de q&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ue o ano de 1968 não acabou. Realmente, enquanto a memória dos a&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;contecimentos daquela época estiver viva, ela não será esquecida. Os protestos contra a ditadura unira&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;m uma geração em torno de um ideal comum. A euforia e o idealismo do movimento estudantil toma&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ram conta das ruas e desaf&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;iou os militares. As artes plásticas, a música e a lite&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ratura criaram movimentos de contracultura. A poesia do “desbunde” e poesia marginal são exemplos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;da expressão literária daquela época. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;A liberdade artística estava por um fio, mas ain&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;da existia. Os poetas do “desbunde” publicavam seus textos em revistas alternativas e jornais como o &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;“Pasquim”. O grupo formado pelos intelectuais Henfil, Paulo Francis, Ruy Cas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;tro, Ziral&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;do e tendo como colaboradores Chico Buarque e Rubem Fonseca i&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;mprimiam um tom irônico a poesias que criticavam a opressão. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Na Academia &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Brasileira de Letras, João Cabral de Melo Neto é eleito para a vaga&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; de Assis Chateaubriand. Carlos Drumonnd de Andrade publica "Boitempo &amp;amp; A falta que ama". Já Ferreira Gulla&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;r, escreve um poema sobre a Guerra do Vietnã, “Por você, por mim”, e o texto da peça “Dr. Getúlio, sua&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; vida e sua glória”, uma parceria co&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;m Dias Gomes. Após o decreto do AI-5, em dezembro de 68, ele é preso junto com Paulo Fran&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;cis, Caetano Veloso e Gilberto Gil. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Com o Ato Institucional nº. 5 os militares começaram a censurar com rigor a produção artística. A resistência cultural veio em forma de mimeógrafo e fotocópias. Os poetas, ditos marginais ou geração mimeógrafo, distribuíam suas obras de mão&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; em mão, em bares, nas portas de teatros, praças, tudo para assegurar que elas chegassem ao seu público. Um panorama deste movimento pode ser encontrado no livro “26 poetas hoje”, da p&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;esquisadora Heloísa Buarque de Hollanda. Entre os poetas desse movimento estão Chacal, Flávio Aguiar, Roberto Piva e Ana Cristina César. &lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="0.1_graphic04"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDtD_SGB74I/AAAAAAAAAHY/NGZGMXW4kaU/s1600-h/mail.google.com3.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204828548824690562" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDtD_SGB74I/AAAAAAAAAHY/NGZGMXW4kaU/s320/mail.google.com3.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Por você po&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;r mim&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt;Ferreira Gullar – Toda Poesia (1950/1980)&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A noite, a noite, qu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e se passa? diz &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que se passa, esta serpente vasta em convulsão, esta &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;pantera lilás, de carne &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;lilás, a noite, esta usina &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;no ventre da florest&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;a, no vale, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;sob os lençóis de lama e acetileno, a aurora, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o relógio da aurora, batendo, batendo, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;quebrado entre cabelos, entre músculos mortos, na podridão &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;a boca destroçada já não diz a esperança, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;batend&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ah, como é difícil amanhecer &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em Thua Thien."&gt;em Thua Thien.&lt;/st1:personname&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mas amanhece.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Que se passa em Huê? &lt;st1:personname st="on" productid="em Da Nang"&gt;em Da Nang&lt;/st1:personname&gt;? No Delta &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;do Mekong? T&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e pergunto, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;nesta manhã de abril no Rio de Janeiro, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;te pergunto, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que se passa no Vietnam?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;As águas explodem como granadas, os arrozais &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;se queimam em fósforo e sangue &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;entre fuzis&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;as crianças &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;fogem dos jardins onde &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;açucenas pulsam &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como bombas-relógio, os jasmineiros &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;soltam gases&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, a máquina &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;da primavera &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;danificada &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;não consegue sorrir.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Há mortos demais no regaço de Mac Hoa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Há mortos demais &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;nos campos de arroz, sob os pinheiros, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;às margens dos caminhos qu&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e conduzem a Camau.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O Vietnam agora é uma vasta oficina da morte, nos campos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;da morte, o motor &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;da vida gira ao contrário, não &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;para sustentar a cor da íris,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;a tessitura da carne, gira &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;ao contrário, a desfazer a vida,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; o maravilhoso aparelho &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;do corpo, gira &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;ao contrário das constelações, a vida &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;ao contrári&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o, dentro &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;de blusas, de calças, dentro &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;de rudes sapatos feitos de pano e palha, gira &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;ao contrário a vida feita de morte. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Surdo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;sistema de álcool, gira &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;gira, apaga rostos, m&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ãos, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;esta mão jovem &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que saiba ajudar o arroz, tecer a palha. Há mortos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;demais, há mortes &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;demais, coisas da infância, a hortelã, os sustos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;do amor, aquela tarde aquela tarde clara, amada, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;aquela tarde clara tud&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;tudo se dissolve nas águas marrons &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;e entre nenúfares e limos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;a correnteza arrasta para o mar o mar o mar azul&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É dia feito em Bo&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;tafogo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Homens de pasta, paletó, camisa limpa, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;dirigem-se para o trabalho. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mulheres voltam da feira, as bolsas cheias de legumes. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Crianças passam para o colégio. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;As nuvens nuvem &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;e as águas batem naturalmente&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; em toda a orla marítima. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma ameaça pesa so&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;bre a cidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;As pessoas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;marcaram encontros, irão ao cinema, à buate, se amarão &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;nas praias &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;na cama &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;nos carros. As&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; pessoas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;acertam negócios, marcam viagens, férias. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma ameaça &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;pesa sobre a cidade. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Os barulhos apitos sem alarma. O avião no céu &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;vai para São Paulo. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O avião no céu não é um Thunderchief da USAF &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que chega traze&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;nd&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;o a morte &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como em Hanói. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Não é um Thunderchief da USAF que chega &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;seguido de outros &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;e outros &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;da USAF &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;carregados de bombas e foguetes &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como em Hanói &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que chega lançando bombas e foguetes &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como em Hanói &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como em &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Haiphong &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;incendiando o porto &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;destruindo as centrais elétricas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;as estradas de ferro &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como em Hanói &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como &lt;st1:personname st="on" productid="em Hoa Bac"&gt;em Hoa Bac&lt;/st1:personname&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;queimando crianças com napalm &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como em Hanói &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como &lt;st1:personname st="on" productid="em Chien Tien"&gt;em &lt;/st1:personname&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em Chien Tien"&gt;Chien Tien&lt;/st1:personname&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como &lt;st1:personname st="on" productid="em Don Hoi"&gt;em Don Hoi&lt;/st1:personname&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como &lt;st1:personname st="on" productid="em Tai Minh"&gt;em Tai Minh&lt;/st1:personname&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como &lt;st1:personname st="on" productid="em Vihn Than"&gt;em Vihn Than&lt;/st1:personname&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;como em Hanói &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Como pode uma cidade, como pode &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;uma cidade &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;resistir&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Os americanos estão agora in&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;vestindo muito no Vietnam &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O Vietnam agora nada em ouro &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;e fogo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Bases aéreas&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Arsenais &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Depósitos de combustíveis &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Laboratórios na rocha &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Radar &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Foguetes &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A ciência eletrônica invade a selva &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;gases novos, armas novas &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O lazy-dog&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;lança em todas as direções mil flechas de aço &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o bull-pup &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;procura o alvo com seus 20&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;0 quilos de explosivos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o olho-de-serpente &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;pousa sobre uma casa e esp&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;era a hora certa de matar &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O Vietnam agora está cheio de arame farpado &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;de homens louros &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;farpados &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;armados &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;vigiados &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;cerca&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;dos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;assustados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;está cheio de jovens homens louros &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;e cadáveres&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; jovens &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;de homens louros &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;enganados&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Próximo à bas&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e de Da Nang &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que tudo escuta e tudo vê, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;próximo à base de Da Nang, esgueira-se &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;entre árvores um homem, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;próximo à base cheia de soldados, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;metralhadora&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;s, bombas, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;aviões, cheia &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;de ouvidos e de olhos &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;eletrônicos, um homem, chamado Tram, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;entre as folhas e os troncos que cheiram a noite, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;cauteloso s&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;e move &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;entre as folhas da noite, Tram Van Dam, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;cauteloso se move &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;entre as flores da morte &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tram Van Dam &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;quinze anos se move &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;entre as águas da noite &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;dentro &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;da lama &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;onde bate a aurora &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tram Van Dam &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;onde bate a aurora &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tram Van Dam &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;com a sua granada &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;entre cercas de arame&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;entre as minas no chão &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tram Van Dam &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;com seu cor&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ação &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tram Van Dam &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;onde bate a aurora &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;por você por mim &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;sob o fogo inimigo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;com o grampo no dente &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;com o braço no ar &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;por você por mim &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Tram Van &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Dam &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;onde bate a aurora &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;por você por mim &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;no Vietn&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;am &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Carlos Drummond de Andrade&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDtDiCGB73I/AAAAAAAAAHQ/D3OuYPjVA5o/s1600-h/mail.google.com4.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204828046313516914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDtDiCGB73I/AAAAAAAAAHQ/D3OuYPjVA5o/s320/mail.google.com4.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a name="0.1_graphic05"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A falta que ama&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Entre areia, sol e grama &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o que se esquiva se dá, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;enquanto a falta que ama &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;procura alguém &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;que não há.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Está coberto de terra, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;forrado de esquecimento. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Onde a vista mais se aferra, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;a dália é toda cimento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A transparência da hora &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;corrói ângulos obscuros: &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;cantiga que não implora &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;nem ri, patina&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;ndo muros.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Já nem se escuta a poeira &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que o gesto espalha no chão. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A vida conta-se inteira, &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;em letras de conclusão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Por que é que revoa à toa &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o pensamento, na luz? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;E por que nunca se escoa &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o tempo, chaga sem pus?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O inseto petrificado &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;na concha ardente do dia &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;une o tédio do passado &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;a uma futura &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;energia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;No solo vira semente? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vai tudo recomeçar? &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;É falta ou ele que sente &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o sonho do verbo amar?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Poesia Marginal&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt; - Poesias retiradas do livro “26 poetas hoje” &lt;a name="0.1_graphic06"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDtC5yGB72I/AAAAAAAAAHI/Q45ELxN6Hvo/s1600-h/mail.google.com5.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204827354823782242" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDtC5yGB72I/AAAAAAAAAHI/Q45ELxN6Hvo/s320/mail.google.com5.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Ma&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;nhã &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;de frio &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:78%;" &gt;Isabel Câmara&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Trata-se de uma certa dama &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;que acorda aflita pelo dia &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;observando da janela do seu &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Disco-Voador &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;o cinza que se irradia &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;desde a música — &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Romântica e Alemã &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;até a cor fria da Dor.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;br /&gt;Aquela Tarde &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="FONT-STYLE: italic;font-size:78%;" &gt;Chico Alvim&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:10;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Disseram-me que ele morreu na véspera. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Fora preso, torturado. Morreu no Hospital do Exército&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;O enterro seria naquela tarde. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;(Um padre escolheu um lugar de tribuno.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Parecia que ia falar. Não falou. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;A mãe e a irmã choravam.)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-6441421824650122964?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/6441421824650122964/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=6441421824650122964&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6441421824650122964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6441421824650122964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/protestos-na-arte.html' title='Protestos na arte'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDtD_SGB74I/AAAAAAAAAHY/NGZGMXW4kaU/s72-c/mail.google.com3.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-8554256580175678020</id><published>2008-05-26T15:40:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T15:41:45.197-07:00</updated><title type='text'>Teatro Novo</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Por Luísa Pitta (Editoria de Teatro)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;No dia oito de junho de 1968 acompanhou-se a inauguração do Teatro Novo, que antes era particular e foi construído por iniciativa de seu proprietário, o português João de Oliveira. Com sua morte, o “República” – como antes era chamado - passou para seu filho, o herdeiro Eduardo de Oliveira. Vários empresários por ele passaram, sendo o último deles, Abraão de Medina quem decide entregar a casa ao &lt;u&gt;Ministério da Educação e Cultura - MEC&lt;/u&gt; em troca do acerto de uma dívida. Uma sociedade particular arrenda o “República” que passa então a se chamar Teatro Novo, em 1968.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Considerada uma casa moderna para a época teve em seu convite de inauguração a seguinte descrição do local: “... possui 1.030 lugares, acústica planificada, ar condicionado integral em instalação, comando de som e luz totalmente eletrônico, livraria, bar, biblioteca e loja de discos.”&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;É inaugurado com a Orquestra Sinfônica Brasileira dirigida pelo maestro Isaac Karabitchewiski e a pianista Magdalena Tagliaferro.&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;O Teatro Novo, situado na Rua Gomes Freire, funcionou até 1971 quando foi reformado para abrigar a TV-E (TV-Educativa). Foi construído um complexo arquitetônico onde funciona o Centro Nacional de Produção de Televisão Educativa, oferecendo múltiplas atividades de trabalho para artistas e técnicos teatrais. Segundo informações do Professor Gilson Amado, então Presidente da Fundação Brasileira de TV-Educativa, todo o equipamento encontrado no Teatro Novo, tais como refletores, cortinas, cadeiras, equipamentos elétricos etc. foi doado pela Fundação a entidades teatrais públicas e particulares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-8554256580175678020?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/8554256580175678020/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=8554256580175678020&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8554256580175678020'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8554256580175678020'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/teatro-novo.html' title='Teatro Novo'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-7047701607859237296</id><published>2008-05-26T15:34:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:25.635-08:00</updated><title type='text'>Uma certa primavera</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Elizabeth Reis (Editoria de Política)&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDs7vCGB71I/AAAAAAAAAHA/tSwPvEcH3zI/s1600-h/foto+1968.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDs7vCGB71I/AAAAAAAAAHA/tSwPvEcH3zI/s320/foto+1968.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204819473558794066" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;O secretário geral do partido comunista tchecoslovaco empreendeu profunda reforma política no país, com o intuito de remover o autoritarismo e o despotismo, considerados, por ele, como aberrações socialismo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Dubcek anunciou ao povo da Tchecoslováquia um ousado programa de ação, que prometia efetiva federalização do país; reforma constitucional; garantia de direitos civis, dentre os quais a liberdade de imprensa; e o fim do unipartidarismo, bem como a reabilitação de todos aqueles até então perseguidos pelo regime. O governo seria controlado por uma Assembléia Nacional, plural e multipartidária e não mais exclusivamente pelo Partido Comunista. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;A tentativa ímpar, do lado oriental da cortina de ferro de fazer coexistirem a planificação econômica e a liberdade democrática, chamada por Dubcek de “Socialismo de face humana” lançada em 5 de abril de 1968 foi sufocada pela invasão de Praga por tanques do Pacto de Varsóvia em agosto do mesmo ano. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;As tropas invasoras ocuparam rapidamente o país, despreparado para a ofensiva e pego de surpresa. O povo tchecoslovaco não se deixou subjugar facilmente. A resistência pacífica foi coordenada através da Rádio Tchecoslováquia Livre. Placas de trânsito tiveram suas orientações mudadas, boatos de envenenamento de água encanada foram espalhados e muros foram grafitados comparando a invasão de Praga com a intromissão americana no Vietnã.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Diante de ameaças de um massacre contra o povo, Dubcek assinou o acordo de renúncia, o que esmoreceu a resistência popular, pôs fim às muitas conquistas daquela primavera e por mais 20 anos os anseios de liberdade de tchecos e de eslovacos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-7047701607859237296?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/7047701607859237296/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=7047701607859237296&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/7047701607859237296'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/7047701607859237296'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/uma-certa-primavera.html' title='Uma certa primavera'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDs7vCGB71I/AAAAAAAAAHA/tSwPvEcH3zI/s72-c/foto+1968.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-8812682492407478320</id><published>2008-05-26T15:30:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T15:33:46.884-07:00</updated><title type='text'>Campeões de futebol em 1968</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Marcelo Cosentino (Editoria de Esportes)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Olimpíadas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;          &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Ouro: Hungria  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Prata: Bulgária &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Bronze: Japão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;*Brasil 10º colocado. (local: Cidade do México)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;br /&gt;Copa Libertadores&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;Campeão: Estudiantes LP (Arg)  Vice-Campeão: Palmeiras (Bra)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Taça Brasil (equivalente ao Campeonato Brasileiro)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Campeão: Botafogo(RJ) &lt;br /&gt;Vice-campeão: Fortaleza (CE) &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Terceiro: Cruzeiro (MG) &lt;br /&gt;Quarto: Náutico (PE)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Artilheiro: Ferreti (Botafogo): 7 gols.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt; *Vencedor da Taça Brasil, o Botafogo tinha o direito de participar da Libertadores do ano seguinte. Porém o clube boicotou o campeonato sob pretexto de ser contra a violência aplicada pelos outros times. Na ocasião os outros clubes brasileiros aderiram ao boicote.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Troféu Triangular de Caracas&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Campeão: Botafogo (Bra)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Vice-campeão: Seleção Argentina&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Terceiro: Benfica (Por)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Estaduais:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;                                              &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-family: Georgia;"&gt;Rio de Janeiro&lt;span style=""&gt;          &lt;/span&gt;campeão: Botafogo         &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;vice: Vasco da Gama&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Minas Gerais&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;campeão: Cruzeiro         &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;vice: Atlético&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;São Paulo           &lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;campeão: Santos            &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;vice: Corinthians&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;R. Grande do Sul &lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;campeão: Grêmio          &lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;vice: Internacional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Pernambucano     &lt;span style=""&gt;   &lt;/span&gt;campeão: Náutico          &lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;vice: Sport&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Rio G. do Norte   &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;campeão: Alecrim         &lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;vice: ABC&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Santa Catarina     &lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;campeão: Comerciário   &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;vice: Caxias&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Goiás                  &lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;campeão: Goiânia           &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;vice: Atlético&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Maranhão           &lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;campeão: Moto Club&lt;span style=""&gt;           &lt;/span&gt;vice: Sampaio Corrêa&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Paraná                &lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;campeão: Coritiba      &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Bahia                   &lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;campeão: Galícia        &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Pará                     &lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;campeão: Remo            &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Amazonas            &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;campeão: Nacional&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Acre                      &lt;span style=""&gt;       &lt;/span&gt;campeão: Atlético Acreano&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Espírito Santo      &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;campeão: Rio Branco AC&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Paraíba                &lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;campeão: Botafogo PB&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Sergipe                &lt;span style=""&gt;      &lt;/span&gt;campeão: Confiança&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Alagoas&lt;span style=""&gt;                      &lt;/span&gt;campeão: CSA&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Mato Grosso        &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;campeão: C. E. Operário&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Ceará                     &lt;span style=""&gt;    &lt;/span&gt;campeão: Ferroviário Atlético Clube&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Piauí                      &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;campeão: Piauí &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Amapá                  &lt;span style=""&gt;     &lt;/span&gt;campeão: Santana&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-8812682492407478320?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/8812682492407478320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=8812682492407478320&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8812682492407478320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8812682492407478320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/campees-de-futebol-em-1968.html' title='Campeões de futebol em 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-7295359015483828586</id><published>2008-05-26T15:26:00.000-07:00</published><updated>2008-05-26T15:27:17.130-07:00</updated><title type='text'>Censura durante o regime militar</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-style: italic;"&gt;Por Percy Rodrigues (Editoria de Política)&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A censura no Brasil, que perdurou, praticamente, em todo o período posterior à colonização do país, seja ela cultural ou política, pontificou durante os governos militares, culminando com a decretação do AI-5 em 13 de dezembro desse ano.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;“A história do ano termina aqui. Na verdade, era apenas o começo. 1968 entrava para a história, senão como exemplo, pelo menos como lição”. &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Após a promulgação do AI-5, todo e qualquer veículo de comunicação deveria ter sua pauta previamente aprovada e sujeita ‘a inspeção local por agentes autorizados. Em razão disso, muitas matérias foram censuradas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;As equipes de jornalistas acuadas, na impossibilidade de publicar esclarecimentos a respeito, deixavam páginas inteiras em branco, algumas preenchiam os espaços censurados com receitas culinárias que não resultavam no alimento proposto por elas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Além de protestar contra a falta de liberdade de imprensa, jornalistas tentavam fazer com que a população passasse a perceber torturas e mortes por motivos políticos, desconhecidas pela maioria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A violência do Estado era notada nos confrontos policiais e pelo desaparecimento de pessoas conhecidas. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: wikipedia/Ventura/Zuenir.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-7295359015483828586?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/7295359015483828586/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=7295359015483828586&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/7295359015483828586'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/7295359015483828586'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/censura-durante-o-regime-militar.html' title='Censura durante o regime militar'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4578745668660854441</id><published>2008-05-25T14:29:00.000-07:00</published><updated>2008-05-25T14:30:57.155-07:00</updated><title type='text'>1968. O ano dos outros</title><content type='html'>&lt;p&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;em&gt;Este texto foi feito pelo professor Ivan Cavalcanti Proença para o blog do Jornal Laboratório da FACHA.&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;EXCLUSIVO&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se alguém considera que a juventude devia revoltar-se, bradar, espernear, incendiar, depredar, em nome de uma bandeira de luta por liberdade de droga, de sexo e, colonizadamente (no caso), de Rock and roll... Bom proveito. Se alguém considera que aquela juventude européia, revoltadíssima pelas ruas de Paris e às margens do Sena, representava os jovens do resto do mundo... Bom proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se alguém considera que a chamada contra-cultura (qual alternativa se instaurou de fato?) devia substituir, institucionalmente, outra forma de Cultura... Bom proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você acha que aquela juventude cosmopolita, de capitais européias – com boas Universidades, sem problemas de séria natureza existencial como a necessidade de trabalhar ganhando miséria, para poder estudar e “ajudar em casa” (se conseguir) – devia mesmo ser rebelde (ó palavrinha feia, “fabricada”, global”)... Bom proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você não raciocina sobre o que, afinal, resultou da ânsia de liberdade no uso de drogas e no “uso” de sexo... Bom proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você não observou que a nossa Grande Imprensa alardeia 68, ouvindo intelectuais e artistas que (alguns) “por tabela” vacilaram, à época, aderindo àquelas bandeiras e ou publicaram e publicam livros-loas ao Ano... Bom proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se você não se importa com a alienação resultante disso tudo, quando hoje a exaltação a 68 faz com que jovens até julguem que o Golpe de fato ocorreu em 68, ignorando as barbaridades de 64 (e ao longo dos 20 anos), ignorando que 68 e AI-5 foram recrudescimento de tudo que já ocorrera em 64 e se prolongaria... Bom proveito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, por favor:&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não comparem a juventude brasileira da época àquela outra parisiense et caverna. Não coloquem tudo no mesmo saco, envolvendo nossos jovens que enfrentavam uma Ditadura impiedosa e violenta, atuando, aqueles moços, nos aparelhos, nas facções armadas, nas Faculdades, em toda parte, nas capitais e interior (a seguir nas guerrilhas não-urbanas). Maldade e injustiça histórica o que se faz. Nossa juventude ousava sim, mas através de outro tipo de underground, e de contra-cultura. Isto é, contra a cultura ditatorial e não raro assassina. Tudo diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cultivem o período e tudo mais, à vontade. Podem até, aburguesar-se como queiram, através de consumismos vários e rebeldias “sócio-culturais” – afinal, democracia é isso também.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas esqueçam a imagem daqueles jovens corajosos e dignos dos anos 60 e 70. Deixem conosco. A gente os lembrará. Para sempre.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4578745668660854441?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4578745668660854441/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4578745668660854441&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4578745668660854441'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4578745668660854441'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/1968-o-ano-dos-outros.html' title='1968. O ano dos outros'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4309297676531319836</id><published>2008-05-25T14:17:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:25.896-08:00</updated><title type='text'>O Bandido da Luz Vermelha: um filme selvagem e intuitivo</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;i&gt;Por Isabela Kastrup&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na safra dos filmes brasileiros produzidos no ano de 1968, &lt;i&gt;O Bandido da Luz Vermelha&lt;/i&gt;, de Rogério Sganzerla, se destaca como ousadamente experimental. O diretor tinha apenas 22 anos quando realizou o filme, que entrou para a história como o maior representante do chamado &lt;i&gt;cinema marginal&lt;/i&gt; brasileiro – rótulo dado às obras dos cineastas oriundos da &lt;i&gt;Boca do Lixo&lt;/i&gt; de São Paulo (mais tarde esse tipo de cinema também passou a ser chamado de &lt;i&gt;udigrudi&lt;/i&gt; – corruptela do “underground” norte-americano).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No mesmo ano em que foi produzido, &lt;i&gt;O Bandido da Luz vermelha&lt;/i&gt; conquistou quatro prêmios no Festival de Brasília: melhor direção, melhor montagem, melhor figurino e melhor filme.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O enredo, de gênero policial, é uma livre adaptação de fatos verídicos: as peripécias do bandido João Acácio Pereira da Costa, que assaltou diversas residências de pessoas ricas &lt;st1:personname productid="em São Paulo. O" st="on"&gt;em São Paulo. O&lt;/st1:personname&gt; ladrão, interpretado no cinema por Paulo Vilaça, sempre utilizava uma lanterna vermelha (daí o apelido que ganhou da imprensa e que deu origem ao título do filme). Seu estilo desconcertava a polícia, já que seus métodos de ação eram criativos e inusitados. Além disso, João Acácio fazia questão de manter relações sexuais com as mulheres que roubava, com as quais tinha longas conversas.Sganzerla transformou a história do bandido numa metáfora das mazelas da sociedade brasileira da época. Os personagens são emblemáticos: o delegado Cabeção, interpretado por Luis Linhares, é homem que vive e sobrevive da morte; J.B. da Silva (Pagano Sobrinho) é a encarnação caricata do político corrupto, líder da organização “Mão Negra”, que tem como um de seus integrantes Martin Bormann, um carrasco nazista foragido da Segunda Guerra Mundial vivendo clandestinamente na América Latina; o afilhado do político, Lucho Gatica (Roberto Luna), é um misto de brigão e puxa-saco sem vergonha na cara; a prostituta Janete Jane (Helena Inês) nos leva ao íntimo do bandido. Ao se apaixonar por ela, ele se fragiliza e quebra a rotina de sua vida de crimes: acaba cometendo os descuidos que o conduzem ao suicídio final.   &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As influências de outros grandes cineastas são visíveis: para começar, há referências ao &lt;i&gt;Cidadão Kane&lt;/i&gt;, de Orson Welles, que também utiliza a linguagem da imprensa para narrar a biografia do personagem principal. Só que a imprensa do filme de Sganzerla não é o cinejornal que mostra a vida de Kane de forma épica, mas um dos nossos debochados programas de rádio popular e sensacionalista, do tipo &lt;i&gt;A Cidade contra o Crime&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O final do filme de Sganzerla lembra &lt;i&gt;Pierrot Le Fou&lt;/i&gt;, de Godard, filme em que o personagem vivido por Jean Paul Belmondo, um jovem que transgride a lei sem parar, se suicida amarrando dinamite em volta da cabeça. Percebendo que vai ser preso, o bandido do filme de Sganzerla decide se matar. Antes de chegar ao local onde pretende se suicidar, ele finge ter sido atingido por uma bala policial no ombro, e sai cambaleando às gargalhadas. Assim, ironiza a incompetência da polícia, que não conseguiu prendê-lo. Depois envolve a cabeça e o torso com fios elétricos e, pisando numa grande chave elétrica (que metaforicamente funciona num monte de lixo na favela), morre eletrocutado. O cadáver é descoberto por policiais displicentes que chamam o delegado&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt; Cabeção –&lt;/span&gt; embora todos&lt;span style="font-family:Calibri;"&gt; &lt;/span&gt;achem que aquele indivíduo morto não pode ser o famoso bandido da luz vermelha. &lt;span style="font-family:Calibri;"&gt;O&lt;/span&gt; delegado, ao chegar, está desatento e pisa na mesma chave elétrica. Morre abraçado ao bandido, os dois como frutos podres da mesma árvore, do mesmo sistema social, falido e corrupto. Ao morrer, o delegado balbucia comicamente a palavra "Mamãe!".&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um disco voador aparece na imprensa, para desviar a atenção do povo do significado da morte do bandido e das finalidades da organização “Mão Negra”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para a pesquisadora Roberta Canuto, que fez desse filme de Sganzerla o principal objeto de estudo da sua dissertação de mestrado para a Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas Gerais, a obra do cineasta é uma “síntese experimental do pensamento de seu criador”. Na visão de Roberta, Sganzerla realizou “uma obra ao mesmo tempo selvagem e intuitiva, mas repleta de um arsenal teórico e crítico cultivado ao longo de toda uma vida dedicada ao cinema”. A pesquisadora chegou à essa conclusão porque Sganzerla também foi crítico de  cinema, e por isso pôde realizar essa “obra-síntese, um filme-laboratório da sua brilhante trajetória na crítica e reflexão cinematográfica, justamente esse território insólito que habita entre o pensar e o fazer que essa pesquisa parece trilhar”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O fato é que Rogério Sganzerla inaugurou uma segunda vertente do cinema brasileiro no tempo dos anos de chumbo da ditadura militar. De um lado, estavam os cineastas de linha marxista, comprometidos com os ideais políticos do CPC – Centro Popular de Cultura, que fizeram filmes sobre a miséria e a luta de classes. Fazendo contraponto a esses, Rogério Sganzerla e o carioca Júlio Bressane preferiram os ideais libertários da vanguarda, preservando outra tradição da arte e da cultura brasileira: a ironia e o deboche, que encontram ressonâncias na obra de Oswald de Andrade e sua inesquecível selvageria antropofágica.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDnYByGB7zI/AAAAAAAAAGw/743Uo-jiK8M/s1600-h/mail.google.com.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDnYByGB7zI/AAAAAAAAAGw/743Uo-jiK8M/s320/mail.google.com.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204428369541852978" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:78%;" &gt;Cartaz do filme&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDnYSiGB70I/AAAAAAAAAG4/gvjEScpJu1c/s1600-h/mail.google.com1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDnYSiGB70I/AAAAAAAAAG4/gvjEScpJu1c/s320/mail.google.com1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204428657304661826" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style=";font-family:Times New Roman;font-size:85%;"  &gt;&lt;b&gt;Paulo Vilaça  (como o Bandido da Luz Vermelha) e Helena Inês, encarnando a prostituta  Janete Jane&lt;/b&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4309297676531319836?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4309297676531319836/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4309297676531319836&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4309297676531319836'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4309297676531319836'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/o-bandido-da-luz-vermelha-um-filme.html' title='O Bandido da Luz Vermelha: um filme selvagem e intuitivo'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDnYByGB7zI/AAAAAAAAAGw/743Uo-jiK8M/s72-c/mail.google.com.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-5598067197855625611</id><published>2008-05-25T14:12:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:26.006-08:00</updated><title type='text'>1968 e suas flores</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Maria Aparecida dos Santos (Editoria de Música)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Nas várias manifestações de repúdio a ditadura militar de 1968, as pessoas saíam às ruas entoando canções de protesto. Dentre toda esta música de Geraldo Vandré tornou-se um verdadeiro hino, sendo considerada até hoje um grande marco no cenário musical do Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Seus versos mesclam as várias faces da sociedade naquele ano tão conturbado. De uma forma sutil o cantor e compositor narra as dores e sofrimentos enfrentados pelas pessoas naquela época, ao mesmo tempo em que de uma forma velada, sugere uma reação por parte do povo contra o regime.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Eis aí, na íntegra, a letra desta pungente canção:&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:180%;"&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Prá não dizer que não falei de flo&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;re&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;s&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: right;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="color: rgb(68, 68, 68);font-family:Verdana;" &gt;Composição: Geraldo Vandré&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDnWjiGB7yI/AAAAAAAAAGo/0k6gsFmhxWE/s1600-h/mail.google.com.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDnWjiGB7yI/AAAAAAAAAGo/0k6gsFmhxWE/s320/mail.google.com.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5204426750339182370" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Caminhando e cantando&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;E seguindo a canção &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Somos todos iguais &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Braços dados ou não &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Nas escolas, nas ruas &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Campos, construções &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Caminhando e cantando &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;E seguindo a canção... &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Vem, vamos embora &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Que esperar não é saber &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Quem sabe faz a hora &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Não espera acontecer...(2x) &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt; &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Pelos campos há fome &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Em grandes plantações &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Pelas ruas marchando &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Indecisos cordões &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Ainda fazem da flor &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Seu mais forte refrão &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;E acreditam nas flores &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Vencendo o canhão...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Vem, vamos embora &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Que esperar não é saber &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Quem sabe faz a hora &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Não espera acontecer...(2x) &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Há soldados armados &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Amados ou não &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Quase todos perdidos &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;De armas na mão &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Nos quartéis lhes ensinam &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Uma antiga lição: &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;De morrer pela pátria &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;E viver sem razão... &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Vem, vamos embora &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Que esperar não é saber &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Quem sabe faz a hora &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Não espera acontecer...(2x)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Nas escolas, nas ruas &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Campos, construções &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Somos todos soldados &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Armados ou não &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Caminhando e cantando &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;E seguindo a canção &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Somos todos iguais &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Braços dados ou não... &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Os amores na mente &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;As flores no chão &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;A certeza na frente &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;A história na mão &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Caminhando e cantando&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;E seguindo a canção&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Aprendendo e ensinando&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Uma nova lição...&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Vem, vamos embora&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Que esperar não é saber&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Quem sabe faz a hora&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;Não espera acontecer...(4x)&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-5598067197855625611?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/5598067197855625611/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=5598067197855625611&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/5598067197855625611'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/5598067197855625611'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/1968-e-suas-flores.html' title='1968 e suas flores'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDnWjiGB7yI/AAAAAAAAAGo/0k6gsFmhxWE/s72-c/mail.google.com.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4601838977029456615</id><published>2008-05-23T13:10:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:26.495-08:00</updated><title type='text'>Cinema Marginal – 1968/1973</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Taissa Saldanha (Editoria de Cinema)&lt;/span&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O cinema marginal teve a intenção de retratar a situação cultural e social do país que vivia sob influência do Cinema Novo. Histórias em quadrinhos, transmissões radiofônicas, imprensa popular e o tropicalismo foram deixados para trás e dava vez para a forma tosca e debochada do chamado Cinema Marginal.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Os criadores tinham total liberdade para fazer filmes, por essa razão também que esse período ficou conhecido como Boca de Lixo. Na maioria das vezes, os filmes tentavam alcançar o público de maneira mais direta aproveitando-se de dois momentos importantes: a situação do país e a má fase do cinema norte americano. Tudo era muito bem retratado, da forma mais verdadeira (mesmo que debochada).&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A fonte de inspiração foi o filme “A Margem”, 1967, de Ozualdo Candeias. Um filme grotesco, irônico que definiu os moldes do que, futuramente, chamaria “Cinema Marginal”. Ozualdo já havia trabalhado com uma figura muito conhecida em seu estilo de filmar, José Mojica, ou Zé do Caixão. Até hoje lembrado por ser um cineasta bizarro. Ozualdo também filmou “Meu nome é Tonho” e “A Herança”.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Foi no ano de 1968 que o Cinema Marginal ganhou forças e com isso muitos filmes foram feitos, mas nem todos entraram em cartaz devido à censura dos militares. Porém, um filme conseguiu um grande público, chegando a bater recordes nacionais. Falo de “O Bandido da Luz Vermelha”, de Rogério Sganzerla, considerado um divisor de águas, um marco no cinema brasileiro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDclbiGB7xI/AAAAAAAAAGg/EU0vwmYyewc/s1600-h/2795_poster.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDclbiGB7xI/AAAAAAAAAGg/EU0vwmYyewc/s320/2795_poster.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203669049388691218" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name="0.1_graphic04"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Ao contrário do Cinema Novo, onde os europeus eram idolatrados, no Cinema Marginal a figura é outra. Cineastas americanos eram exaltados como os melhores, entre eles: Fuller, Welles e Hitchcock.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A estética do lixo era, segundo autores, “o estilo mais apropriado para um país do terceiro mundo, na medida em que possibilita a transformação das sobras de um sistema internacional dominado pelo monopólio capitalista do primeiro mundo”.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No Rio o principal nome foi de Júlio Bressane, figura central no marginal carioca que até os dias de hoje continua fazendo grandes filmes. Além de “O Anjo Nasceu”, fez “Barão Olavo”, “O Horrível”, “Crazy Love”, ‘Cuidado Madame”, “A Fada do Oriente”, “A Família do Barulho”, “Lágrima Pantera”, “Memórias de um Estrangulador de Loiras”, “O Rei do Baralho” e o pretensioso “Matou a Família e foi ao Cinema”, todos durante os anos de 1969/1973. Outro destaque carioca é Elyseu Visconti seus principais filmes são “Os Monstros de Babaloo” e “O Lobisomem, o Terror da Meia-Noite”.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Pôster de “A Herança”:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDclQiGB7wI/AAAAAAAAAGY/y3cx7_kWdJg/s1600-h/aherancaposter.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDclQiGB7wI/AAAAAAAAAGY/y3cx7_kWdJg/s320/aherancaposter.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203668860410130178" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a name="0.1_graphic05"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;Pôster de “Matou a família e foi ao Cinema”:&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a style="font-weight: bold;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDck-iGB7vI/AAAAAAAAAGQ/inSNLQe4FQk/s1600-h/matou_familia_foi_cinema.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDck-iGB7vI/AAAAAAAAAGQ/inSNLQe4FQk/s320/matou_familia_foi_cinema.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5203668551172484850" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4601838977029456615?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4601838977029456615/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4601838977029456615&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4601838977029456615'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4601838977029456615'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/cinema-marginal-19681973.html' title='Cinema Marginal – 1968/1973'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDclbiGB7xI/AAAAAAAAAGg/EU0vwmYyewc/s72-c/2795_poster.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-6313298220320680516</id><published>2008-05-20T15:49:00.000-07:00</published><updated>2008-05-20T16:08:12.511-07:00</updated><title type='text'>1968 o ano que não terminou?</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Mariana Schneiderman (Editoria de Política)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje, 40 anos depois, os sonhos e decepções de uma geração inteira que acreditou nas mudanças culturais e políticas ainda permanecem inesquecidas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como diz o jornalista e escritor Zuenir Ventura, o ano de 1968 terminou ou não terminou? O fato é que a esperança vivida naquela época ficou no tempo, como lembrança de um ano que começou cheio de esperanças e promessas, mas que não se completaram. Essa pergunta, que abre o livro de Zuenir, não pacifica. Faz-nos questionar o mundo em que vivemos hoje, que aponta a despolitização e o individualismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Politicamente, o ano de 68 não fez o que gostaria de ter feito, mas transformou toda a geração que se seguiu. Para a geração que viveu, foi pouco, já que a ambição de transformar as pessoas, o país, o mundo de uma hora para outra era enorme.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Esse ano pode ser visto para muitos como uma derrota. Mas será que foi?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;A história deve ser vista em curto prazo. Devemos lembrar da geração de jovens brasileiros que lutou, desafiou poderes, foi presa e censurada e perdeu anos de sua juventude em busca de um sonho. Ao olhar para frente, também podemos ver que sobre esse período ficou a democracia e não mais a ditadura.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mas hoje, qual modelo de política em que podemos nos espelhar?&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Hoje o que vemos são jovens anestesiados pela falta de projetos coletivos, empurrados pela mídia e pela propaganda trocando a ética pela estética e nos leva a outras perguntas: O que fizemos de nós? O que faremos daqui pra frente?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-6313298220320680516?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/6313298220320680516/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=6313298220320680516&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6313298220320680516'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6313298220320680516'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/1968-o-ano-que-no-terminou.html' title='1968 o ano que não terminou?'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-6780137822324404905</id><published>2008-05-20T15:16:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:27.494-08:00</updated><title type='text'>Teatro 1968 por José Celso Martinez</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Susana Marques (Editoria de Teatro)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNPUTJr5OI/AAAAAAAAAEw/N3deRRMhOMI/s1600-h/Jos%25C3%25A9_Celso_Martinez.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202589204699931874" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNPUTJr5OI/AAAAAAAAAEw/N3deRRMhOMI/s200/Jos%25C3%25A9_Celso_Martinez.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Falar de teatro é mais que um laboratório de pesquisa, é uma viagem de emoções, reflexões, especialmente de 1968, este é de fato um balaio de histórias e muitas curiosidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fatos, emoções, grandes revelações, mas, falar deste gênero é pesquisar sobre figuras que revolucionarão a época. Comecemos então a história e trajetória de um grande teatrólogo, ator; José Celso Martinez Corrêa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNP5TJr5QI/AAAAAAAAAFA/zFwyOczMenc/s1600-h/Rei_da_Vela___1967.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202589840355091714" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNP5TJr5QI/AAAAAAAAAFA/zFwyOczMenc/s200/Rei_da_Vela___1967.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;José Celso Martinez Corrêa, nascido em Araraquara em 1937, Diretor, autor e ator. Destacou-se como encenador em 1960, muito inquieto, irreverente, líder do Teatro Oficina, uma das companhias mais conectadas do seu tempo. Encenou espetáculos considerados antológicos, tais como: Pequenos Burgueses, O Rei da Vela, e na Selva das Cidades. Nos anos 1970 vivência todas as experiências da contracultura, transformando-se em líder de uma comunidade teatral e das montagens de suas criações coletivas. Estudou na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, USP, e participou do centro acadêmico XI de Agosto, integrando o núcleo de estudantes que funda o Oficina, grupo de teatro amador, seus primeiros textos, Vento Forte para Papagaio Subir, 1958, e A Incubadeira, 1959, ambos autobiográficos, são montados pela equipe sob a direção de Amir Haddad.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNQkDJr5SI/AAAAAAAAAFQ/up09uQyEoiw/s1600-h/Chico_Buarque___Roda_Viva.gif"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202590574794499362" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNQkDJr5SI/AAAAAAAAAFQ/up09uQyEoiw/s320/Chico_Buarque___Roda_Viva.gif" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em 1968, num momento incendiário do teatro, e crítico dos embates entre a categoria e o regime, Zé Celso dirige Roda Viva, de Chico Buarque, no Rio de Janeiro, sua primeira experiência fora do Oficina. Tomando o ingênuo texto de Chico Buarque em torno da vida de um ídolo da canção popular que é manipulado pela imprensa e indústria fonográfica, o encenador utiliza um ritual raivoso e provocador, no qual os atores vãos à platéia incitá-la fisicamente. Considerada emblemática do “teatro agressivo” pelo crítico Anatol Rosenfeld, a montagem reflete um momento que o teatro assume um tom violento, de confronto, de cobrança de atitudes frente à situação sóciopolítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na mesma época, o Oficina já tinha levado outro sucesso aos palcos: Roda viva, primeira peça de Chico Buarque de Hollanda. O espetáculo marcava a radicalização das concepções cênicas de Zé Celso e criticava ferrenhamente a alienação da sociedade brasileira, através da destruição e da agressão dos mitos criados pela cultura de massas. A crítica começou a condenar a violência do espetáculo, porém a peça foi literalmente um "estouro" de bilheteria. Na noite de 18 de junho de 1968, em São Paulo, os atores do espetáculo foram agredidos pelas autoridades, que condenavam o seu "tom subversivo". Ao contrário do que todos imaginavam, o episódio ainda rendeu mais sucesso a Roda viva. No entanto, o episódio se repetiu na temporada de Porto Alegre e a censura finalmente decidiu censurar Roda viva e O rei da vela, em meados de 1968, desta vez, para nenhuma surpresa de todos. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNRvTJr5TI/AAAAAAAAAFY/IkSyQ3cWRjo/s1600-h/TeatroOficinaI.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202591867579655474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNRvTJr5TI/AAAAAAAAAFY/IkSyQ3cWRjo/s320/TeatroOficinaI.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Em junho de 1968, estreava nos palcos do Oficina O poder negro (do americano Leroy Jones), com a direção de Fernando Peixoto, colaborador e braço-direito de Zé Celso. A peça criticava o racismo e a violência das relações entre brancos e negros. A partir daquele momento, o Oficina passou a procurar um texto que retratasse o momento que eles atravessavam, em dezembro de 1968, Galileu Galilei, de Bertolt Brecht estreava nos palcos, com sucesso absoluto de público. A critica mais uma vez se dividiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O espetáculo seguinte do grupo, Na selva das cidades (outro texto de Brecht), levado aos palcos em 1969, marcou uma encenação mais ligada ao método de Grotowski e uma crise interna do Oficina. Fernando Peixoto decidiu montar, no mesmo ano, Dom Juan (de Molière), com Gianfrancesco Guarnieri no papel-título. Durante a temporada, o Living Theatre (grupo teatral americano de vanguarda que era liderado por Julien Beck e Judith Malina) chegava ao Brasil para se apresentar através de um convite informal que Zé Celso e Renato Borghi tinha feito ao grupo. O contato entre o Living e o Oficina foi desastroso. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNSGzJr5UI/AAAAAAAAAFg/P025JAFadd0/s1600-h/sertoesoficina.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202592271306581314" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNSGzJr5UI/AAAAAAAAAFg/P025JAFadd0/s320/sertoesoficina.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Biografia José Celso Martinez Corrêa (Araraquara SP 1937). Diretor, autor e ator. Destacado encenador da década de 60, inquieto e irreverente, líder do Teatro Oficina, uma das companhias mais conectadas com o seu tempo. Encena espetáculos considerados antológicos, tais como Pequenos Burgueses; O Rei da Vela; e Na Selva das Cidades. Nos anos 1970, vivencia todas as experiências da contracultura, transformando-se em líder de uma comunidade teatral e das montagens de suas criações coletivas. Estuda na Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, USP, e participa do Centro Acadêmico XI de Agosto, integrando o núcleo de estudantes que funda o Oficina, grupo de teatro amador. Seus primeiros textos, Vento Forte para Papagaio Subir, 1958, e A Incubadeira, 1959, ambos autobiográficos, são montados pela equipe sob a direção de Amir Haddad. Para comemorar a presença de Jean-Paul Sartre no país, traduz e adapta, juntamente com Augusto Boal, líder do Teatro de Arena, o roteiro cinematográfico de A Engrenagem, encenado por Boal com o Teatro Oficina em 1960.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Nota do Editor&lt;br /&gt;Texto gentilmente cedido pelo autor. Originalmente publicado na revista Vogue de janeiro de 2007. Ruy Castro, 14/01/2008&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-6780137822324404905?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/6780137822324404905/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=6780137822324404905&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6780137822324404905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6780137822324404905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/teatro-1968-por-jos-celso-martinez.html' title='Teatro 1968 por José Celso Martinez'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNPUTJr5OI/AAAAAAAAAEw/N3deRRMhOMI/s72-c/Jos%25C3%25A9_Celso_Martinez.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-2664098222686799274</id><published>2008-05-20T15:07:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:27.646-08:00</updated><title type='text'>Olimpíadas de 1968</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;Por Gustavo Pinheiro (Editoria de Esportes)&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNMMDJr5MI/AAAAAAAAAEg/31UlxDv0fP8/s1600-h/1968-_homenagem_aos_panteras_negras.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202585764431127746" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNMMDJr5MI/AAAAAAAAAEg/31UlxDv0fP8/s200/1968-_homenagem_aos_panteras_negras.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O México foi o país sede das Olimpíadas de 1968, e foi marcado por uma série de curiosidades. Primeiro foi eleita apesar do protesto de médicos e fisiologistas, que faziam sérias ressalvas quanto à prática esportiva na altitude. Nessa disputa ela ganhou de cidades como Buenos Aires na Argentina, Detroit nos Estados Unidos e Lyon na França. Esta seria a primeira olimpíada disputada na América Latina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi conhecida como a primeira olimpíada a ter o controle ao uso de doping e a introdução das provas de comprovação de sexo para as provas femininas, provavelmente pelas suspeitas sobre as características físicas de algumas campeãs dos países do bloco socialista. Nenhuma mulher foi desclassificada, mas muitas importantes atletas não se inscreveram nas competições. Foram também as primeiras olimpíadas em que as duas Alemanha competiram separadas, enquanto África do Sul e China ficaram de fora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A altitude causou um fato interessante: a falta de 30% do oxigênio na mistura do ar permitiu a quebra de 68 recordes mundiais e 301 olímpicos, muitos deles perduraram anos, mas fez efeito contrario nas provas de resistência. Muitos acabaram abandonando essas provas devido à falta de preparo em altitudes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os Jogos Olímpicos do México ficaram marcados pela situação política em que foram realizados, com inúmeras revoluções e protestos ocorrendo em todo o mundo, o que acabou sendo levado para o esporte de uma forma ou de outra. Pelo bloco socialista, inúmeros atletas ganharam medalhas e foram contestados quanto ao uso de doping. O preconceito racial também chegou aos esportes nos Jogos de 68. A delegação norte-americana era dividida em duas: brancos e negros. Liderados pelo sociólogo e ex-atleta Harry Edwards, atletas negros ameaçaram um boicote aos Jogos. Quando todos achavam que a história tinha acabado, Tommie Smith e John Carlos, que conquistaram respectivamente as medalhas de ouro e bronze, nos 200 metros rasos, subiram ao pódio com luvas pretas e levantaram o punho esquerdo fazendo a saudação ao movimento negro conhecido como panteras negras. Foram expulsos dos jogos e tiveram suas medalhas caçadas, mas outros atletas negros aderiram ao movimento, porém sem serem tão “agressivos”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas um momento alegre marcou também esses jogos, foi no México que pela primeira vez uma mulher conduziu a tocha olímpica: a mexicana Enriqueta Basílio, especialista nos 400 metros rasos, tornou-se a primeira mulher a acender a pira olímpica. Apesar de toda essa agitação, o México ficou marcado como a pior participação de um país sede em jogos olímpicos, com o 15º lugar apenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Brasil com uma delegação de 84 atletas ganhou apenas três medalhas, sendo uma de prata e duas de bronze. A medalha de prata foi concedida a Nelson Prudêncio no salto triplo, Na Vela, na classe Flying Dutchmann, Reinald Conrad e Bukhard Cordes, ganharam o bronze e Servílio de Oliveira conquistou a primeira e única medalha do Brasil no boxe, bronze entre os meio-médios.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-2664098222686799274?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/2664098222686799274/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=2664098222686799274&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2664098222686799274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2664098222686799274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/olimpadas-de-1968.html' title='Olimpíadas de 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNMMDJr5MI/AAAAAAAAAEg/31UlxDv0fP8/s72-c/1968-_homenagem_aos_panteras_negras.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-502627114554449009</id><published>2008-05-20T15:01:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:27.846-08:00</updated><title type='text'>Uma mistura de sabor, 1968</title><content type='html'>&lt;em&gt;Por João Paulo Zaccarias (Editoria de Música)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;“Sem lenço, sem documento&lt;br /&gt;Nada no bolso ou nas mãos&lt;br /&gt;Eu quero seguir vivendo, amor&lt;br /&gt;Eu vou...”&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNXrjJr5XI/AAAAAAAAAF4/KPWutcZ38D0/s1600-h/2001_festival_b.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202598400224912754" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNXrjJr5XI/AAAAAAAAAF4/KPWutcZ38D0/s320/2001_festival_b.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; O ponto principal de qualquer narrativa começa nos fatores históricos em que o assunto está imerso. Assim, sinto quase vivamente a juventude do final do ano de 1967. O meu olfato capta algo úmido, já o meu corpo encontra-se em sintonia nirvana, recitando poesias de Dylan Thomas e escutando um Rock de contestação de Janis Joplin, ou talvez Jimmy Hendrix. Não consigo identificar ao certo, mas sei que o som está lá, reivindicando fatos do ano que não acabou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No ano de 1968, em meio aos acontecimentos políticos no Brasil, a esperança da liberdade de expressão escorre entre as mãos do povo brasileiro, o grito da opressão enche os pulmões de ar com falas sem sons, reprimido pela ditadura que pôr um longo período deixou mudo o cenário sem paredes do país.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNX5DJr5YI/AAAAAAAAAGA/NGAka6dTxQo/s1600-h/exilio_londres_69.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202598632153146754" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNX5DJr5YI/AAAAAAAAAGA/NGAka6dTxQo/s320/exilio_londres_69.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O país estava desse jeito, quando a tropicália emergiu. Ela trouxe consigo uma visão crítica das contradições de uma modernidade que se instaurou em uma sociedade presa a paradigmas retrógrados. A estética do tropicalismo e seu apego antropofágico deram novos rumos aos protestos contra a parafernália política, instalada no Brasil. Contudo, o valor atribuído ao movimento musical tropicalista vai além de instrumento político. A linguagem poética empregada nas letras incute na massa uma ideologia, um comportamento. O poder que a indústria cultural tinha sobre a massa, ajudou a fixar o movimento na mente daqueles jovens, que tinham sede de se livrar das amarras da política ditatorial. O movimento possuía uma estima cultural muito forte, as influências musicais vindas de fora do país se propagavam de forma ímpar, àqueles sons de guitarras fundiam-se ao estilo abrasileirado, dando uma nova característica à música brasileira. &lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNYFDJr5ZI/AAAAAAAAAGI/6FgMjgrpllQ/s1600-h/tropicalia.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202598838311576978" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNYFDJr5ZI/AAAAAAAAAGI/6FgMjgrpllQ/s320/tropicalia.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O Brasil fervilhava naquele ano de 1968. A ânsia que o brasileiro tinha por liberdade fez com que a manifestação cultural criasse um novo campo de subterfúgio para poder se expressar: as músicas falavam de liberdade, sem tê-las; o teatro almejava a liberdade; as letras dos livros corriam soltas em linguagem metafórica. Tudo que o brasileiro queria era poder voar como aves sublimes sobre o céu azul. A época era riquíssima, a tropicália do povo cria uma estética contemporânea fiel a tudo que o momento necessitava. O discurso do movimento era preciso, seus participantes tinham um olhar futurista, igual ao dos nossos modernistas da Semana da Arte Moderna do ano de 1922.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Embora tudo contribuísse para que o movimento tivesse vida longa, em dezembro de 1968 Caetano Veloso e Gilberto Gil foram detidos no apartamento em que moravam, em São Paulo e foram forçados a prestar depoimento na Polícia Federal, morria a partir desse momento o movimento. Mas em nossas lembranças a tropicália estará sempre viva, como um legado cultural daquele ano de 1968, um período cheio de acontecimentos, que ilustrou o mundo com várias inovações e que, até hoje, alimenta reflexões sobre os mais variados contextos.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-502627114554449009?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/502627114554449009/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=502627114554449009&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/502627114554449009'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/502627114554449009'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/uma-mistura-de-sabor-1968.html' title='Uma mistura de sabor, 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNXrjJr5XI/AAAAAAAAAF4/KPWutcZ38D0/s72-c/2001_festival_b.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-2236145149413162411</id><published>2008-05-20T06:28:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:27.981-08:00</updated><title type='text'>Cinema Internacional</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Leandro de Araújo (Editoria de Cinema)&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Filme referência em 1968, estrelado por Sean Connery e Bridgit Bardot, Shalako foi uma das poucas produções gravadas em inglês pela atriz francesa. O longa-metragem, na época, tido como um filme de vanguarda,  rompia com esquemas tradicionais, mostrando que os índios tinham voz e razão, apesar do conflito entre raças e a discriminação  enraizada na sociedade. Shalako tem vários elementos do cinema  clássico: o foco no personagem principal (tudo gira em torno do próprio sem perder a essência da obra) chama a atenção do espectador, fazendo com que o mesmo se identifique; conflitos que prendem o publico (se não tiver um conflito amarrado há perda de interesse); o humano, visto em sua diversidade; a violência sem limites (crueldade) exposta em várias cenas; etc.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;É possível gerar ruptura a partir do que a tradição nos ensina? Shalako, imperdível, é uma vitrine de possibilidades. Produzido e exibido em cinemas do mundo inteiro o longa deveria ser visto com cuidado por cineastas brasileiros que costumam deixar de lado a narrativa em favor de intenções que ficam ocultas. Um roteiro bem trabalhado não garante um filme. É preciso filmar com precisão e transpor as idéias para realidade.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDLSozJr5KI/AAAAAAAAAEQ/W0ZYE98WFT0/s1600-h/imagem+do+filme.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDLSozJr5KI/AAAAAAAAAEQ/W0ZYE98WFT0/s320/imagem+do+filme.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202452117933778082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-family:Times New Roman;font-size:78%;"&gt;Imagens do filme: Sean Connery  e Brigitte Bardot&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-2236145149413162411?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/2236145149413162411/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=2236145149413162411&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2236145149413162411'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2236145149413162411'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/cinema-internacional.html' title='Cinema Internacional'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDLSozJr5KI/AAAAAAAAAEQ/W0ZYE98WFT0/s72-c/imagem+do+filme.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-2349549987864883871</id><published>2008-05-15T09:23:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:28.500-08:00</updated><title type='text'>1968: Uma nova atitude musical</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic; font-family: georgia;"&gt;Por Leandro Nascimento (Editoria de Música)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a style="font-family: georgia;" onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCxklzJr5GI/AAAAAAAAADw/hbW-c9nfIN4/s1600-h/caetano.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCxklzJr5GI/AAAAAAAAADw/hbW-c9nfIN4/s200/caetano.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200642270254851170" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;O compositor e cantor Caetano Veloso dizia: "A Tropicália foi o avesso da Bossa Nova". Este movimento revolucionou o status quo da música brasileira. Dessa corrente, liderada pelo baiano de Santo Amaro da Purificação, também participaram ativamente os compositores Gilberto Gil e Tom Zé, os letristas Torquato Neto e Capinam, o maestro e arranjador Rogério Duprat, o trio Mutantes e as cantoras Gal Costa e Nara Leão. A Bossa Nova introduziu uma forma original de compor e interpretar. A Tropicália, por sua vez, não pretendia sintetizar um estilo musical, mas sim instaurar uma nova atitude: sua intervenção na cena cultural do país foi, antes de tudo, crítica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A intenção dos tropicalistas não era superar a Bossa Nova, da qual Veloso, Gil, Tom Zé e Gal foram discípulos assumidos, especialmente do canto suave e da inovadora batida de violão de João Gilberto, conter&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCxk0jJr5HI/AAAAAAAAAD4/RouWx-YdpUw/s1600-h/galcosta.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCxk0jJr5HI/AAAAAAAAAD4/RouWx-YdpUw/s200/galcosta.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200642523657921650" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;râneo dos quatro. No início de 1967, esses artistas sentiam-se sufocados pelo elitismo e pelos preconceitos de cunho nacionalista que dominavam o ambiente da chamada MPB. Depois de várias discussões concluíram que, para arejar a cena musical do país, a saída seria aproximar de novo a música brasileira dos jovens, que se mostravam cada vez mais interessados no pop e no rock dos Beatles, ou mesmo no iê-iê-iê que Roberto Carlos e outros ídolos brazucas exibiam no programa de TV Jovem Guarda. Argumentando que a música brasileira precisava se tornar mais "universal", Gil e Caetano tentaram conquistar adesões de outros compositores de sua geração, como Dori Caymmi, Edu Lobo, Chico Buarque de Hollanda, Paulinho da Viola e Sérgio Ricardo. Porém, a reação desses colegas mostrou que, se aderissem mesmo à música pop, tentando romper a hegemonia das canções de protesto e da MPB politizada da época, os futuros tropicalistas teriam que seguir sozinhos.&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCxlHzJr5II/AAAAAAAAAEA/bJJS52AsIUo/s1600-h/Gilberto_Gil.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 0pt 10px 10px; float: right; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCxlHzJr5II/AAAAAAAAAEA/bJJS52AsIUo/s200/Gilberto_Gil.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200642854370403458" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As canções &lt;i&gt;Alegria, Alegria&lt;/i&gt; (de Caetano) e &lt;i&gt;Domingo no Parque&lt;/i&gt; (de Gil) chegaram ao público já provocando muita polêmica, no III Festival da Música Popular Brasileira da TV Record, em outubro de 1967. As guitarras elétricas da banda argentina Beat Boys, que acompanhou Caetano, e a atitude roqueira dos Mutantes, que dividiram o palco com Gil, foram recebidas com vaias e insultos pela chamada &lt;i&gt;linha dura&lt;/i&gt; do movimento estudantil. Para aqueles universitários, a guitarra elétrica e o rock eram símbolos do imperialismo norte-americano e, portanto, deviam ser rechaçados do universo da música popular brasileira. No entanto, não só o júri do festival mas grande do público aprovou a nova tendência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O movimento só passou a ser chamado de tropicalista a partir de fevereiro de 1968, quando Nelson Motta publicou no jornal &lt;i&gt;Última Hora&lt;/i&gt; um artigo intitulado "A Cruzada Tropicalista". Nele, o repórter anunciava que um grupo de músicos, cineastas e intelectuais brasileiros fundara um movimento cultural com a ambição de alcance internacional. O efeito foi imediato: Caetano, Gil e os Mutantes passaram a participar com freqüência de programas de TV, especialmente do comandado por Abelardo &lt;i&gt;Chacrinha&lt;/i&gt; Barbosa, o irreverente apresentador que virou ícone do movimento. Em maio de 1968, o estado-maior tropicalista gravou &lt;st1:personname productid="em São Paulo Tropicália" st="on"&gt;em São  Paulo &lt;i&gt;Tropicália&lt;/i&gt;&lt;/st1:personname&gt;&lt;i&gt; ou Panis et Circensis&lt;/i&gt;, álbum coletivo com caráter de manifesto. Caetano coordenou o projeto e selecionou o repertório, que destacou canções inéditas de sua autoria, ao lado de outras de Gil, Torquato &lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCxlWjJr5JI/AAAAAAAAAEI/l_ps5eN2o78/s1600-h/beatles.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCxlWjJr5JI/AAAAAAAAAEI/l_ps5eN2o78/s200/beatles.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5200643107773473938" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Neto, Capinam e Tom Zé.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vale ressaltar também que no cenário da música internacional, o grande sucesso de 1968 foi &lt;i&gt;Hey Jude&lt;/i&gt;, dos Beatles, mas eles emplacaram ainda dois outros sucessos na lista dos 100 mais, &lt;i&gt;Lady Madonna&lt;/i&gt; e &lt;i&gt;Revolution&lt;/i&gt;.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E o ano de 1968 chegou ao fim, não sem antes deixar o AI-5 e um aperto brutal de censura, qua já existia e que chegou até alterar, praticamente na hora da apresentação, algumas letras de músicas dos festivais. Iniciou-se uma fase de perseguição e êxodo de artistas e até mesmo o declínio dos festivais, nos moldes em que aconteciam. Um tipo de música, com foco nas letras rebuscadas e de duplo sentido, começou a aparecer, a partir daí, tentando contornar a censura prévia e, ao mesmo tempo, transmitir as mensagens de liberdade, de insurreição, de descontentamento.&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Músicas:  &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Alegria, Alegria – Caetano Veloso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Domingo no Parque - Gilberto Gil&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Tropicália - Caetano Veloso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Superbacana - Caetano Veloso&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Soy Loco por Ti America - Gilberto Gil/Torquato Neto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Marginália 2 - Gilberto Gil/Torquato Neto&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Lindonéia - Gilberto Gil/Caetano Veloso - Nara Leão&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Panis et Circensis - Gilberto Gil/Caetano Veloso - Mutantes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;2001 - Rita Lee/Tom Zé - Mutantes&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: georgia;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-family: georgia;" class="MsoNormal"&gt;Saudosismo - Caetano Veloso&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-2349549987864883871?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/2349549987864883871/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=2349549987864883871&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2349549987864883871'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/2349549987864883871'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/1968-uma-nova-atitude-musical.html' title='1968: Uma nova atitude musical'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCxklzJr5GI/AAAAAAAAADw/hbW-c9nfIN4/s72-c/caetano.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-798619776380074292</id><published>2008-05-15T09:14:00.001-07:00</published><updated>2008-05-15T09:17:05.931-07:00</updated><title type='text'>Taça Brasil 1968</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Eduardo Coelho (Editoria de Esportes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;Organizada entre 1959 e 1968, todos os campeões estaduais disputavam o título em partidas eliminatórias de melhor de Quatro pontos. A competição tinha o objetivo de apontar os representantes do Brasil na Taça Libertadora das Américas, já que, na época, não existia campeonato nacional de clubes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A Taça Brasil de 1968 foi a décima e última edição do torneio organizado pela CBD (Confederação brasileira de desportos), a fim de indicar o campeão para a &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ta%C3%A7a_Libertadores_da_Am%C3%A9rica" target="_blank"&gt;Taça Libertadores da América&lt;/a&gt; de 1969. No entanto, a competição foi prolongada até outubro do ano seguinte, devido a problemas de calendário e principalmente ao impasse ocorrido no confronto das quartas-de-final entre o Botafogo e o Metropol (SC), que acabou atrasando a competição em quatro meses.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Por conta do longo atraso e da impossibilidade da Taça Brasil de 1968 acabar antes do início da Libertadores da América de &lt;st1:metricconverter productid="1969, a" st="on"&gt;1969, a&lt;/st1:metricconverter&gt; &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/CBD" target="_blank"&gt;CBD&lt;/a&gt; decidiu em caráter especial indicar os melhores colocados da &lt;a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Ta%C3%A7a_Roberto_Gomes_Pedrosa" target="_blank"&gt;Taça Roberto Gomes Pedrosa&lt;/a&gt; de 1968 como os representantes brasileiros na competição continental, em substituição aos vencedores da Taça Brasil.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Confusões à parte, o torneio finalmente chegou ao fim em outubro de 1969, com o Botafogo sagrando-se campeão, batendo na final o Fortaleza. O Botafogo ainda teve o artilheiro da Taça Brasil, Ferreti, com Sete Gols.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Na TB de 1968 ocorreu uma das maiores goleadas da taça, tais como Botafogo 6X1 Metropol/SC, Atlétivo/GO 5X0 Operário/MS. O Botafogo, Campeão da Copa Brasil de 1968, contava em seu elenco com jogadores como: Ubirajara Motta, Moreira, Zé Carlos (Chiquinho Pastor), Leônidas e Botinha; Carlos Roberto e Nei Conceição; Rogério, Humberto, Ferretti e Lula. Técnico: Zagallo&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-798619776380074292?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/798619776380074292/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=798619776380074292&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/798619776380074292'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/798619776380074292'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/taa-brasil-1968.html' title='Taça Brasil 1968'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-6088128085097526024</id><published>2008-05-13T08:29:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:28.947-08:00</updated><title type='text'>1968: palco de grandes revoluções</title><content type='html'>&lt;span style="FONT-STYLE: italic"&gt;Por Alessandro Conceição (Editoria de Teatro)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCm5DTJr5CI/AAAAAAAAADQ/v94LjaDukcQ/s1600-h/greve+classe+teatral.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199890711107593250" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCm5DTJr5CI/AAAAAAAAADQ/v94LjaDukcQ/s320/greve+classe+teatral.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Eva Tudor, Tonia Carrero, Eva Wilma, Leila Diniz, Odete Lara e Norma Benguel abrindo uma passeata em 1968 contra a censura&lt;br /&gt;Foto de Ziraldo&lt;/span&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Entre as diversas revoluções que aconteceram no ano de 1968 no Brasil, o Teatro também se destacou nesse período buscando uma dramaturgia e estética essencialmente brasileira. As companhias que instituíram tal inovação não agradaram os censores da ditadura. Alguns espetáculos tiveram que ser interditados, por serem, segundo a mentalidade ortodoxa das autoridades, deveras subversivos. Tudo porque, segundo a ditadura, o teatro apresentava uma possível ameaça à segurança nacional.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Os grupos que mais sofreram com isso foram o Arena e o Oficina, os mais atuantes e promissores a lutarem contra a ditadura por meio da arte cênica. Este último teve vários espetáculos interditados por conta da sua linguagem “espetáculo manifesto”. Com forte influencia do teatro de Bertolt Brecht, estes dois movimentos, além de vanguardistas, foram os principais resistentes na luta contra a ditadura militar no ano de 1968. O Teatro passou a ter um caráter essencial nessa luta. A arte cênica não foi usada unicamente com o propósito de entreter, foi além.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A classe teatral se reuniu contra a censura imposta pela ditadura, realizando uma greve geral declarando estado de desobediência civil a fim de ilegitimar as proibições. Contudo, segundo conta Augusto Boal em entrevista exclusiva, nem todos da classe teatral estavam preocupados em fazer política. Apenas visavam bilheteria.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;Oficina de manifestação&lt;/b&gt;&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCm4LTJr5BI/AAAAAAAAADI/xexLHUbsxKQ/s1600-h/roda+viva.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199889749034918930" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCm4LTJr5BI/AAAAAAAAADI/xexLHUbsxKQ/s320/roda+viva.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;i&gt;Roda Viva,&lt;/i&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; 1968.Acer&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;vo Idart/Centro Cultural S&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:8;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ão Paulo .Registro fotográfico Derly Marques&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;a name="0.1_graphic05"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em 1968 o Grupo de Teatro Oficina completou sua primeira década. O Grupo já gerava inúmeras polêmicas acerca de sua ousadia estética na dramaturgia brasileira. Neste ano de intensa revolução e produção artística, o Oficina encenou as peças Poder Negro, Galileu Galilei, O Rei da Vela e o superpolêmico Roda Viva. Este último foi intensamente perseguido pela ditadura, sofreu inúmeros atentados durante a temporada de São Paulo; &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:personname st="on" productid="em Porto Alegre"&gt;em Porto Alegre&lt;/st1:personname&gt; uma das atrizes chegou a ser seqüestrada e todo o elenco foi agredido, chegando a ponto de a temporada gaúcha ser interrompida. O jornal O Globo, na edição de 11/ 10/ 1968 noticiou que o Serviço de Censura de diversões públicas do Departamento de Polícia Federal determinou que na peça não seria mais levada em cartaz. Os atores de Roda Viva se opuseram e protestaram mesmo sob ameaça de instauração de processo para enquadrá-los. Tudo porque entre as outras ousadias mostradas em cena, a nudez era a mais chocante. O que provocava o interesse, principalmente dos jovens. Em todas as apresentações da peça, a presença do público era maciça.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em entrevista a Revista Época de janeiro de 2008, o diretor de teatro, José Celso Martinez Corrêa disse que “A grande revolução de 1968 foi tirar a máscara das pessoas. O sujeito passa o tempo todo representando papel de juiz, de delegado, de presidente, de diretor de teatro. Aquela geração libertou-se da hipocrisia (...)”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Também entrevistada pela Época da mesma edição, a atriz Marília Pêra conta que foi presa duas vezes por praticar teatro. Marília também fazia parte do elenco de “Roda Viva”: “Quando nós, atores da peça ‘Roda Viva’ fomos atacados pelo Comando de Caça aos Comunistas, no Teatro Ruth Escobar, a minha mãe tomou um susto. Ela quis saber se eu era comunista. Eu disse que não sabia. Naquela época, você tinha a necessidade de ser uma pessoa de esquerda. Mas eu não era de esquerda nem de direita (...). Tirar a roupa em cena não incomodava (...). Mas a maior lição que aprendi com 1968 é que tanto faz o lado em que os políticos estão. O que eles querem apenas é poder e dinheiro. O resto é utopia”.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;Arena de Contestação&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O teatro de Arena foi um grupo que tinha como objetivo a busca de uma autenticidade brasileira a fim de mostrar a realidade do país. Dentre as inovações propostas, o sistema curinga foi o mais revolucionário. Mas a partir de 1968, o Arena conheceu o seu campo mais estreito de trabalho. Com a intensificação do controle do Estado sobre a manifestação artística, a produção do espetáculo passou a moldar-se pelo permissível.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Diante das inúmeras imposições, o Diretor do grupo, Augusto Boal, lança como alternativa à censura a Primeira Feira Paulista de Opinião. Concebida e encenada por Boal no Teatro Ruth Escobar, é uma reunião de textos curtos de vários autores - um depoimento teatral sobre o Brasil de 1968 - e do próprio Boal. O diretor apresenta o espetáculo na íntegra, ignorando os mais de 70 cortes estabelecidos pela censura, incitando a desobediência civil e lutando arduamente pela permanência da peça em cartaz, depois de sua proibição.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;Palco Explodido&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não bastava apenas proibir peças e companhias de se apresentarem, era preciso impedir também que não houvesse espaços possíveis para isso.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No dia 22 de julho de 1968, após uma apresentação do Roda Viva, o Teatro Ruth Escobar – um dos espaços de discussão mais importante de São Paulo – sofreu um atentado direitista e teve parte de seu prédio violentamente destruído. Conforme noticiou o jornal Tribuna da Imprensa, do dia seguinte.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;No Rio, no dia 02 de dezembro, foi a vez de o teatro Opinião ser bombardeado pelo Comando de Caça aos Comunistas (CCC) no Rio. O teatro opinião era um espaço onde ocorriam apresentações de repudio aos excessos cometidos pela ditadura. Ali, artistas não só de teatro, mas também de música (como Gilberto Gil, Nara Leão, Caetano Veloso, etc.) puderam experimentar suas visões contara o sistema conservador da época. Houve ainda inúmeros grupos - como o Opinião e o Decisão – e peças em geral que também sofreram com as restrições do estado, mas O Oficina e O Arena foram os dois grandes movimentos que usaram o teatro como arma de resistência contra a ditadura.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:180%;" &gt;E&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:180%;" &gt;nt&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:180%;" &gt;rev&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:180%;" &gt;ista&lt;/span&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:180%;" &gt; – A&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:24;"&gt;&lt;span style="FONT-WEIGHT: bold;font-size:180%;" &gt;ugusto Boal&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;em&gt;por Alessandro Conceição&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: center"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCm3bDJr5AI/AAAAAAAAADA/4md5j3004pk/s1600-h/P1110738.JPG"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199888920106230786" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: pointer; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCm3bDJr5AI/AAAAAAAAADA/4md5j3004pk/s320/P1110738.JPG" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Criador do Grupo Arena – um dos mais importantes ícones do teatro contestação junto com o Oficina – Augusto Boal fala sobre o conturbado ano de &lt;st1:metricconverter st="on" productid="1968. A"&gt;1968. A&lt;/st1:metricconverter&gt; entrevista foi concedida durante um Laboratório de Teatro do Oprimido onde Boal aperfeiçoa, com sua equipe de curingas e multiplicadores na sede do Centro de Teatro do Oprimido que fica na Lapa, Rio de Janeiro, o aprimoramento da metodologia que hoje é praticada em mais de 70 países.&lt;b&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;b&gt;&lt;br /&gt;Em 1968 o mundo estava passando por um processo de revolução urgente. Como o teatro contribui nessa revolução?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Nós contribuímos com toda força que tínhamos para acabar com o golpe e voltar à legalidade. Porque eles eram subversivos. Eles nos acusavam, mas os subversivos eram eles.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em 68 foi o auge da rebelião contra a ditadura. Houve um Golpe de estado. No meu caso eu fiz o espetáculo 1ª Feira Paulista de Opinião. Tinha peça de Guarnieri, Lauro César Muniz, Jorge Andrade e minha; tinha música de Caetano, Gil, Ari Toledo, Sérgio Ricardo, Edu Lobo... Tinha vários compositores. E tinha também muitos quadros, muitas pinturas, muitas esculturas. Tinha muita coisa assim. E isso foi proibido pela censura. Toda classe teatral fez uma greve geral. Foram para o teatro e decidiram ilegitimar a censura e declararam estado de desobediência civil. Foi uma coisa muito linda! Houve muita perseguição. A polícia vinha fechava os teatros, cercava os teatros até que a gente conseguiu um mandato de segurança liberando a peça. E a peça foi mostrada depois. Por meio ano foi sempre cheia de gente combativa, gente revoltada com a ditadura.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;O Arena se associou ao Oficina e ao Opinião para fazer, em conjunto, algum manifesto teatral?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não. Era assim: lá &lt;st1:personname st="on" productid="em São Paulo"&gt;em São Paulo&lt;/st1:personname&gt; tinha o Arena, tinha o oficina, tinha o Decisão, tinha vários grupos. Alguns mais dinâmicos outros menos, uns mais agressivos outros menos. Então, tanto o Teatro Opinião, tanto o Arena de uma forma, o Oficina na sua forma – cada um na sua forma – combatiam o regime. E depois de 68 - que foi o golpe de Estado nazista, o golpe dentro do golpe – acabaram com o congresso. Aí todo esse movimento acabou e muitos entraram na luta armada que naquela época era o único caminho visível.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;E o Opinião? Você também ajudou a montar esse grupo?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O Opinião foi um espetáculo que eu fiz aqui [Rio de Janeiro] em dezembro de 64. Esse espetáculo foi com a Nara Leão, Zé Kéti, Edu Vale, depois entrou a Maria Bethânia no lugar da Nara e antes de entra a Susana de Moraes, a filha do Vinicius. E isso foi feito aqui, no local que era na Siqueira Campos. Aí depois de algum tempo nós fomos embora e o grupo continuou chamado Opinião, assumiu o nome do show musical que eu tinha feito e passou a se chamar Opinião.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;Você e o Zé Celso Martinez, após 68, fizeram algum trabalho em conjunto? Como é o relacionamento de vocês?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Nós somos amigos, mas não nos encontramos nunca. E como ele é de São Paulo e eu viajo muito é muito raro a gente se encontrar. A última vez faz vários anos. Pessoalmente nosso relacionamento é bom. Artisticamente seguimos linhas diferentes.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;b&gt;E um resumo geral de 1968 em relação à classe teatral?&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Não se pode fazer um resumo geral porque são tantos os tipos de reação. Tinha pessoas que não tinha o menos interesse na política, tinha interesse na bilheteria. Então continuaram fazendo o teatro deles para chamar o público para rir; tinha outras que eram mais corajosas e faziam coisas mais intensas; tinha outros que ficaram pelo meio. Mas não havia um panorama que você pode dizer “tal grupo fez tal coisa”. Não dá hoje para você pegar e voltar tanto anos atrás e dizer “olha foi assim e foi assado”. Mas houve uma multiplicidade de reações, não houve uma só não.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-6088128085097526024?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/6088128085097526024/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=6088128085097526024&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6088128085097526024'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6088128085097526024'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/1968-palco-de-grandes-revolues.html' title='1968: palco de grandes revoluções'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCm5DTJr5CI/AAAAAAAAADQ/v94LjaDukcQ/s72-c/greve+classe+teatral.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-6636413977051407743</id><published>2008-05-12T05:24:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:29.100-08:00</updated><title type='text'>Passeata dos 100 mil</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Elizabeth Reis (Editoria de Política)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;Foi um momento marcante para o país. Houve passeatas, e em uma delas, dos 100 mil não surtiu nenhum resultado concreto imediato.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Os estudantes do mundo inteiro, começando pela França, movidos pelas diversas causas, mas com uma insatisfação com os rumos da sociedade que marcariam toda uma geração.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A passeata prosseguiu o grito “abaixo a ditadura”, mantido desde o início pela multidão, foi substituído por outro, que se tornaria central nas manifestações que ainda viriam: “o povo organizado derruba a ditadura”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Assim os estudantes convocavam nova passeata para 1º abril protestando contra o dia 31 março como data do golpe, preferindo o dia 1º abril, pois nesse dia que os militares ocuparam o poder.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCg3ZTJr4_I/AAAAAAAAAC4/L_uMC36-gio/s1600-h/foto1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCg3ZTJr4_I/AAAAAAAAAC4/L_uMC36-gio/s320/foto1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5199466677576393714" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a name="0.1_graphic02"&gt;&lt;/a&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Em 1968, nem tudo era luta aberta. Houve uma disputa política entre a ditadura e os estudantes, que não se dava nas ruas, mas através da mídia. Nesse parâmetro houve a tentativa de uma parte da Igreja Católica, de propor o diálogo entre estudantes e governo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;As lideranças estudantis reagiram de forma diversa aos acenos do bispo e do governo. Algumas negaram qualquer possibilidade de diálogo com a ditadura; outras, entre as quais a direção da União Metropolitana de Estudantes (UME), se dispunha a dialogar, embora duvidassem dos resultados práticos do eventual diálogo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Se o Brasil não tivesse vencido a repressão de 1968, hoje em dia seria muito difícil outro desfecho, porque a linha dura já tinha vencido a disputa interna e o AI-5 só coroou a vitória.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-6636413977051407743?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/6636413977051407743/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=6636413977051407743&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6636413977051407743'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/6636413977051407743'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/passeata-dos-100-mil.html' title='Passeata dos 100 mil'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCg3ZTJr4_I/AAAAAAAAAC4/L_uMC36-gio/s72-c/foto1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-8686946307987062357</id><published>2008-05-09T15:26:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:29.180-08:00</updated><title type='text'>Reações X Ditadura</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNT0TJr5WI/AAAAAAAAAFw/UA5ZvdsjptM/s1600-h/Pol%25C3%25ADtica_-_1968.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5202594152502256994" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNT0TJr5WI/AAAAAAAAAFw/UA5ZvdsjptM/s320/Pol%25C3%25ADtica_-_1968.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;Por Percy Rodrigues (Editoria de Política)&lt;?xml:namespace prefix = o /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;i&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/i&gt;O ano de 1968 foi marcado por uma constante reação ‘as ameaças de ditadura mais duradoura. Desde o golpe militar de primeiro de abril de &lt;?xml:namespace prefix = st1 /&gt;&lt;st1:metricconverter st="on" productid="1964, a"&gt;1964, a&lt;/st1:metricconverter&gt; sociedade como um todo, incluindo estudantes, artistas, políticos e intelectuais aguardavam angustiadamente solução democrática para o terrível clima político instaurado pelos militares. Assim, não foi surpresa, desde o início do ano, ocorrer uma série de reações ‘a ditadura. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em 29 de março, houve um protesto de 50 mil pessoas no centro do Rio. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em junho, uma multidão calculada em 100 mil pessoas realizou passeata durante mais de sete horas, reunindo mães, padres, estudantes, artistas e intelectuais protestando pela liberdade dos detidos pela polícia, pelo ensino superior gratuito e contra as fundações. Essa manifestação encontra-se narrada, em pormenores, por Zuenir Ventura, no livro 1968, O ano que não terminou, Editora Nova Fronteira, terceira edição, 1988, Rio de Janeiro.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em 17 de abril, Costa e Silva determinou a transformação de todas as capitais dos estados do Brasil e mais 68 municípios em áreas de segurança nacional, surgindo a abominável figura de governadores e prefeitos biônicos. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em 2 dois de outubro, estudantes da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo (USP) entram em conflito ideológico com estudantes da Universidade Mackenzie, transformando-se em atos de violência, com muitos feridos. A USP é fechada e transferida para a Cidade Universitária pelos militares. No dia seguinte, o estudante José Guimarães, da USP, é morto no centro de São Paulo. O brigadeiro João Paulo Burnier, chefe de gabinete do ministro Marcio Melo, planejou explodir o gasômetro do Rio de Janeiro, com auxílio do Para-SAR, divisão de elite da Aeronáutica adestrada para salvamento em local de difícil acesso. O capitão-aviador Sergio Miranda de Carvalho negou-se a cumpri-la e ameaçou denunciar Burnier. Sergio foi declarado louco e afastado da Aeronáutica no ano seguinte. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;Em 12 de outubro, realizou-se o Trigésimo Congresso da UNE, em Ibiúna, São Paulo. A polícia invadiu a reunião e prendeu 1240 estudantes. Muitos foram feridos, torturados, abusados sexualmente pelos policiais. Parentes e advogados que ousavam protestar eram espancados e humilhados publicamente.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fonte: Wikipedia/Ventura/Zuenir, 1968, O ano que não terminou.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-8686946307987062357?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/8686946307987062357/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=8686946307987062357&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8686946307987062357'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/8686946307987062357'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/reaes-x-ditadura.html' title='Reações X Ditadura'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SDNT0TJr5WI/AAAAAAAAAFw/UA5ZvdsjptM/s72-c/Pol%25C3%25ADtica_-_1968.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-4366144334101813627</id><published>2008-05-09T11:29:00.000-07:00</published><updated>2008-11-18T13:25:29.466-08:00</updated><title type='text'>1968 no mundo</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Ana Cláudia Soares e Mariana dos Santos Lopes (Editoria Mundo)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCSZsSn90iI/AAAAAAAAACo/qPGOvSkDlns/s1600-h/Praga.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCSZsSn90iI/AAAAAAAAACo/qPGOvSkDlns/s200/Praga.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198448856085156386" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a name="0.1_graphic03"&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Um momentâneo período de liberdade na T&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;checoslováquia&lt;br /&gt;Reprodução Internet/ Blog do Navarro&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;A tentativa de redemocratização do socialismo na Tchecoslováquia e a conseqüente repressão ficaram conhecidas como a Primavera de Praga. Em busca de emancipação, jovens confrontaram-se contra o poder repressivo. A insatisfação com a centralização do poder econômico e com as restrições à liberdade de expressão, gera protestos estudantis que forçam a saída de Antonín Novotny, um verdadeiro stalinista, da presidência em janeiro de 1968. Seu sucessor Alexander Dubcek, um social democrata, logo ao assumir a chefia do Partido Comunista da Tchecoslováquia, inicia várias reformas, políticas liberais e estimula a parceria econômica com as nações capitalistas do Ocidente. Foi aplicado, desde janeiro até a véspera da invasão russa, novos modelos que condenavam tudo o que tinha sido feito no mundo comunista nos últimos vinte anos que antecederam 1968. Os liberais defendiam a descentralização da economia e o incentivo da produção através de estímulos ao operário, como prêmio em dinheiro e redução das horas de trabalho. Dubcek recebeu apoio dos estudantes, intelectuais e trabalhadores que, influenciados pelos acontecimentos de maio de 68 em Paris, promoveram então manifestações pelas ruas de Praga em nome do “Socialismo com face humana”, algo como uma sociedade democrática que proporcionasse o livre debate e a participação de todos em torno do Partido Comunista.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A partir dessa revolução, Dubcek rompeu com o governo da URSS, ou seja, se deslocou dos demais países, mas estes por temerem a saída dos Tchecos do Pacto de Varsóvia, têm a Tchecoslováquia como uma ameaça. Para os soviéticos, toda coexistência pacífica é excluída. Um socialismo assim traria bastantes riscos, já que Dubcek resistia passivamente às investidas dos russos. Os soviéticos, que lutavam pela “disciplina”, reprimindo revoltas internas e em oposição à “perversão ideológica”, com o objetivo de eliminar o movimento por reformas, juntamente com as tropas do Pacto de Varsóvia comandadas pelos russos, invadem o país em 21 de agosto de 1968. O líder tchecoslovaco Alexander Dubcek é obrigado a abandonar a suas reformas liberais. Destituído, é levado para Moscou. Mesmo com um número alto de invasores, Praga não queria se entregar ao regime comunista autoritário. Os estudantes mantiveram a resistência, porém, não foi o bastante para conter mais de seiscentos mil homens fortemente armados. A praça foi um símbolo do descontentamento, os soldados não toleraram e o combate veio implacável, com prisões, sangue e exilos.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCSZ5Cn90jI/AAAAAAAAACw/8hXtm-mVbOA/s1600-h/Alemanha.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://4.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCSZ5Cn90jI/AAAAAAAAACw/8hXtm-mVbOA/s200/Alemanha.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5198449075128488498" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: center;"&gt;&lt;u&gt;&lt;span style="font-size:18;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:180%;" &gt;Alemanha&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/u&gt;&lt;/p&gt;&lt;ul&gt;&lt;li&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Perspectivas revolucionárias&lt;/li&gt;&lt;/ul&gt;            &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A revolta estudantil foi um acontecimento de grande valor em todos os lugares do mundo. Contudo, na Alemanha ocorreu um verdadeiro campo de sangue.&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;Em 1968 na Alemanha foi época de contestação de milhares de estudantes contra a autoridade da família, da universidade e do Estado.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;O pretendido era a libertação ideológica da humanidade e, o ano de 1968 foi como um marco para um movimento a favor da contestação. A manifestação era em prol da liberdade de existência. Não houve reivindicações por luta de classes, muito menos entre operários e patrões, mas, por um modo “encarar” a vida.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;O movimento estudantil ensejou fortes mobilizações que, centradas em Berlim, atingiram e convulsionaram todos os cantos da Alemanha Federal.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;        &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A iniciativa repercute quando o líder estudantil Rudi Dutshke, porta-voz da proposta de luta por uma “Universidade Crítica”, sofre uma tentativa de assassinato em 11 de abril de 1968.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Os estudantes impregnados pelas teorias da “Escola de Frankfurt” recebem o apoio de intelectuais progressistas e como os escritores Heinrich Böll, Günter Grass e de grandes jornais como Der Spigel e Die Zeit. Os anos de Guerra foram também, conseqüências de jovens que, no contexto da cultura esquerdista do vandalismo e da violência, entregaram-se à prática do terrorismo pelo prazer da aventura. Era uma luta a favor da libertação, mas o enfrentamento foi um ato imaturo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;A explicação ideológica daqueles complexos embates exige mergulho na mistificação, sobretudo porque se iniciaram os acontecimentos propiciados pela Banda Baader-Meinhof, (movimento armado, principal grupo guerrilheiro da Alemanha Federal) foi concluída com atos de sangue promovidos, não pelos terroristas derrotados, mas pelo Estado alemão vitorioso. Também devido ao epílogo dramático, a Fração do Exército Vermelho (RAF) assombra ainda a Alemanha, exigindo uma catarse histórica jamais realizada. Duramente as manifestações, na Alemanha Ocidental tiveram mais de 500 feridos entre policiais e civis.&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;       &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;u&gt;Fontes de pesquisa:&lt;/u&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Almanaque Abril 2007-História / Mundo &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Revista Espaço Acadêmico nº 82- 3/2008&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Veja nº 1-11/09/1968&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;Enciclopédia Barsa&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-4366144334101813627?l=sessentaeoito.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/feeds/4366144334101813627/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=5529421076676087197&amp;postID=4366144334101813627&amp;isPopup=true' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4366144334101813627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/5529421076676087197/posts/default/4366144334101813627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://sessentaeoito.blogspot.com/2008/05/1968-no-mundo.html' title='1968 no mundo'/><author><name>equipe 1968</name><uri>http://www.blogger.com/profile/00693598770369478863</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_mEk0fOzq2wo/SCSZsSn90iI/AAAAAAAAACo/qPGOvSkDlns/s72-c/Praga.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-5529421076676087197.post-6722803244023172208</id><published>2008-05-09T07:02:00.000-07:00</published><updated>2008-05-09T07:11:47.995-07:00</updated><title type='text'>O revés do Tropicalismo: um olhar mais demorado e com novo foco sobre o movimento que ressurgiu</title><content type='html'>&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Por Luana Assis (Editoria de Música)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;Se antes tão incompreendido, foi apenas mais recentemente que talvez se possa dizer que o Tropicalismo foi melhor entendido e difundido, principalmente no exterior. É sabido que nossa arte costuma ser reconhecida primeiramente fora do Brasil para só depois lhe ser dado o devido valor aqui, infelizmente. Mas deixemos de lado tais aspectos negativos, pois, tendo isso acontecido com o movimento Tropicalista, o que de fato importa é que ele voltou à tona após sua descoberta tardia por artistas e críticos norte-americanos nos anos 90.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;A verdade é que se faz fundamental lembrar que o movimento acabou mas sua estrutura permanece de pé. Ao contrário do passado – quando interpretado muitas vezes de forma errônea e não entendido por completo – apenas agora o Tropicalismo se difunde de forma intensa e homogênea, ganhando espaço em outros lugares do mundo. Digo isso porque, pesquisando a respeito, me ocorreu a idéia de citar uma exposição que aqui tivemos, com sede no MAM, em meados de agosto do ano passado, intitulada &lt;i&gt;Tropicália – Uma Revolução na Cultura Brasileira &lt;/i&gt;e à qual tive a oportunidade de assistir. Achei  pertinente observar que essa descoberta de um movimento de quase quatro décadas atrás se mostra mais atual que nunca, pois só agora começaram a ser assimilados em âmbito internacional seus conceitos e o quão complexos se revelam, o que prova sua contemporaneidade.&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;"&gt;Uma prova da afirmação abordada no primeiro parágrafo é que essa foi a primeira exposição que se dedica à Tropicália como um momento cultural, envolvendo as áreas de arte, cinema, literatura, teatro, moda, música, entre outros. A música, como sempre com extremo destaque em tudo o que diz respeito ao movimento tropicalista, foi rememorada com artigos diversos, desde exemplares de variados LPs até trechos de shows de Gal Costa, Gilberto Gil, Tom Zé, Os Mutantes, Caetano Veloso, etc.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;"&gt;A exposição foi o primeiro passo a possibilitar uma melhor reflexão sobre a projeção internacional dos músicos tropicalistas, através da qual se pôde compreender o que mudou quando a Tropicália começou a ser reconhecida e cultuada no exterior. O ambiente internacional vem percebendo que existe produção de qualidade aqui e essa é uma mudança que vem acontecendo paulatinamente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;object height="355" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/WSdHBHF1m5w&amp;amp;hl=en"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/WSdHBHF1m5w&amp;amp;hl=en" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="355" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/5529421076676087197-6722803244023172208?l=ses
